O MAAT inaugura duas novas exposições no dia 17 de maio, integradas na programação da ARCOlisboa, Feira de Arte Contemporânea.

Derramamento Linguístico, de Gary Hill e Vida e trabalho: não como antes mas de novo de Susana Mendes Silva estarão patentes no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia até ao dia 17 de setembro de 2018.

Derramamento Linguístico na Sala das Caldeiras 

Gary Hill, artista norte-americano, concebeu esta exposição específicamente para a Sala das Caldeiras, um dos espaços mais emblemáticos da Central Tejo. Sendo um dos grandes pioneiros na exploração da relação entre a arte e as novas tecnologias, Hill retoma a investigação que iniciou no final dos anos 70, com a peça Electronic Linguistics, a partir da qual nasceram vários trabalhos que estudam a relação entre som, linguagem e imagem eletrónica.

Agora, pela primeira vez no trabalho do artista, as imagens libertam-se dos limites físicos dos monitores e expandem-se pelo espaço, criando múltiplas sequências de desenhos abstratos, espectrais e fantasmagóricos. Neste Derramamento Linguístico cria-se uma tensão entre o físico e o virtual, numa atmosfera misteriosa, que nos transporta para um mundo pré-industrial e pós apocalíptico.

Para que a experiência desta exposição seja totalmente inesquecível, o MAAT recomenda que te juntes ao “Percurso Secreto” da Central Tejo, que irá acontecer todos os fins de semana durante a exposição :-)

 

Susana Mendes Silva. Vida e Trabalho: não como antes mas de novo

Susana Mendes Silva é artista plástica e performer. O seu trabalho, integra uma componente de investigação e de prática arquivística que se traduz em obras repletas de referências históricas e políticas, cruzando diversas práticas artísticas e meios de produção.

Vida e trabalho: não como antes mas de novo é uma exposição de cariz documental que procura acompanhar e dar a conhecer a produção da artista nas últimas duas décadas. Foca-se então em dois aspetos: o registo e a documentação das performances — como podem ser pensadas, mostradas, restituídas ao público enquanto objetos, leituras ou som — e a recriação de performances, juntamente com a criação de novos trabalhos.

Estes dois momentos convivem graças à existência de um livro-objeto que apresenta um conjunto de textos que refletem sobre o seu corpo de trabalho e uma conversa transcrita entre a curadora e a artista que relata o caminho, as ideias e a produção da exposição. O livro-objeto irá também dar origem a vários momentos ao longo da exposição, que a artista apelidou de Páginas, nos quais serão apresentados novos trabalhos, instalações performativas e conversas, tanto em diferentes espaços do museu como da cidade de Lisboa e até online.

Para saberes mais sobre estas Páginas, vai consultando o site do MAAT :-)