Mesclado por Pedro Antas

A equipa do Gerador adora desafiar-me, mas eu não me fico e aceito sempre o desafio. Confesso que este foi fácil em comparação com alguns que me lançaram no passado.

As músicas que escolhi têm, por um motivo ou por outro, um significado especial do aqui e ali da minha vida e alguns destes músicos acompanham-me no meu dia-a-dia londrino.

A ordem pela qual as apresento não segue qualquer critério de preferência. Contudo, gostava de vos explicar algumas escolhas:

– A primeira música surge pelo grupo Tea Time, o meu mais próximo grupo de amigos que apesar de ter nome inglês não podia ser mais português: desde Chelas à Ajuda, fazendo uma perninha na Alameda e outra na margem Sul.

– A homenagem a António Variações seria razão mais que suficiente para a segunda escolha. Mas, além disso, ganha um significado especial nos tempos que correm.

– A terceira escolha da lista merece o louvor pelo encanto sonoro e pela homenagem a Ary dos Santos.

– A última não é completamente portuguesa mas não seria a mesma maravilha sem a participação do fadista Ricardo Ribeiro. Faz parte do álbum “Em Português” de Abou-Khalil que aconselho ouvir na íntegra.

Deixo-vos então com a minha Mescla que, não por acaso, é rica em sons de piano:

1 – GNR – Dunas

2-  Humanos – Adeus que me vou embora

3- Rua da Saudade – Cavalo à Solta

4- Maria João e Mário Laginha – Black Bird

5- Rodrigo Leão – Florestas Submersa

6- Boitezuleika – Tóxica Prostituita

7- Filho da Mãe – Encontrei os teus dentes

8- Rui Massena – D-Day

9- Sequin- Flamingo

10- Rabih Abou-Khalil e Ricardo Ribeiro – Como um Rio