É entre os dias 18 e 27 de junho que o festival TRANSBORDA se realiza pela primeira vez. A Mostra Internacional de Artes Performativas apresenta na sua 1ªedição oito criadores com cinco obras diversas. Entre eles estão João Fiadeiro e Carolina Campos, Sofia Dias e Vítor Roriz, Eduardo Fukushima, Michelle Moura e Jonas & Lander. Acontecendo de forma híbrida, o festival reúne artistas e curadores provenientes do Brasil, Espanha, Alemanha e Portugal que experimentam práticas urgentes e inovadoras em dança e nas mais diversas artes performativas.

Partir do experiencialismo de práticas urgentes e inovadoras em dança e noutras artes performativas e criar na cidade um contexto totalmente dedicado à criação de "ponta contemporânea" são os pontos de partida para a 1ªedição do festival. Desde a partilha artística, à difusão de trabalhos performativos movidos pelo desejo de experimentação e de exceder fronteiras, xs artistas realizam trabalhos com enfoque na diversidade dos corpos, nas possíveis formas de convivência entre diferentes culturas e na instituição de campos relacionais através da arte.

A programação estabelecida permite uma maior aproximação entre xs artistas e curadorxs que investigam no corpo linguagens singulares, presente num ecossistema de encontros que possibilitam deslocamentos e transformações. "Experiências cheias de vitalidade questionadora que transpõem limites entre as artes, entre as pessoas", lê-se no comunicado.

Fotografia de Filipe Ferreira, "O que não acontece" de Sofia Dias e Vítor Roriz

O festival apresenta-se em formato híbrido uma programação diversificada. Passando por: o Fórum Municipal Romeu Correia, a Casa Municipal da Juventude de Cacilhas e viajando até ao online, o TRANSBORDA é completo por espetáculos, conversas online mediadas por Ruy Filho, crítico de artes e diretor da revista Antro Positivo, e uma oficina dirigida pelo coreógrafo João Fiadeiro.

Por entre os diferentes espetáculos destacam-se:

  • “Ça va exploser” de Carolina Campos e João Fiadeiro é a história de uma crise. A crise de um encontro. Com o outro, com nós mesmos, com o mundo;
  • “O Que Não Acontece” de Sofia Dias e Vítor Roriz coloca gestos e palavras em fricção, possibilitando novos sentidos à linguagem falada e à linguagem do corpo;
  • “Homem Torto” de EduardoFukushima expõe um corpo múltiplo em constante mutação. Uma dança que passa aos olhos do público, é passagem, é caminhada, é ir, é insistência, é movimento nu e cru;
  • “Overtongue” de Michelle Moura trata da voz desencarnada e da confusão de significado como resposta ao caos informativo e à polarização do nosso tempo;
  • “Coin Operated” de Jonas & Lander é uma peça onde o diálogo com o público é direto e participativo. A performance desenha uma nova relação com o espetador, em que o mesmo passa a ter um papel ativo na ação artística.

Podes consultar toda a programação aqui.

A TRANSBORDA - 1ª Mostra Internacional de Artes Performativas de Almada é coorganizada pela Casa da Dança e Núcleo de Artes Performativas de Almada e conta com os apoios da República Portuguesa - Cultura/Direção-Geral das Artes e da Câmara Municipal de Almada.

Texto de Patrícia Silva
Fotografia de Filipe Ferreira, "O que não acontece" de Sofia Dias e Vítor Roriz

Se queres ler mais notícias sobre a cultura em Portugal, clica aqui.