Em 2014, Renata Portas encenou “A Cena” no Teatro Nacional São João. Quatro anos depois está de regresso com “A Minha Existência Involuntária na Terra”, um espectáculo que transforma o palco no “lugar onde ombreamos com a morte, onde trazemos essa mosca no casaco, como diria Pirandello”. O título vem precisamente da autobiografia do dramaturgo italiano Luigi Pirandello, e traz consigo um um pessimismo que é simultâneamente gesto de resiliência e invenção feroz.

A Minha Existência Involuntária na Terraconstrói-se a partir do diálogo entre textos de vários autores como Robert Musil, Fiódor Dostoiévski, Cesare Pavese e a própria Renata Portas. Um fórum de discussão e confronto que ambiciona questionar e estimular o pensamento. É, na verdade, um “teatro-ensaio”, que vai  “de braço dado com o pensamento, com a filosofia, a filologia” e que interroga tudo, incluindo “o gesto teatral, a convenção, o dia a que chamamos Hoje.”

A peça estará em cena de 4 a 8 de abril, e o bilhete normal tem o custo de 10 euros.