Hoje o Gil encontrou-se na esquina com o David Oliveira, artista plástico que faz desenhos no ar. A conversa foi curta, mas interessante.

Qual é a tua memória mais antiga?

Não me lembro! :)

Quando era pequeno, passava pela Praça do Comércio a caminho do jardim de infância. Eu fazia birras porque queria levar para casa o cavalo de Dº José I para casa.

Qual foi a última vez que testemunhaste algo de transcendente?

Um beijo que me fez tremer no último verão, a minha filha a representar em cima do palco… a eleição do Trump.

O que é que é preciso para te sentires orgulhoso de um trabalho teu?

Eu sinto-me orgulhoso quando aquilo que idealizei no projecto se concretiza no objecto (escultura).

Também curto quando pegam em imagens do meu trabalho e as transformam em tatuagens. 

E conta-me uma história em que penses, a que regresses.

Há algum tempo que me tenho debruçado sobre a escravidão, tortura e desrespeito para com os não-humanos no sistema capitalista actual. Regresso várias vezes a esta História tentando pensar numa proposta, numa forma de reverter a situação. As minhas histórias são utopias futuristas.