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O Gerador, pela sua natureza, por ter surgido da comunidade, tem uma atenção particular ao dia-a-dia das pessoas. Por isso, fomos adaptando, ao longo dos 5 anos de realização deste estudo, a forma de questionar e de refletir, introduzindo mudanças estruturais no modo de compreender a cultura.
A edição do Barómetro da Cultura de 2023 é a mais inovadora, original e consequente, com informações sobre os hábitos culturais das pessoas que vivem em Portugal, com a avaliação da importância do bem estar mental ou físico, a diferenciação entre o consumo proativo e reativo de cultura, a influência da oferta e da informação cultural, o interesse efetivo pela cultura comparado com cada prática cultural, entre muitas outras informações indispensáveis.
Por considerarmos que há um conjunto muito significativo de dados relevantes que merecem um olhar dedicado, o Barómetro deste ano vai ser apresentado em cadernos individuais que serão publicados regularmente nas próximas semanas. Todos os cadernos serão acessíveis gratuitamente a partir desta página. Em baixo podes ver as 10 grandes conclusões gerais de 2023 e o calendário de lançamento dos cadernos.
O Barómetro da Cultura, uma parceria do Gerador e Qmetrics, é o primeiro e único estudo regular no país que avalia a perceção da população residente em Portugal sobre a cultura. Este estudo, com mais de 1.200 entrevistas representativas da população portuguesa, é feito para apoiar a comunidade cultural.

 

A grande maioria das pessoas tem interesse pela cultura

Cerca de 75% dos entrevistados afirma que, se estivessem reunidas as condições fundamentais a nível financeiro, de saúde e disponibilidade, uma boa parte do seu tempo livre seria dedicado à cultura ou mesmo que a cultura seria o principal foco do seu tempo disponível.

A cultura está presente no dia a dia das pessoas, mas abaixo do interesse demonstrado

Enquanto 75% das pessoas afirma que tem interesse pela cultura, apenas 67% declara que a cultura faz parte dos seus hábitos quando questionado de forma abstracta.

100% das pessoas consumiram algum tipo de cultura no último ano

À semelhança das edições anteriores do Barómetro da Cultura, concluímos que 100% dos residentes em Portugal consumiram algum tipo de cultura no último ano, com grande destaque para as práticas que não envolvem um gasto financeiro, como ouvir música na rádio ou ver filmes nos canais abertos de televisão.

A escolaridade é determinante para a prática cultural

Quando comparamos o perfil das pessoas que afirmam ter interesse e espaço para a cultura nas suas vidas com o perfil daqueles que declaram não ter qualquer deles, chegamos à conclusão que a pirâmide de nível de instrução é inversa. A população com interesse e espaço tem 42% de escolaridade superior e apenas 26% com escolaridade inicial, enquanto que as pessoas sem interesse nem espaço têm 24% de escolaridade superior e 44% com escolaridade inicial.

O bem estar tem um impacto significativo na relação das pessoas com a cultura

Quem se sente mais vezes infeliz tem propensão para não ter tanto espaço para a cultura nas suas vidas, com uma diferença de 10 pontos percentuais para quem se sente menos vezes infeliz. O mesmo tipo de diferença encontra-se em quem se sente fisicamente cansado devido à sua atividade profissional ou estudantil. O mesmo padrão encontra-se, embora com distâncias menores, no cansaço mental e na desmotivação.

Este ano torna-se mais evidente que estar bem financeiramente contribui para uma maior relação com a cultura

Apenas 24% dos inquiridos com despesas mensais acima dos 1500 eur. afirmam não ter muito espaço para a cultura na sua vida, em comparação com 37% dos inquiridos com despesas até 750 eur. O ano passado, estas percentagens eram, respetivamente, de 31% e 29%. Parece haver uma pequena percentagem de pessoas com menos rendimentos que passaram a ter menos tempo para a cultura, enquanto que a percentagem daqueles que estão no escalão mais alto das despesas e que participam regularmente em atividades culturais aumentou.

As pessoas são muito críticas em relação à oferta cultural disponível

A população residente em Portugal é extraordinariamente crítica em relação à oferta cultural, com uma avaliação média de 35 pontos numa escala entre 0 e 100. As dimensões com piores resultados são os espectáculos de teatro, dança ou ópera interessantes (31,5%) e espaços para desenvolver as suas próprias atividades artísticas pessoais. O Litoral Centro e o Litoral Norte são os territórios que apresentam piores avaliações.

Um terço das pessoas não tem acesso a informação cultural adequada

Cerca de 34% da população diz não se recordar de qualquer informação sobre atividades culturais no último ano ou não sentir que existe informação sobre atividades culturais com interesse. De destacar que este número sobe para 46% nos jovens entre os 15 e os 24 anos e desce para os 20% nas pessoas que referem ter despesas mensais acima dos 1.500 eur.

Ouvir música através da rádio é a prática cultural mais frequente em Portugal

74% das pessoas residentes em Portugal afirmam ouvir música através da rádio, enquanto que 72% viram filmes na televisão através de canais abertos. Uma nota, também, para destacar que 98% dos entrevistados foram almoçar ou jantar fora pelo menos uma vez no último ano e 57% foram a um bar ou discoteca.

A grande maioria da população defende que o Orçamento de Estado para a cultura deveria ser aumentado

75% da população residente em Portugal acredita que o Estado deveria investir mais em cultura, percentagem que se mantém estável face ao ano passado.
Tal como nos anos anteriores, podemos constatar que essa percentagem aumenta à medida que aumenta também o grau de escolaridade.

Cadernos Barómetro da Cultura 2023

Acede aqui gratuitamente aos cadernos individuais com análises dedicadas aos dados mais relevantes do estudo deste ano

 

Caderno 1

 

Papel da cultura na sociedade e relação com a economia

Caderno 2

 

Papel da cultura para o indivíduo e consumo global de cultura

Caderno 3

 

Práticas Culturais

 

Caderno 4

 

O impacto do interesse pela cultura

 

Caderno 5

 

O impacto do educação

 

Caderno 6

 

O impacto da situação financeira

 

Caderno 7

 

O impacto do bem-estar

 

Descarrega gratuitamente as edições anteriores

Aqui tens acesso na íntegra aos resultados do Barómetro da Cultura entre 2019 e 2022. Podes, também, comprar a edição impressa de 2020 e 2022.

 

Ficha Técnica

O universo do estudo é constituído por indivíduos com idade igual ou superior a 15 anos, residentes em Portugal Continental e Ilhas. A Amostra, com 1.200 entrevistas validadas, foi estratificada por região, género e escalão etário, em Portugal Continental, e por Ilhas, e distribuída em cada estrato de acordo com a repartição da população alvo em cada estrato. As entrevistas foram realizadas de 27 de março a 18 de abril de 2023, através de um questionário aplicado online utilizando o método CAWI (Computer Assisted Web Interview). Os resultados são apresentados com um nível de confiança de 95%. A margem de erro para a média na escala 1 a 10 é de 0,12 pontos e a margem de erro para a proporção é de 2,76 pontos percentuais.
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