Através de leituras apagadas do passado na história da cultura visual, podemos ver como é a nossa sociedade de hoje e é enformada por narrativas universalistas. 

Como é que a história da arte encobre a pessoa e eleva o génio? Pensar assim a arte implica escolhas museológicas e urbanas, que aliadas às questões de género, coloniais e interseccionais, levam a um impasse e a um exercício de reflexão.

Colocam-se em debate as narrativas instituídas de uma arte baseada em ideias hegemónicas e normativas, que pré-concebeu os papéis que cada um deve ter na construção da cultura e do sujeito

E é isso que se procura neste curso (9h). Que entendas as bases por detrás das narrativas hegemónicas, desconstruindo a ideia que se tem da arte e questionando as suas problemáticas e, a partir desse questionamento, vais conseguir perceber os preconceitos inerentes à ideia de Arte e das narrativas que se criam.

Quais são os objetivos deste curso?

  • Introduzir outras formas de olhar para a nossa contemporaneidade.
  • Fornecer ferramentas interpretativas através de referências e exemplos.
  • Ajudar a formar pontos de questionamento úteis ao pensamento crítico da cultura visual.
  • Refletir sobre o papel dos criadores de conteúdo, programadores culturais, membros da sociedade com um pensamento crítico.

Quem é o formador?

Andreia Coutinho e Maribel Mendes Sobreira são o núcleo duro do Colectivo FACA, formado em 2019. Este é um projecto de curadoria e cidadania ativa que surge da necessidade urgente de re-contar a História, pois a narrativa predominante não coincide com as realidades individuais e coletivas que sempre foram desconsideradas nesse processo.

O grupo pensa acerca das temáticas do feminismo, colonialismo, racismo, LGBTQI+ e não-normatividade em geral nos espaços museológicos. Refletem sobre o facto de todas estas questões terem a mesma raiz, um preconceito em relação àquilo que não é igual a nós, fazendo-nos sentir ameaçados, ramificando-se em temas considerados marginais.

Qual é o programa das aulas?

Aula 1 | Que outra história da cultura? Breve apresentação do que é Ativismo Curatorial e de como podemos trazer ao de cima as camadas desprezadas pela cultura visual. Discussão/ reflexão em torno de alguns exemplos como imagens da história da arte ou as exposições “Género na Arte. Corpo, Sexualidade, Identidade, Resistência” (MNAC 2017/18) ou “Two centuries of Black American Art” (LACMA 1976)

Aula 2 | Continuação da aula anterior. A questão da representatividade na cultura visual de corpos racializados ou corpos não normativos através de quem os representa (alguns exemplos: Mónica de Miranda, Kehinde Wiley, Catherine Opie, David Wojnarowicz,etc)-  e a criação de  espaço de discussão e formulação de ideias, alguns exercícios conjuntos

Aula 3 | Conclusão. Elaboração de um exercício conjunto final, discussão e partilha de ideias

Quando acontece?

2, 3 e 4 de agosto. Das 18h30 às 21h30

Como funciona o curso?

Este curso tem a duração de 9 horas repartidas em 3 dias de aulas. Esta formação tem uma lógica mista: presencial e online. Isto significa que, se quiseres frequentar o curso de forma presencial, a formação decorrerá na Central Gerador, em Lisboa, no horário previsto para o curso. 

Se a quiseres frequentar online, irás receber um link através do qual consegues aceder à formação em tempo real. Quem estiver em videoconferência, poderá ver e ouvir tudo o que se passa, bem como participar na sessão juntamente com toda a turma. :-) As aulas ficam gravadas para consulta, a pedido do aluno, durante o período do curso.

Como posso participar?

Para teres acesso à experiência completa, adquire aqui o teu pacote Academia de Verão.

Se preferires frequentar apenas este curso, entra aqui.

Se tiveres dúvidas envia-nos um e-mail.