“The colour’s mechanics”, uma ópera de Nuno Costa, é uma das quatro selecionadas para estrear no 63º Festival Internacional de Música Contemporânea, a propósito da Bienal de Veneza, no dia 6 de outubro de 2019, no Piccolo Arsenale Theatre. O festival vai realizar-se entre os dias 27 de setembro e 6 de outubro, com um total de 30 espetáculos compostos por 19 estreias absolutas, 12 comissariados pela bienal e 11 estreias italianas, e sob direção artística do compositor italiano Ivan Fedele

A ópera de Nuno Costa faz parte de um grupo de 4 selecionadas num concurso internacional destinado a equipas de compositores e libretistas, com idades abaixo dos 35 anos, onde os concorrentes deviam apresentar quatro projetos de teatro musical de baixo orçamento, com um tema cómico, surrealista, fantástico e/ou lúdico, com uma duração que não fosse superior a 18 minutos. O libreto da ópera “The colour’s mechanics” é da autoria de Madalena dos Santos. 

Este ano a organização destaca o uso da eletrónica em tempo real, além do acompanhamento dos nove instrumentos habituais — flauta, clarinete, fliscorne, trompete, dois violinos, violoncelo, percussão e piano —, que ficará a cargo do Centro de Informática Musical e Multimédia da Bienal de Veneza, sob a orientação de um “engenheiro de som” e um “engenheiro de música”. Nas vozes os projetos devem incluir obrigatoriamente quatro tipos de voz: soprano, meio soprano, tenor, barítono e baixo.

Além do projeto de Nuno Costa e Madalena dos Santos foram selecionados “One/A Trash Comedi” de Alessandro De Rosa com libreto de Mimosa Campironi, de Itália, “Lay Your Egg on my Shoulder” de Talya Eliav com libreto de Liron Barchat, de Israel, e “Tredici secondi o Un bipede implume ma con unghie piatte” de Marco Benetti com libreto de Fabrizio Funari, também de Itália. 

Nuno Costa nasceu em Vila da Cerva há 31 anos, no concelho de Ribeira de Pena, e começou o seu percurso musical apenas aos 9, no Colégio Salesiano de Poiares. Estudou música em Vila Real, no Porto, na Antuérpia e em Roma. Foi bolseiro do Instituto Italiano da Cultura e em 2015 recebeu o Prémio Jovem Compositor da Sociedade Internacional para a Música Contemporânea no festival World Music Days em Ljubljana, na Eslovénia, com a obra “Pater Noster”.

Madalena dos Santos nasceu na Maia em 1987, licenciou-se na Faculdade de Direito da Universidade do Porto e tirou o mestrado em Direito da Empresa e Negócios na Faculdade de Direito da Universidade Católica do Porto. Além da advocacia nutre um forte interesse pela literatura, tendo ajudado a fundar a Biblioteca de Nogueira da Maia e publicado quatro livros, e pela música. Frequentou o curso de teclado eletrónico na Escola de Música Fernando Carneiro, integrou o Coro Sénior da Associação Académica e Cultural de Ermesinde e aprendeu canto e piano na Academia Régia. Recentemente juntou-se ao Ensemble Vocal Pro Música, onde é Soprano. 

Sabe mais sobre o Nuno Costa aqui e sobre a Madalena dos Santos aqui. Descobre mais sobre a história da Bienal de Veneza, aqui.  

Texto de Carolina Franco e Lusa
Fotografia de Rodrigo Ruiz via Unsplash

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