Marcos Ibero-Americanos é um projecto do Gerador e dos CTT que elogia os têxteis das 27 cidades que fazem parte da União das Cidades Ibero-Americanas. De 9 de Outubro a 31 de Dezembro, 27 marcos dos CTT, em vários pontos da cidade de Lisboa, estarão revestidos com os padrões típicos dos têxteis referentes a cada uma das cidades da União das Cidades Capitais Ibero-Americanas.

Andorra-a-Velha, Andorra

Av. da República, 37, 1050-187 Lisboa

O “mocador de farcell” é uma peça quadrada e de grandes dimensões, de roupa de linho, algodão, fibras sintéticas, entre outras matérias. É tecido com cores resistentes (sobretudo bege e castanhos) e em quadrados rectangulares, que servia para fazer “farcells”, sendo o “farcell” o que se embrulha para transportar comida ou qualquer outro tipo de mercadoria.

Assunção, Paraguai

Av. da República, 37, 1050-187 Lisboa

O padrão têxtil mais representativo do Paraguai é uma renda chamada “ñandutí” (nome em guaraní, cuja tradução é teia de aranha). É tecido em molduras em forma de círculos radiais, geométricos com fios brancos e coloridos. Utiliza-se para ornamentar peças de roupas e outros artigos. Foi introduzido pelos conquistadores espanhóis durante o tempo da colónia. Segundo a lenda, o “ñanduti” foi criado por uma mulher indígena inspirada no tear da aranha da selva.

Barcelona, Espanha

Av. da República, 99, 1050-190 Lisboa

Esta é a “tela catalan”, um tecido aos quadrados típico e antes muito usado para confeccionar panos “fardero” para transportar alimentos ou objectos. Também foi depois usado para cortinas, aventais ou toalhas de mesa.

Bogotá, Colômbia

Praça Duque de Saldanha, 32, 1050-094 Lisboa

Os índios Wayúu são um grupo nativo americano da península Guajira, ocupando o norte da Colômbia e o noroeste da Venezuela. Os seus padrões são muitas vezes inspirados na natureza e no que observavam à sua volta.

Brasília, Brasil

Av. Ilha da Madeira, 48B

A chita chegou no século XXI como um símbolo fortíssimo da identidade brasileira. Sempre esteve presente no imaginário brasileiro, devido à sua história que remonta à própria descoberta do Brasil.

Buenos Aires, Argentina

Praça Afonso Albuquerque, 1300-004 Lisboa

É este o formato que habitualmente se utiliza nos ponchos dos Gauchos da Pampa argentina e que forma parte dos símbolos que caracterizam a cultura folclórica do país.

Caracas, Venezuela

Praça Afonso Albuquerque, 1300-004 Lisboa

O “tapiz guajiro” venezuelano é uma obra de tecido feita artesanalmente em que se tenta produzir um efeito semelhante ao de uma pintura, utilizando diversas cores.

Cidade da Guatemala, Guatemala

Rua Saraiva de Carvalho, 14, 1350-122 Lisboa

Os tecidos elaborados nos teares da cintura ou do pé são a mais alta expressão do artesanato guatemalteco.

Havana, Cuba

Rua Quinta do Almargem, 1, 1300-488 Lisboa

Os padrões que representam Cuba lembram os tradicionais vestidos de rumba, tradicionalmente designados como Bata Cubana. Têm raízes do século XIX com origens tão diversas quanto a composição multicultural do povo de Cuba. Reúne influências da cultura e de vestidos espanhóis, franceses e africanos, combinando teatro, festa e o espetáculo do carnaval.

La Paz, Bolívia

Azinhaga Torre do Fato, 33, 1600-297 Lisboa

Este padrão boliviano multicor representa La Paz e a sociedade multi-étnica. É um dos padrões mais comuns e pode ser encontrado em qualquer mercado nesta cidade.

Lima, Peru

Av. Fontes Pereira de Melo, 40, 1050-123 Lisboa

O tecido colorido tradicional do Peru é fabricado nos mercados a partir de lã colorida com recurso a plantas e diversos grãos consoante a cor pretendida. Após o ganho da cor e secagem, os padrões são trabalhados à mão.

Madrid, Espanha

Azinhaga Torre do Fato, 33, 1600-297 Lisboa

Este padrão típico de Madrid mostra os cravos e cores das roupas folclóricas dos “chulapos” madrilenos.

Manágua, Nicarágua

Alameda António Sérgio, 1750-031 Lisboa

As hamacas típicas da Nicarágua são feitas à mão em algodão e são autênticas obras de arte, com padrões e cores variadas.

Cidade do México, México

Estrada da Luz, 157, 1600-153 Lisboa

A arte têxtil mexicana possui séculos de história e criatividade, assim como uma ampla diversidade de tradições e costumes. O México é conhecido como um dos principais países com uma esplêndida produção artística no mundo têxtil. O “rebozo” e os tapetes de Temoaya são dois dos têxteis que se destacam no artesanato deste país.

Montevidéu, Uruguai

Dr. João Soares, 12, 1600-062 Lisboa

Os ponchos são muito característicos do Uruguai, não só pelas cores e padrões utilizados, mas também pela qualidade das lãs com que são fabricadas. Os padrões que neles são usadas têm cores típicas destes “Ponchos” – “made in Uruguai”, que variam e são sempre actualizadas de acordo com a moda, mas sempre com as mesmas bases de cores.

Cidade do Panamá, Panamá

Av. EUA, 48, 1700-176 Lisboa

Mola é um dos têxteis mais tradicionais do Panamá e é feito pela tribo indígena Kuna, que o usa no seu traje. São feitos de sobreposições, com várias camadas e cores vibrantes.

Rio de Janeiro, Brasil

Av. Mediterrâneo, 10221, 1990-156 Lisboa

Os pareos são uma das peças mais comuns no Rio de Janeiro. São feitos num tecido leve como a chita e normalmente são usados nas idas à praia.

Quito, Equador

Rua Ilha dos Amores, 1990-200 Lisboa

Este tecido andino é da etnia Otavalo da mesma cidade. Esta é a comunidade mais representativa da manufatura de têxteis em todo o Equador.

San José, Costa Rica

Alameda António Sérgio, 1750-031 Lisboa

A arte de tecer dos Boruca foi passada de geração a geração. Esta arte resulta em mantas, hamacas e cada têxtil acaba por ser único e é um produto da tradição que caracteriza este grupo indígena da Costa Rica.

San Juan, Porto Rico

Rua Jorge Afonso, 38, 1600-128 Lisboa

O traje típico de Porto Rico caracteriza-se pelas cores fortes, tanto no traje feminino como no masculino. Os trajes podem ainda apresentar padrões floridos.

San Salvador, El Salvador

Praça São João Bosco, 1350-297 Lisboa

O “paño pancho” é tecido no tear de cintura pelas mulheres de Panchimalco, município de San Salvador, El Salvador. É uma tradição única no país e já existia antes da conquista espanhola. O “paño pancho” era tecido em várias cores por mulheres que ainda não tinham casado para anunciarem o seu estado civil. Havia também um pano para mulheres casadas.

Santiago, Chile

Largo Portas do Sol, 1100-411 Lisboa

Este padrão “ñimin” é encontrado no tapete mapuche, tecido com lã de ovelha natural. O tapete é elaborado com técnicas complexas que origina um padrão de diferentes cores, através do ofício da cultura mapuche.

Santo Domingo, República Dominicana

Rua Barão Sabrosa, 206, 1900-095 Lisboa

Em 1969 realizou-se um concurso para seleccionar um traje típico para representar a República Dominicana. Foi assim que se elegeu o traje com as cores da bandeira: branco, azul e vermelho.

São Paulo, Brasil

Estrada de Moscavide, 8, 1885-060 Lisboa

A chita é um tecido leve de algodão com estampas florais de várias cores. É um tecido barato e pode ser encontrado em todo o Brasil. A chita é originalmente um tecido indiano, mas acabou por ser eleito pelos brasileiros como o seu tecido de eleição. As flores são o padrão mais comum, mas existem outros como padrões geométricos, galhos, folhas ou xadrez.

Sucre, Bolívia

Largo da Luz, 1600-498 Lisboa

Os têxteis tradicionais Bolivianos representam regiões e comunidades. Neste caso é apresentada uma tecelagem do povo Jalq’a de Potolo que representa Chuquisaca, sub- divisão da Bolívia, cuja capital é Sucre.

Tegucigalpa, Honduras

Alameda das Linhas de Torres, 256, 1750-152 Lisboa

Os indígenas lencas utilizam teares para fazer tecidos usados para panos, mantas ou ponchos. São produtos artesanais das Honduras com padrões hipnotizantes e de alta qualidade.

Lisboa, Portugal

Rua do Comércio, 71, 1100-149 Lisboa

O xaile de fado é um elemento tradicional da indumentária das fadistas lisboetas. Normalmente é preto e pode ter alguns detalhes de outras cores e ainda algumas flores bordadas. O xaile terá chegado a Portugal durante o século XVIII vindo da Índia e, inicialmente, era algo de difícil acesso, apenas usado por privilegiados. No entanto, rapidamente os xailes foram popularizados e introduzidos no folclore português até se tornarem um símbolo lisboeta.