O Festival Silêncio arranca hoje no Cais do Sodré, em Lisboa. Até dia 1 de Outubro, o festival que celebra a palavra apresenta uma programação que se divide entre cinema, concertos, exposições, oficinas ou performances. Podes descobrir a programação completa aqui ;-)

A Rádio Silêncio, com direcção criativa de Pedro Coquenão, assume-se como um espaço complementar de criação do próprio festival, a emitir todos os dias numa frequência e, ainda, online. De 28 de Setembro a 1 de Outubro, das 20h às 21h, o Gerador invade a Rádio Silêncio com ensaios/leituras em directo. Podes ouvir em 99.0 ou em radiosilencio.airtime.pro

Descobre aqui a programação completa do Gerador

29 de Setembro

Do Palacete

Texto de Pedro Saavedra. Interpretação de Rogério Jacques.

Sinopse

Um palacete dos tempos das crises de nacionalidade é apresentado por um mordomo, irmãos gémeos. Rogério luta pelo privilégio de seguir as pisadas do pai. Uma visita ao palacete dos Vassalos, às suas escadarias, salões, corredores, pátios e jardins. Onde se fala do seu brasão, das suas paredes e dos seus habitantes. Uma visita guiada ao Palacete dos Vassalos, às suas escadarias, salões, corredores, pátios e jardins. Onde se fala do seu brasão, das suas paredes e dos seus habitantes. Mas nada disto parece real. Ou será?

30 de Setembro

Manifesta

Textos: I am a Nasty Woman de Nina Donavan e Xenofeminismo de Laboria Cubonick (colectivo)
Concepção e escolha de textos: Isabel Costa
Direcção: Catarina Rôlo Salgueiro e João Pedro Mamede
Interpretação: Catarina Rôlo Salgueiro e Isabel Costa
Tradução: Rosa Clark

Sinopse:
Numa cozinha, a Isabel e a Catarina começaram a conversar. Os rapazes não estavam em casa. A conversa é mais demorada, lenta, e desenrola-se para uma coisa totalmente inesperada: vamos ler manifestos.
Vamos ler manifestos no feminino.
Vamos buscar aqueles que são desconhecidos por quase todos.
Que foram escritos depois de 2000 e que nos façam, a nós, mulheres e homens, saltar da cadeira.
Trazemos para a mesa “I am a nasty woman” (2016), de Nina Donovan, e “Xenofeminismo” (2015), de Laboria Cubonicks.

1 de Outubro

Umbra

Texto e Interpretação de Miguel Ponte.

Sinopse:

Deus, quando criou a luz, separou-a das trevas. Numa cisão impulsiva, como não poderia deixar de ser, espalhou migalhas por todo o lado, e assim surgiu a sombra. Esse espectro companheiro, que nos escolta do primeiro choro ao último fôlego, é um barómetro de quem somos, ou talvez o recorte de quem gostaríamos de ser.

Umbra propõe uma viagem pela existência humana do ponto de vista do amigo impalpável que é a nossa sombra. Fá-lo na oscilação entre o conceito físico e a noção filosófica que essa entidade suscita. A sombra, o meio-termo entre a luz e a escuridão, também guarda histórias tão importantes como os últimos dois. São, sobretudo, narrativas de incerteza e de coragem, com as quais nos podemos todos, potencialmente, identificar.