“Em vez de tirar tempo para curar, estava a tirar tempo para recordar a noite com detalhes dolorosos, para me preparar para as perguntas do advogado que seriam invasivas, agressivas e destinadas a desviar-me, a contradizer-me, a contradizer a minha irmã, formuladas de formas a manipular as minhas respostas. Em vez do teu advogado dizer: Notou alguma escoriação? Ele disse: Não notou nenhuma escoriação, certo? Era um jogo de estratégia, como se eu pudesse ser enganada à minha própria custa. A agressão sexual tinha sido tão clara, mas, em vez disso, aqui estava eu ​​no julgamento, a responder a perguntas como:

Que idade tem? Quanto pesa? O que comeu nesse dia? Bem, o que comeu ao jantar? Quem fez o jantar? Bebeu ao jantar? Não, nem água? Quando bebeu? Quanto bebeu? De que recipiente bebeu? Quem lhe deu a bebida? Quanto costuma beber? Quem a deixou nesta festa? Em que momento? Mas onde exatamente? O que estava a vestir? Por que razão ia a essa festa? O que fez quando lá chegou? Tem a certeza que fez isso? Mas a que horas o fez? O que significa esta mensagem? Para quem estava a enviar mensagem? Quando urinou? Onde urinou? Com quem urinou lá fora? O seu telefone estava no modo silencioso quando a sua irmã ligou? Lembra-se de o silenciar? A sério? Porque na página 53 gostaria de salientar que disse que estava programado para tocar. Bebeu quando andava na faculdade? Disse que era uma party animal? Quantas vezes desmaiou? Festejou em fraternidades? A sua relação com o seu namorado é séria? É sexualmente ativa com ele? Quando começaram a namorar? Seria capaz de o trair? Tem histórico de traição? O que quis dizer quando disse que queria recompensá-lo? Lembra-se a que horas acordou? Estava a usar o seu casaco? Qual era a cor do seu casaco? Lembra-se de mais alguma coisa dessa noite? Não? Ok, bem, vamos deixar o Brock preencher as falhas.”