A Rádio Gerador é a voz do Gerador. Todos os meses, na última noite do mês, emitimos um programa de rádio, resultado de uma conversa à mesa com convidados de honra.

Na edição deste mês conversámos com Cátia Terrinca, do Festival A Salto, Luísa Fonseca do Festival Andanças e Daniel Vilar, do Festival Imaginarius.

No final, deixamos-te o oitavo capítulo do romance colectivo Modernista Tradicionalista, com texto de Cristina Drios e interpretação da Alexandre Ferreira.

“Gosto de pensar que o A Salto é um assalto que as próprias pessoas de Elvas fazem à sua cidade e que a transformam durante aquele período efémero do festival num outro local, fazendo um mapeamento efémero e privilegiado da cidade.”

“Este ano fizemos uma convocatória colectiva para que as pessoas votassem nos projectos que queriam que ficassem na programação. E o grau de entusiasmo quando os artistas estão a chegar à cidade, (…) enche-me mesmo o coração.”

“Uma das coisas que me parece mais importante é que seja um festival não só com este cunho artístico, da arte contemporânea, porque isso existe como uma base do festival, mas também esta ideia de cultura, esta ideia de abrir outras portas culturais, como a gastronomia, como estamos a fazer este ano.”

Cátia Terrinca, Festival A Salto

“Nas primeiras edições era um público muito mais jovem, muito mais alternativo, mas atento, mais desperto para outras propostas culturais, actualmente penso que já não o seja. Já é um publico muito mais diversificado, desde crianças até às pessoas da própria aldeia, com 80 e 90 anos que vão lá passar o dia para verem o que se passa.”

“Cada vez mais se distancia do festival apenas de dança para ser um festival de cultura tradicional: desde fazer pão, a fazer cestos como a fazer cinema ou ventoinhas.”

“No início, entrava-se num café e havia um silêncio, logo. Agora, já não sinto tanto isso. As pessoas já vêm e dizem: “ah, já vêm do Andanças, está quase a começar!” As pessoas relaxam em relação aos preconceitos culturais existentes relacionados com as coisas alternativas.”

Luísa Fonseca, Festival Andanças

“A principal função é ser provocador, é tocar vários tipos de públicos e dar várias emoções.”

“O melhor momento do festival é antes do festival começar. Está tudo prestes a acontecer e tu questionas: isto não faz sentido nenhum! Não faz sentido num contexto em que tu queres agitar as coisas. Como o objectivo é fazer com que as pessoas se questionem, eu sou o primeiro a fazer a questão.”

Daniel Vilar, Festival Imaginarius

Convidados desta conversa:
Cátia Terrinca do Festival A Salto
Daniel Vilar do Festival Imaginarius
Luísa Fonseca do Festival Andanças

Locutor – Pedro Saavedra
Captação de Som – Jorge Cabanelas
Sonoplastia – Rui Miguel/Dizplay

Oitavo Capítulo do Modernista Tradicionalista
Texto de Cristina Drios
Interpretação de Alexandre Ferreira
Captação de som e sonoplastia -Telmo Gomes
Co-produção – ZOV e Gerador