Entre os dias 19 e 29 de outubro o DOCLISBOA – Festival Internacional de Cinema – está de volta e promete questionar o presente do cinema, em diálogo com o seu passado e assumindo o cinema como um modo de liberdade. Os bilhetes estão à venda já a partir de dia 22 de setembro, tendo o bilhete simples o valor de 4€.

O Gerador destaca “Os Cantadores de Paris”, a primeira longa-metragem do realizador Tiago Pereira, conhecido pelo seu trabalho hercúleo na divulgação e promoção da música portuguesa, nomeadamente no projecto a música portuguesa a gostar dela própria. A estreia do filme será feita no DOC Lisboa no dia 22 de Outubro às 16h15 na Sala Manuel de Oliveira (Cinema São Jorge), com uma segunda projecção no dia 28 de Outubro à mesma hora.

Este ano, celebrando a 15ª edição deste festival, o DOCLISBOA divide a sua programação em seis secções: duas retrospectivas, uma de autor protagonizada pela cineasta tida em conta como a primeira-dama do cinema checo, Věra Chytilová, e uma segunda, dedicada ao cinema do Quebeque, de onde se destaca a importância do preto e branco na construção de uma identidade regional/cultural. José Costa, da Cinemateca, diz que “estamos a suprir uma lacuna de conhecimento para as gerações que chegaram ao cinema nas últimas décadas” e realça que o cinema do Quebeque coincide com o acordar de uma região que se emancipa em relação ao Canadá.

A secção Passagens está construída em torno da artista norte-americana Sharon Lockhart, que numa parceria Doclisboa e Museu Colecção Berardo, lá irá ter uma exposição, com curadoria de Pedro Lapa, a inaugurar a 18 de Outubro. Esta exposição reflete a relação entre cinema e fotografia ao falar da condição e direitos da criança. Embora o festival cesse a 29 de outubro, a exposição estará no Museu Coleção Berardo até dia 14 de Janeiro de 2018.

Na secção Heart Beat, dá-se uma junção de nomes das mais variadas artes, desde a música ao teatro, passando pela dança e literatura, sendo que o destaque deste ano é o realizador alemão Andres Veiel.

Na secção não competitiva Da Terra à Lua estarão presentes filmes e nomes chave no panorama documental, como Frederick Wiseman, Laura Poitras e Claude Lanzmann.

Em Riscos, voltamos a ver Sharon Lockhart, entre outros destaques, num vínculo definido entre a realidade e a imagem em movimento.

Por último, na secção Verdes Anos, novos realizadores têm a oportunidade de dar a conhecer o seu trabalho e de crescerem enquanto realizadores.

Se estás à espera de apenas ver documentários, não te enganes! Este ano podes contar também com filmes de animação e de ficção. Aliás, o festival abre e fecha com conteúdos de ficção, por serem dois filmes que dialogam e servem de abertura ao resto do festival ao pensar a nossa relação com o cinema nos dias de hoje. Na sessão de abertura podes ver Ramiro de Manuel Mozos, que é uma comédia. A propósito desta escolha, Cíntia Gil, que faz parte da direção do Doclisboa, diz que “o cinema inteligente não exclui o público. O cinema inteligente é o que paternaliza o público”. Na sessão de encerramento podes ver Era uma vez Brasília de Adirly Queirós.

Na competição, quer internacional, quer nacional, podes contar com diversidade de países e interesses. Este ano a competição portuguesa surpreende com 11 filmes. Ao longo destes dias poderás ver 231 filmes, sendo 44 deles portugueses e 52 estreias mundiais. Para veres toda a programação carrega aqui.