INGLATERRA

Em 1917, o Women’s Army Auxiliary Corps, um corpo de exército feminino, reuniu 40 mil mulheres a prestarem serviço como mecânicas, condutoras, cozinheiras, datilógrafas, telefonistas e secretárias.
SÉRVIA E RÚSSIA

A Sérvia e a Rússia recrutaram as mulheres também para a frente de combate, destacando-se, respetivamente, a enfermeira-soldado Flora Sandes e a comandante dos Batalhões Femininos da Morte, Maria Bochkareva. Estes batalhões surgiram como suporte do governo provisório de Kerensky para impedir que os homens desertassem. Maria Bochkareva e Marina Yurlova já tinham combatido em batalhões masculinos.
ALEMANHA

A Alemanha cedo reconheceu o Nationaler Frauendienst, com funções de exército feminino a auxiliar na administração, assistência e aprovisionamento, com o apoio do Bund Deutscher Frauenvereine.
ITÁLIA

A Itália recusou a participação das mulheres na guerra, apesar do Comitato Nazionale Femminile per l’Intervento Italiano ter sugerido que se recrutassem todas as mulheres entre os 14 e os 48 anos. Ainda assim, elas mobilizaram-se para prestar todo o serviço necessário ao esforço de guerra.
FRANÇA

A França contou com o apoio do Conseil National des Femmes Françaises (Conselho Nacional das Mulheres Francesas) e da Union Française pour le Suffrage des Femmes (União Francesa para o Sufrágio Feminino) para o voluntariado feminino nos campos, nas fábricas, nos hospitais e na assistência.
La Famille du soldat [A Família do Soldado] foi a primeira associação a nascer em janeiro de 1915. Criada por Mlle de Lens, contou com o contributo de mediação de algumas pessoas de destaque e de publicidade gratuita no L’Écho de Paris, um jornal parisiense. O fluxo foi de tal forma elevado que não demorou muito até que surgisse a própria agência dedicada a cartas de soldados. O mesmo aconteceu com outros jornais como L’Homme enchaîné, La Croix, Le Journal, de tal forma que surgiu a publicação “Mon soldat” (“Meu Soldado”), fundada por Mme Bérard e apoiada pelo ministro da Guerra, Alexandre Millerand. Estas primeiras publicações eram altamente éticas e patrióticas.