A 11 de Agosto é altura de rumar a Cem Soldos e não arredar pé até dia 14. São quatro dias passados a viver a aldeia, perto de Tomar, e a ouvir música feita por artistas nacionais, uns já bem conhecidos do público, outros emergentes.

O BONS SONS é uma experiência a recomendar a toda a família (às 10h, todos os dias, há sessões de música para os mais pequenos no Armazém!), com uma programação rica desde 2006. É um festival de música portuguesa único que permite a quem vem de fora sentir-se completamente acolhido pelas pessoas que o organizam, na aldeia de Cem Soldos.

Vamos lá preparar a tenda e tratar da compra dos bilhetes, que ainda estão disponíveis por 45 euros pelo passe geral com acampamento incluído. Podem optar ainda pelo bilhete diário a 22 euros.

Nem só de concertos se faz este festival e podem espreitar as sessões no Auditório, como a performance de Lander & Jonas no dia 12 de Agosto, pelas 17h45 ou ainda assistir a “Cantadores de Paris – Autópsia de uma Montagem” de Tiago Pereira (Música Portuguesa a Gostar dela Própria – MPAGDP) no dia 14 de Agosto, pelas 18h.

Nesta edição de 2017, há muitos concertos que o Gerador não quer perder no BONS SONS. Mas decidimos reduzir a lista a 10 concertos que são obrigatórios para nós.

11 de Agosto, sexta-feira

Whales, Palco Giacometti, 16h45

Depois da tenda montada, vamos directos ao Largo de S. Pedro que homenageia o etnomusicólogo Michel Giacometti. Os Whales são uma bela forma de começar o BONS SONS. Em 2016, ganharam o Festival Termómetro e são um dos talentos de Leiria sob a asa da Omnichord Records a ter debaixo de olho.

Surma, Palco Giacometti, 19h15

Não se afastem muito do Giacometti. Já dissemos que Leiria está cheia de boa música? Surma é mais um nome de Leiria que ruma a Cem Soldos e aquece o coreto com os seus teclados e samplers. Enquanto o álbum de estreia de Surma, “Antwerpen”, não está cá fora, passamos o fim de tarde em boa companhia.

 

12 de Agosto, sábado

Lucía Vives + João Raposo, Palco MPAGDP, 14h00

Este é um dos palcos da aldeia preferidos aqui no Gerador. Para além de ter a curadoria de Tiago Pereira da MPAGDP, é dentro da igreja de S. Sebastião. E a ideia de ouvir as vozes doces e suaves dos jovens cantautores Lucía Vives e João Raposo (Xita Records) a ecoar nas paredes desta igreja deixa-nos muito felizes.

Filipe Sambado, Palco Giacometti, 16h45

Não é preciso “subir a montanha” para ouvir Filipe Sambado. Basta ficar perto do coreto no Largo de S. Pedro pela tarde e apreciar as belas melodias que ele nos traz, porque podemos estar já no final de 2017, mas “Vida Salgada” ainda está nas nossas cabeças.

Medeiros/Lucas, Palco Lopes-Graça, 20h45

E agora chega a vez de um duo diferente mas que vale muito a pena descobrir. O Lopes-Graça, palco principal da aldeia de Cem Soldos, parece-nos um bom local para esticar as pernas enquanto os açorianos Carlos Medeiros e Pedro Lucas nos dão música.

Throes + The Shine, Palco Eira, 00h30

É preciso muita energia para Throes + The Shine, daí a necessidade de anteriormente esticarmos as pernas. Sim, porque depois de um dia inteiro a ouvir boa música é preciso estar preparado para este grupo de fusão de kuduro e rock, que vai pôr todos os que se deslocarem à Eira a mexer.

 

13 de Agosto, domingo

Joana Barra Vaz, Palco Giacometti, 16h15

Já temos saudades de ouvir “Mergulho em Loba” ao vivo. É preciso respirar fundo para acompanharmos esta viagem sonora pela qual somos guiados por Joana Barra Vaz. Ganhem fôlego e passem pelo coreto, não se vão arrepender.

Samuel Úria, Palco Eira, 22h15

Se o Samuel Úria der um concerto tão bom como no último Trampolim Gerador, em Campolide, então não podes mesmo perder essa oportunidade. Rumamos ao Eira para ouvir o último álbum, “Carga de Ombro” e sermos levados pelas letras tão bem construídas de Úria.

10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte, Palco Lopes-Graça, 23h30

Não há dúvida de que o Largo do Rossio de Cem Soldos vai encher-se para celebrar o álbum de rock progressivo “10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte” com o seu autor e intérprete, o grande José Cid. O disco foi editado em 1978, mas esta obra está muito à frente do seu tempo. Não queremos mesmo perder.

 

14 de Agosto, segunda-feira

Octa Push, Palco Eira, 00h45

Só podemos mesmo escolher 10 concertos? Então fechamos as nossas escolhas com os Octa Push, que encerram o alinhamento do Palco Eira. A música electrónica pautada pelas referências dos sons lusófonos como semba, funaná ou afrohouse é perfeita para tirar os pés do chão e esquecermos por momentos que a edição de 2017 do BONS SONS está prestes a chegar ao fim daí a umas horas.

Fotografia de Carlos Manuel Martins