A Mescla número 93 é do PZ, que lançou recentemente o videoclip da música “Olá” do seu álbum “Império Auto-Mano” Olá! Tudo bem? Tudo fixe? Espreita lá as escolhas dele! :)

Mesclado por PZ

GNR – Efectivamente

“Adoro o campo as árvores e as flores” Ouvia isto enquanto olhava para o gira-discos com o 7 polegadas do single “Efectivamente”, de boca aberta, sem entender muito bem o sentido de toda aquela letra. Mas a minha cabeça de 8 anos, mais coisa menos coisa, alucinava muita coisa enquanto balançava aquela ritmo estranhamente familiar. Acho que foi a minha primeira relação de amor com uma música cantada em português.

António Variações – O Corpo é que Paga

“Deixó pagar, deixó pagar” palavras para quê? Letra genial, intemporal, uma mostra das variações do António que tinha muitas. Sò tenho pena de ter conhecido a sua música mais tarde e de nunca o ter visto ao vivo. Mas a memória dele perdura num dos cantos mais bem guardados da minha memória musical.

Marco Paulo “Ninguém Ninguém”

Ninguém poderá mudar o Mundo como mudou Marco Paulo. Quer se queira quer não, foi ele que escancarou a porta da música Popular Romântica feita em Portugal e em Português e este tema é a prova disso mesmo. O Marco Paulo será sempre o meu “guilty pleasure” tuga.

Carlos Paião – Play-Back

O Pós-Modernismo lírico cantado e interpretado de forma sublime em pleno Festival da Eurovisão. Um marco histórico na cultura musical Portuguesa.

Pedro Abrunhosa – Não Posso Mais

Quando ouvi esta pela primeira vez houve alguma coisa que mudou em mim. Esta música representou um verdadeiro update na música Portuguesa. Uma produção exemplar e uma escrita que demonstrava também uma atitude ímpar. Foi das coisas mais “frescas” que ouvi, uma pedrada no charco que vai ecoar para sempre.

Mind da Gap – Todos Gordos

A música que me fez perceber que o Hip-Hop era uma realidade que também fazia sentido em Portugal. Um verdadeiro clássico.

X-Wife – Black Tears

Esta foi a música dos X-Wife que me derrotou por completo. Umas das minhas músicas preferidas, nacionais ou internacionais, que assenta que nem uma luva numa banda que marcou uma nova modernidade em relação à música feita neste país.

Kalaf + Type – ? – Ouve aqui

Uma ode aos meandros da música portuguesa. Qual o valor da Produção musical? Qual será a abordagem certa? Será uma “reação similar”? Obviamente que sou suspeito na escolha desta música que foi composta pelo meu irmão, Zé Nando Pimenta, e o meu amigo Kalaf Angelo, e marcou os primeiros anos da editora Meifumado da qual sou co-fundador. A letra e o instrumental ainda hoje me serve de inspiração musical e pessoal.

Expeão – Tiro no Escuro

A obra-prima do hip-hop punk, ou algo do género. Adoro esta música do Expeão que para mim é dos artistas mais criativos e verdadeiros que conheço em Portugal. Não é Hip-Hop, não é Punk-Rock, é o Expeão, genuíno e inigualável.

Conjunto Corona – Chino no Olho

O Hip-Hop está vivo, mutante, e saudável à custa deste “Chino no Olho” dos Corona.