João Mota e Pedro Franco, surgem como contadores de anti-estórias e são eles os responsáveis pelo projecto Um Corpo Estranho. Depois de editarem o seu disco de estreia “De não ter tempo” em 2014, voltam em 2016 com “Pulso” o seu mais recente trabalho.

 
Mesclado por Um Corpo Estranho

 

JP Simões – Retrato 

Um tema pejado de humor e dissabor, brilhantemente descritivo e acutilante na alusão a uma certa “geração” umbilicalmente entregue a uma espécie de niilismo à portuguesa, ao mesmo tempo que nos embala no engano doce da Bossa-Nova, encolhendo os ombros e juntando-se aos demais no final do sermão: “O que vamos Fazer?”

 

Lula Pena  – O Negro que Sou

Tanto na voz como no registo singular que imprime na guitarra, Lula Pena tornou-se banda sonora indispensável, uma forma sublime de encontrar cor no escuro. Neste tema o poema de Ronald Augusto é convidado a balançar na primordialidade africana do arranjo musical de Lula, levando-nos a entranhar no mantra das palavras e da melodia.

 

Daniel Catarino – Samba Manco

Talvez dos músicos nacionais mais prolíficos, a caminhar sempre pela sombra, sempre pela humildade das esquinas da atenção do meio musical nacional. Este “Samba Manco” serve de vitrina ao imenso trabalho deste cantautor, que também encabeça o projecto eborense “Bicho do Mato”.

 

Momo – Cadafalso

A canção percorre um negrume denso que hipnotiza e busca uma luz presente na memória. É um tema que leva ao recolhimento e ao fechar de olhos focando a atenção na simplicidade da voz e do “violão”.

 

Loosense – Wide Road

Puxar a brasa à sardinha é de bom tom, senão em todas as terras, especialmente em Setúbal. Ainda com disco por estrear, a banda mergulha o Jazz e o funk neste primeiro tema que desdobra talento e energia, um bom augúrio para o futuro do grupo.

 

Manuel Cruz – Ainda Não Acabei

O Manuel Cruz está de volta com disco novo. Diz que ainda não acabou e ainda bem para todos nós. 

 

Omiri – País Colmeia

É notável o trabalho do Vasco Casais em fundir o actual com o tradicional. Este tema com a Capícua é um excelente ponto de partida para dar a conhecer o seu trabalho.

 

António Variações – O Corpo é que Paga

Somos filhos dos anos 80 e crescemos com o António Variações. Muito à frente do seu tempo a sua obra continua sempre actual.

 

O Gajo – Há uma festa aqui ao lado

Grande tema de um grande disco de estreia deste “gajo”! A Viola Campaniça nos dedos do João Morais a provar que a música portuguesa está mesmo de boa saúde!

 

José Afonso – Canção da Paciência

“Sou como o morcego vejo sem ver…Sou como o sossego sei esperar”. Gostamos tanto desta canção que normalmente acabamos os nossos concertos com ela.