Nesta Ignição Gerador invadimos um dos espaços culturais incontornáveis em Portugal: a Fundação Calouste Gulbenkian. Mas se achas que invadimos os sítios mais óbvios estás muito enganado. Desta vez, cometemos a loucura de levar toda a gente para as catacumbas da fundação, onde se revelaram as duas performances surpresa.

Primeiro Encontro  

A actriz Beatriz Brás faz uma analogia ao primeiro encontro e à forma como o corpo e a imaginação reagem ao primeiro dos impulsos: ser um ou ser dois.

“No entanto, é preciso tentar olhar os limites de cada coisa, é preciso apalpar o terreno, é preciso identificar. Para criar uma topografia é preciso tentar olhar, é preciso praticar. E naquilo que vamos olhando talvez haja, ainda, lugares que não possuímos, lugares desconhecidos que nos surpreendem. Lugares que nos abanam e nos mostram o quão sozinhos somos, o quão tudo nos é, afinal, exterior; o quão tudo nos foge. Ao querermos desenhar-nos, o traçado vem tremido – ora juramos sermos azul, ora nos dizem que azul nunca fomos. E é neste reajuste, nesta duração a dois, que se tenta ver, que se tenta qualquer coisa, que se experiência a violência de uma afirmação, que se recua, que se pratica a mentira, que se pratica a mentira como verdade absoluta – enfim, que se morre, que se nasce. Como no primeiro dos primeiros. O, para sempre, primeiro encontro.”

Criação, texto e interpretação – Beatriz Brás

Fotografia – Maria Inês Rebelo

Agradecimentos – Sérgio Coragem, aos meus pais e irmã, ao Statt Miller

À flor da pele

A cantautora Joana Alegre e a bailarina Carlota Rodrigues convidam a um improviso imersivo entre vozes dançantes e corpos cantantes. Uma criação de matriz multi performativa que submerge o público em música, dança, e palavras participadas, num desabrochar à Flor da Pele.

Ideia Original – Joana Alegre, concepção em coautoria com Carlota Rodrigues

Voz e Ukelele – Joana Alegre

Coreografias e Interpretação – Carlota Rodrigues

Desenho de Luzes – Sofia Santa-Rita