Selma Uamusse

Selma Uamusse é uma cantora moçambicana nascida em 1981 a viver em Portugal desde 1988. Canta profissionalmente desde adolescente tendo feito este percurso a cantar estilos variados. É dona de uma voz ágil e expressiva, estando à vontade tanto na espiritualidade do gospel, como no fogo do rock, o quente da soul, o ritmo do afrobeat e até no jazz. Tudo isto até ter decidido fazer sua própria música com uma sonoridade muito própria com sons entre Portugal e Moçambique. Lançou o seu primeiro disco em nome próprio em 2018. “Mati” que significa água em Changana (dialeto moçambicano), explora as raízes da sua pátria, usando ritmos moçambicanos e letras em línguas nativas, com utilização de instrumentos tradicionais como timbila e mbira, combinando tudo com electrónica bem como outras referências que espelham as suas diversas influências.
Além do seu projecto a solo em nome próprio ( Selma Uamusse), é actualmente cantora nos grupos Gospel Collective, Gospel Sisters, acompanhando também com a sua voz o compositor Rodrigo Leão. Cantora com uma trajetória que passa pelo jazz - estudou na escola Hot Clube de Portugal e colaborou com o contrabaixista Carlos Barretto e a formação IN Loko, com o trompetista Ricardo Pinto, pianistas Daniel Hewson e Diogo Vida - pela música espiritual, o gospel e a soul, integra formações de diversos estilos musicais, do afrobeat ao rock-blues (e.g.Wraygunn e Cacique 97) . Criou em nome próprio os projectos Souldivers, Selma Uamusse Nu Jazz Ensemble e Tributo a Nina Simone, que ficou conhecido pelas diversas colaborações com diferentes músicos (Ana Bacalhau, Rita Redshoes, Marcia,The Legendary Tigerman, Luisa Sobral, Elisa Rodrigues, Gospel Collective etc). Entre Maputo e Lisboa encontra-se a gravar o segundo álbum em nome próprio que irá lançar brevemente.
Nos últimos três anos tem acompanhado Rodrigo Leão como voz convidada e o seu percurso é pautado também pelas participações em discos e espectáculos de diversos artistas como Samuel Úria, Medeiros/Lucas, You Can't Win Charlie Brown, Joana Barra Vaz, Moullinex, Orquestra Todos entre muitos outros. No último ano emprestou também o corpo e voz a projectos de teatro ( "Ruínas"com encenação de António Pires, "Passa-Porte" de André Amálio, cinema ( "Cabaret Maxime" de Bruno Almeida, "Fogo" de Pedro Costa) e artes visuais ( instalação de Angela Ferreira) enriquecendo a sua viagem com uma consciência cada vez maior do poder transformador, quer político, quer social, da música.