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OASis é um projeto europeu que junta autores internacionais com comunidades locais. Promovido pelo Gerador em colaboração com o Goethe-Institut em Lisboa, o OASis Lisboa integra o projeto europeu OASis – Open Art Spaces in Synergy, que pretende criar uma rede de espaços criativos abertos e gratuitos, com o objetivo de reduzir barreiras de entrada no mundo da arte. Envolve 13 espaços interdisciplinares em 10 países, promovendo centros culturais que cruzam práticas locais com intercâmbios internacionais.
O OASis Lisboa quer reforçar a ligação do Goethe-Institut à comunidade local, com enfoque em pessoas com mais de 50 anos.
Descobre aqui as propostas e artistas da residência artística do OASis Lisboa 2026
Bandim
Stitches of Belonging
Gabriella Kiss
Inner Topographies: The Places We Carry
Jaqueline Arashida
Bons encontros
Mariana Espadaneira
Jardim arquivo
María Gloria Nieto Montero
Páginas de Luz
Nuno Trigueiros
Desenhar símbolos de Resistência
Sandra Imaz
The Collector, Echoes of the True Lisbon
Tanque
PANO CRU
O OASis Lisboa é um projeto participativo e comunitário. Descobre aqui as iniciativas com artistas de que podes fazer parte
novembro
7
Uma comunidade constrói-se com tempo, através da escuta, da troca, das memórias partilhadas e da possibilidade de fazer em conjunto.
Ao longo dos últimos meses, o OASis Lisboa aproximou artistas, coletivos e pessoas da comunidade local, sobretudo com mais de 50 anos, transformando o Goethe-Institut em Lisboa num espaço de encontro e criação.
Bordar, caminhar, fotografar, conversar, observar e recordar tornaram-se formas de transformar experiências pessoais em matéria comum. As obras reunidas nesta exposição nascem desses encontros e partem de diferentes memórias e questões para pensar as relações que estabelecemos uns com os outros e com os lugares que habitamos. Histórias, saberes, gestos e vestígios circulam entre gerações e culturas, dando forma àquilo que pode ser construído em conjunto.
Obras de Bandim, Gabriella Kiss, Jaqueline Arashida, Mariana Espadaneira, María Gloria Nieto Montero, Nuno Trigueiros, Sandra Imaz e Tanque.
A exposição pode ser visitada de 7 de outubro a 1 de novembro 2026. A entrada é livre.
setembro
23
10:00
Goethe-Institut em Lisboa
Workshop de cianotipia: o nosso bairro em azul
Um workshop experimental para descobrir a cianotipia, uma antiga técnica fotográfica que utiliza a luz do sol para criar imagens num característico tom de azul. A partir de plantas, fotografias do bairro e pequenos textos, explora-se como a luz solar pode transformar esses fragmentos em imagens únicas.
Este momento integra a construção da obra artística Páginas de Luz, da autoria de María Gloria Nieto Montero, projeto que irá transformar as janelas do café do Goethe-Institut Lisboa em superfícies translúcidas, a partir de um processo colaborativo com a comunidade +50, cruzando cianotipia, colagem digital e memória coletiva do Campo dos Mártires da Pátria.
setembro
15-18
18:30
Goethe-Institut em Lisboa
Que lugares de Lisboa guardam a tua história?
A artista-investigadora húngara Gabriella Kiss convida pessoas com 50 ou mais anos a participar na construção de uma cartografia afetiva da cidade de Lisboa, a partir das suas memórias e experiências pessoais. Ao longo de caminhadas e conversas, os participantes irão identificar lugares, superfícies e elementos urbanos com significado nas suas vidas, registando-os através de gravações áudio, digitalização 3D e impressões em plasticina.
Os materiais recolhidos serão depois reunidos numa instalação escultórica no Goethe-Institut em Lisboa, transformando memórias individuais e vestígios urbanos numa paisagem emocional partilhada. A atividade integra a obra Inner Topographies: The Places We Carry, projeto de Gabriella Kiss que cruza instalação site-specific, arte pública participativa e práticas comunitárias para refletir sobre memória coletiva, vestígios espaciais e narrativas locais.
Os encontros abertos com a artista acontecem nos dias 15, 16, 17 e 18 de setembro pelas 18h30, no Goethe-Institut em Lisboa.
julho
16-27
Um projeto artístico participativo que entrelaça pintura, bordado e memória. A partir de histórias, gestos e símbolos partilhados, a obra que o artista irá criar para o OASis Lisboa, “Desenhar símbolos de Resistência”, celebra as formas de resistência que habitam o quotidiano e transforma experiências pessoais numa criação coletiva.
As oficinas criativas participativas, abertas a todas as pessos interessadas, cruzam pintura, bordado e memória e decorrem nos dias 16, 17, 20 e 27 de julho às 15h.
Nuno Trigueiros é um artista multidisciplinar da Linha de Sintra, cuja prática atravessa pintura, colagem, fotomontagem, serigrafia e desenho, aproximando artes urbanas e artes plásticas.
julho
18
No jardim do Goethe-Institut, cada participante é convidado a criar um pequeno livro de sombras. A atividade começa com uma introdução à fanzine e segue com exercícios de desenho a partir de sombras próprias e projetadas, transformando o jardim num lugar de observação e criação.
Mariana Espadaneira vive e trabalha em Lisboa, cruzando desenho, pintura, instalação, cerâmica e escrita numa investigação sobre gesto, repetição, tempo, corpo e natureza. É licenciada em Pintura e mestranda em Desenho pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. Na obra “Jardim arquivo”, para o OASis Lisboa, irá criar um conjunto de esculturas cerâmicas, transformando o jardim num lugar de contemplação, onde sombras, memórias e vestígios se inscrevem na matéria.
julho
24
A Cooperativa Bandim irá apresentar um conjunto de peças têxteis criadas a partir do encontro e das histórias de mulheres da comunidade bangladeshiana em Portugal, abordando temas como pertença, conforto e identidade cultural. Neste encontro, vais poder partilhar as tuas próprias histórias e contribuir para a criação de um bordado coletivo.
A Bandim é uma cooperativa formada por mulheres migrantes de 21 nacionalidades, que promove inclusão, capacitação e diálogo intercultural através da arte e da cultura. Em Stitches of Belonging, reúne mulheres bangladeshianas, artistas e comunidade local numa criação têxtil colaborativa.
julho
27
10:00
Jardim da Biblioteca do Goethe-Institut em Lisboa
Mesa redonda: o que é ser mulher?
A associação cultural Tanque propõe uma mesa-redonda aberta a partir de uma pergunta íntima e coletiva: o que significa ser mulher? Cada participante é convidada a partilhar uma reflexão e a transformá-la numa imagem ou palavra criada em pano cru.
A Tanque, sediada em Lisboa, dedica-se a projetos de arte comunitária que valorizam lugares e habitantes através da prática artística. Na obra que estão a criar para o OASis Lisboa, “PANO CRU”, vão a partir de mesas redondas e oficinas de expressão plástica, bordado e costura dar forma a uma instalação coletiva feita de retalhos pintados e bordados.
julho
27
Um encontro criativo de observação, escuta e partilha sobre o bairro em redor do Goethe-Institut em Lisboa. A partir de palavras, imagens, sons, cores, sabores, nomes e memórias recolhidas em grupo, a artista Jacqueline Arashida irá criar com os participantes um protótipo do projeto Cartas do Bairro, explorando o que queremos cuidar, preservar e imaginar coletivamente.
Jaqueline Arashida é uma artista visual luso-brasileira cuja prática cruza culturas, memórias e paisagens, explorando muralismo, acrílico, linogravura, tecidos e poesia. Na obra que está a criar para o OASis Lisboa, “Bons encontros”, propõe um mural inspirado na vida de bairro, criado a partir da observação sonora e visual da vizinhança. A obra procura aproximar pessoas e lugares, revelando os vínculos, gestos e pequenas presenças que constroem a relação quotidiana com aquilo que habita perto de casa.
A participação nas iniciativas é gratuita, mas sujeita a inscrição em baixo. Seleciona no formulário as atividades em que queres participar. Encorajamos a inscrição de pessoas com 50 ou mais anos.
As pessoas selecionadas vão percorrer estes três passos
Após a seleção dos projetos, os autores terão um período de tempo para completarem a concepção e iniciarem a produção das suas propostas. Ao longo deste período existirão reuniões regulares de acompanhamento com o Gerador.
A residência, com duração de 5 dias úteis, serve para finalizar os projetos em desenvolvimento. As atividades na residência artística devem contemplar interação com a comunidade local e culminam na apresentação de um output a partilhar na Mostra Percurso Artístico.
De 7 de outubro a 1 de novembro de 2026 as obras desenvolvidas serão apresentadas numa mostra em conjunto com outras cinco obras realizadas por artistas locais, nos vários espaços do Goethe-Institut em Lisboa.
Descobre aqui o que não podes deixar escapar
• Candidaturas: 10 de abril a 24 de maio de 2026
• Notificação dos candidatos pré-selecionados: até 5 de junho de 2026; entrevistas digitais até 26 de junho de 2026
• Anúncio dos vencedores: 30 de junho de 2026
• Residência artística: 5 dias úteis compreendidos entre 31 de agosto a 25 de setembro de 2026.
• Mostra Artística: 7 de outubro a 1 de novembro de 2026
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As candidaturas encerraram no dia 24 de maio de 2026 às 20:00, GMT.
O projeto OASis é composto por uma rede de 14 parceiros oficiais e inúmeras organizações associadas. Sabe mais aqui.