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O Barómetro da Cultura, uma parceria do Gerador e Qmetrics que chega em 2022 à 4ª edição, é o primeiro e único estudo regular no país que avalia a perceção da população residente em Portugal sobre a cultura, a sua relação com a sociedade, a forma como impacta a vida pessoal, o conhecimento sobre a prática cultural efetiva e a procura das razões para não existir um consumo cultural mais presente.

Este estudo, com mais de 1.200 entrevistas representativas da população portuguesa, é feito para que a comunidade cultural, os autores, artistas, entidades, decisores políticos e empresariais, possam ter acesso a um conjunto de informações práticas, úteis, que apoiem na criação e desenvolvimento de estratégias e que facilitem a tomada de decisões.

Descobre em baixo as 10 conclusões a reter de 2022, quando refletimos sobre a situação cultural e artística em Portugal, numa perspetiva conceptual e estratégica.

A cultura está solidamente presente na vida das pessoas

Não deve haver qualquer hesitação em afirmar que a cultura faz parte dos hábitos das pessoas que residem em Portugal. Todos os dados apontam nesse sentido: 67,5% dizem que a cultura está muito presente nas suas vidas, 100% dos entrevistados consumiram alguma forma de cultura no último ano e 84% dos inquiridos mencionam que a cultura contribui para ajudar a resolver problemas de forma imaginativa a nível pessoal e profissional.

A cultura é vista, acima de tudo, como tendo um papel educador

Cerca de 70% dos inquiridos julgam que a cultura tem um papel mais próximo da educação, enquanto que apenas cerca de 30% referem entretenimento. Esta é, aliás, uma afirmação que podemos fazer de forma constante desde o início do Barómetro da Cultura, em 2019, já que os valores mantêm-se estáveis ao longo do tempo.

Nada é tão importante para garantir a prática cultural como a escolaridade

À medida que a escolaridade do entrevistado é mais elevada, maior é a probabilidade de dar atenção à cultura e de efetivamente participar em iniciativas culturais. O fator educação é, ainda, reforçado quando analisamos o nível de instrução dos pais do inquirido. Apenas 17% das pessoas do Cluster Educacional E (entrevistado e pais têm educação superior) referem que a cultura está pouco presente na vida deles, em comparação com os 43% das pessoas do Cluster Educacional A (entrevistado e pais têm educação inicial).

Estar bem financeiramente ajuda à prática cultural, embora longe da importância da escolaridade

Apesar de ser relevante para o consumo cultural, já que muitas iniciativas apresentam um custo de acesso, a situação financeira dos inquiridos não tem o mesmo impacto que a educação. Quando examinamos as despesas mensais no lar, como forma de avaliar indiretamente a disponibilidade financeira, não descobrimos diferenças significativas nas práticas culturais. Embora, quando comparamos que tem conforto financeiro com quem tem dificuldades financeiras, já há distinções de consumo assinaláveis.

O bem-estar tem implicações significativas no consumo cultural

As pessoas que se sentem mais felizes ou mais motivadas têm uma apetência pela cultura e uma efetiva prática cultural muito mais desenvolvida do que quem afirma que está desmotivado ou infeliz. Na estreia da avaliação deste tipo de indicadores no Barómetro da Cultura, já conseguimos concluir que a disponibilidade mental tem uma influência clara nas práticas culturais, sendo muito expressiva no consumo de espetáculos de teatro ou na ida a museus e a património cultural, onde as diferenças entre segmentos rondam a casa dos 40%.

43% dos inquiridos são consumidores proativos de iniciativas culturais

Neste relatório estabelecemos, pela primeira vez, uma inovadora forma de avaliar o tipo de consumo cultural feito pelas pessoas. Consumidores proativos são quem se desloca para usufruir de uma atividade cultural e/ou participa numa iniciativa cultural que tem um custo de acesso habitual. Consumidores reativos são aqueles que participam em práticas culturais que, simultaneamente, não necessitam deslocação, nem obrigam ao pagamento de um custo de acesso.

A população residente em Portugal deseja, de forma avassaladora, um aumento do orçamento de Estado para a cultura

75% dos inquiridos afirma que o orçamento de Estado para a cultura deve ser aumentado já no próximo ano, num resultado que é anormalmente unificador na opinião das pessoas que vivem em Portugal. Este valor ultrapassa os 80% quando questionamos quem designamos como consumidores proativos de iniciativas culturais ou quando auscultamos quem tem escolaridade superior.

Existem diferenças substanciais entre regiões na satisfação com a oferta cultural disponível

A perceção da oferta cultural, ao nível dos equipamentos e das iniciativas, é bastante distinta entre as várias regiões. Duas regiões, Sul e Ilhas e Litoral Centro, apresentam, mesmo, valores negativos, com mais pessoas insatisfeitas do que satisfeitas com a oferta cultural na sua área de residência. Comparando a diferença entre percentagens de respostas positivas e negativas, existe um diferencial de quase 50 pontos percentuais entre a região mais satisfeita, Litoral Norte, e a menos satisfeita, Litoral Centro.

Mais de 70% dos inquiridos não sabe identificar um artista plástico ou um realizador português

Questionámos os entrevistados sobre os autores portugueses que mais admiram em diferentes áreas artísticas e culturais. Ruy de Carvalho é o ator ou atriz que o inquiridos preferem, Joana Vasconcelos a artista plástica mais admirada, Manoel Oliveira é o realizador ou realizadora mais nomeado, José Saramago o escritor ou escritora mais referido, Xutos e Pontapés são a banda mais mencionada e Ricardo Araújo Pereira, a uma distância muito curta de Herman José, é o humorista português mais referenciado. No entanto, uma parte relevante da população não sabe identificar qualquer tipo de artista, sendo muito notório que mais de 70% dos inquiridos não conseguem nomear um realizador ou artista plástico.

As marcas mais importantes do país estão pouco ligadas à cultura

Em 2020 fizemos uma análise da associação das marcas ao investimento em cultura que agora voltamos a publicar. Numa escala de 1 a 10, em que 1 significa Não investe e 10 significa Investe muito, apenas 3 das 22 marcas analisadas chegaram à avaliação de 7. Todas as restantes apresentam resultados muito fracos, havendo 4 marcas com uma classificação abaixo de 5, três delas pertencendo ao setor da distribuição, o mais criticado pelos entrevistados. Há, ainda, um espaço significativo para as marcas se envolverem na cultura.

Descarrega gratuitamente todos os relatórios

Aqui tens acesso na íntegra aos resultados do Barómetro da Cultura entre 2019 e 2022. Podes, ainda, comprar a edição impressa de 2022.

Ficha Técnica

O universo do estudo é constituído por indivíduos com idade igual ou superior a 15 anos, residentes em Portugal Continental e Ilhas. A Amostra, com 1.200 entrevistas validadas, foi estratificada por região, género e escalão etário, em Portugal Continental, e por Ilhas, e distribuída em cada estrato de acordo com a repartição da população alvo em cada estrato. As entrevistas foram realizadas de 22 de março a 19 de abril de 2022, através de um questionário aplicado online utilizando o método CAWI (Computer Assisted Web Interview). Os resultados são apresentados com um nível de confiança de 95%. A margem de erro para a média na escala 1 a 10 é de 0,14 pontos e a margem de erro para a proporção é de 3,13 pontos percentuais.

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