Hoje, nos Sentidos da Música, a Ana Isabel Fernandes conversa com o músico Benjamim ;-)

Para se evocar um sentimento ou uma emoção através da música, o lado racional pode atrapalhar ou, pelo contrário, ajudar?

Eu acho que o lado racional ajuda a não cair no ridículo. A música não pode ser só emoção desenfreada. Essa gestão e equilíbrio é o que traz a elegância. O excesso de inocência, muitas vezes, também dá mau resultado.

Qual é ou quais são as músicas que fazem o teu corpo mexer?

As músicas que fazem o meu corpo mexer são precisamente as que mexem comigo, tantas….

E aquelas que te conduzem a um estado de espírito imediato?

Qualquer música boa! Ouço de tudo.

Achas que o facto da música ser invisível, não palpável, ajuda-a a ser mais intuitiva e, por conseguinte, ter uma outra relação com a nossa consciência?

Eu acho que a música liga o inconsciente ao consciente e essa viagem tem a ver com o facto da música ser uma ligação directa ao teu cérebro.

Já te aconteceu pensares numa imagem, num ambiente específico ou espaços enquanto compões?

Sempre! A música traz-me sempre imagens. Há canções mais vagas e outras que trazem sempre com elas imagens muito concretas.

Se pudesses desenhar e pintar a tua música, como seria e que cores teria?

Não sei mesmo desenhar ou pintar mas, provavelmente, teria todas as cores misturadas. Gosto de cor.

Como é que imaginarias o sabor da música mais especial para ti? Doce, amargo, salgado como o mar, agridoce?

Não faço ideia mas agrada-me a ideia do mar. Para mim o cheiro é mais importante. Se cheirar a Verão já ganhou.

Pensa no cheiro mais importante para ti, aquele que ficou na tua memória. Que música lhe associarias?

Spit on a stranger – Pavement.

Achas que a música pode ser um bom veículo para fixar e guardar memórias?

Tenho a certeza absoluta que é.

Foto da Vera Marmelo