Para se definir, Gonçalo diz-nos que “é humano, Boavista camaleão. Há pessoas e coisas estanques, com receio ou incapazes de mudar, incolores e sem vida aparente. Boavista é a antítese de tudo isso. É a luz matinal e a comunhão que daí advém; a noite e a sua solidão e introspeção; são memórias de sempre cruzadas com o viver do presente; é a constante mutação e a prova de que devemos experimentar ser tudo para realmente ser algo.”
“Boavista” é a primeira incursão longa duração de Gonçalo, longe dos seus Long Way to Alaska. Sucede a QUIM, o EP do bracarense lançado em 2014 pela Lovers & Lollypops. O disco chega após uma recente participação com Castello Branco, com o nome de “Mar Nenhum”, colaboração proposta e promovida pela webzine Bodyspace, com participações entre músicos lusófonos.
Vê aqui as escolhas do Gonçalo:
Duquesa – Douchebag
Uma bela canção de amor – e o mundo precisa disso.
Sensible Soccers – Sob Evaristo Dibo
Para me lembrar que tive a sorte de contar com as guitarras do Filipe neste disco.
Lobster – Keep it Brutal
A brutalidade na dose certa é necessária.
Black Bombaim – Africa II
Um belo fuzz – e um bocado de fuzz nunca fez mal a ninguém.
Filho da Mãe – Helena Aquática
O primeiro concerto que eu dei foi a abrir para o Rui e é sempre bom revisitar inícios.
B Fachada – ToZé
Tozé deixa-te estar.
Luis Severo – Planície (Tudo Igual)
Revelações do ano.
dB + PZ – Cara de Chewbacca
É preciso rir mais.
Torto – Batata Quente
Lembro-me de conhecer o Queijo na primeira edição do Tremor, onde ambos tocámos. Tive a sorte de contar com ele em concertos nos anos que se seguiram.
Peixe:avião
A saudade é portuguesa – e eu também tenho direito. Esta leva-me para Braga, onde eu cresci.
Gonçalo integra a programação do Tremor, experiência musical no centro do Atlântico (São Miguel, Açores) que acontece de 20 a 24 de Março de 2018.