Hoje o Gil encontrou-se na esquina com a Marta Borges, mentora das Rap Talks, um projecto que quer pôr toda a gente a falar de hip-hop através dum conjunto de conversas que permitem conhecer a história e o percurso de várias personalidades ligadas a este tipo de música.

Nos dias 6 e 7 de Maio estiveram presentes no Belém Art Fest. Hoje estão aqui :-)

Conta-me uma história a que regresses.

Há tantas… Bem, esta última… Nós fizemos uma Rap Talk @ School, e um miúdo disse-nos que uma das coisas que o rap tinha feito por ele, tinha ajudado, era deixar de roubar. É a história mais recente, mas é para levar para a vida. E há muitas destas.

O que é uma ideia para ti?

Uma ideia para mim… É um vício.

Com que idade te sentes?

Estranho… Sinto-me com várias idades diferentes. Há momentos em que me sinto com quarenta, outras com vinte, outras com doze… Há um mix cá dentro.

Qual foi a última vez que testemunhaste algo de transcendente?

Nos dois sentidos, bom e mau… (silêncio) Sabes, foi o dia em que consegui concretizar o meu primeiro sonho. O Rap Talks. Foi aquele que me fez passar por muitas coisas, negativas e positivas, mas que… aconteceu. Eu tava a sair do palco nas Talks — fui a primeira moderadora — e eu achava que ia ter um ataque de pânico em cima do palco porque não acreditava que aquilo estava a acontecer. Foi uma experiência… Passou muito tempo na minha cabeça, sabes? Uma coisa que planeias durante meses, e pensas muito nela, e de repente está a acontecer. Às tantas nem percebes como. Mas é surreal.

Com o que é que vais à bola?

Pergunta um bocado confusa… Vou muito à bola com pessoas que lutam pelos seus sonhos. Eu sou louca por sonhos, não sei se te apercebeste.

É? Então conta-me outro sonho, por favor.

(riso) Outro… Olha, casar com os meus sonhos. Um compromisso, sabes?

Foto por Ana-lógica