Começou a gostar do seu nome quando lhe trocou as letras: Cátia também é Ítaca. Se tiver de falar de si, diz que é uma ilha de aventuras, radicada no Alto Alentejo, mas com olhos cor de mar.

Os porquês do amor nem deus poderia explicar – gosta de teatro, de estar em cena (frente-a-frente com o tempo, a descobrir o privilégio que é alguém estar ali, a ouvir-se). Foi um amor que descobriu devagarinho, no TIL – Teatro Independente de Loures, depois na ESTC e na RESAD. Depois, penseou que quisesse ser atriz, mas o prazer de criar e integrar um projeto maior, que partilha com o João P. Nunes e a Márcia Conceição, deu origem ao UMCOLETIVO.

Em 2014, juntou-os a vontade de trabalhar em teatro – e lentamente foram construindo um corpo de trabalho site specific e com um claro foco na ideia de rescrita e na criação colaborativa. Entre os projetos pelos quais tem mais carinho, destaco CARTAS (criação coletiva a partir das Cartas que Maria Helena Vilhena escreveu a Amílcar Cabral), TRÊS IRMÃS (criação minha e do Francisco Salgado, a partir do texto homónimo de Tchekhov) e ESCURIDÃO BONITA (criação minha e do João P. Nunes, a partir da história do Ondjaki).