AIRTON MONTEIRO
Imigrante cabo-verdiano de 26 anos, residente em Lisboa há 20. Licenciado em Relações Internacionais, trabalha em Publicidade como gestor de redes sociais.
Como colunista já colaborou com plataformas digitais como o Gerador, Shifter, Comunidade Cultura e Arte e A Mensagem de Lisboa. O objeto das suas crónicas são, habitualmente, questões sociais, cultura pop ou o que achar relevante para outros jovens periféricos, como ele. Tem como objetivo pessoal dar destaque aos que partilham consigo as mesmas identidades, ajudando-os a potenciar os seus talentos e criar novas plataformas.
Atualmente, faz isto no seu bairro, Chelas, através das associações locais que ajudou a fundar, Kriativu e Chelas É O Sítio.
SAMUEL F. PIMENTA
Poeta, escritor, artista. Nasceu em Alcanhões, Santarém, em 1990. Licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. Até ao momento, publicou oito livros, além de estar presente em coletâneas, antologias e outras obras colectivas, em Portugal e no estrangeiro.
Tem participado em diversas conferências e em encontros literários nacionais e internacionais. São vários os prémios que lhe têm sido atribuídos, como o Prémio Jovens Criadores (2012), o Prémio Literário Glória de Sant'Anna (2016) e o Prémio Literário Cidade de Almada (2019).
Além da literatura, faz collage e dedica-se à promoção dos direitos LGBTQIA+, dos direitos humanos e dos direitos da Terra. Mais em https://samuelfpimenta.com/
Gaby Fernandes
A origem da Kizomba não é consensual. Sabe-se da sua origem em Angola, com toque de Antilhas e Cabo Verde.
Cabo verde, a terra que viu nascer Gaby. E é através da Kizomba que se propõe cantar a sua história e da sua gente. Em Portugal, encontrou o seu espaço.
Filho de mãe artista, depressa lhe segue os passos. Aos 14 anos, forma a sua primeira banda. Logo a seguir, com os jovens verdades (bailarinos), formam a banda musical IRMÃOS VERDADES.
A Kizomba cresce na sua voz, e Gaby torna-se conhecido por dar voz a "Volanda", "lsabella", "Vara" e "Amar-te Assim". Esta última, inclusive, faz parte do livro de educação musical, do 5º ano de escolaridade, pelo Ministério da Educação de Portugal, com prefácio do pianista Mário Laginha.
Para além destes e tantos outros grandes êxitos, ainda conta com discos de platina e de ouro. Assim, se passaram 30 anos de carreira. A proposta é que, se não for 30 anos, que sejam por quantos anos a voz, o talento e o amor pela arte, o mantenha a fazer o público dançar e apaixonar-se. O primeiro trabalho discográfico, foi lançado em 1993 e, desde então, contam-se 9 discos lançados.
PAULA CARDOSO
Fundadora da comunidade digital “Afrolink”, que visibiliza profissionais africanos e afrodescendentes residentes em Portugal ou com ligações ao país, é também autora da série de livros infantis “Força Africana”, projetos desenvolvidos para promover uma maior representatividade negra na sociedade portuguesa.
Com o mesmo propósito, faz parte da equipa do talk-show online “O Lado Negro da Força”, e apresentou a segunda temporada do “Black Excellence Talk Series”, formato transmitido na RTP África.
Integra ainda o Fórum dos Cidadãos, que visa contribuir para revigorar a democracia portuguesa, bem como os programas HeforShe Lisboa e Bora Mulheres, de mentoria e empreendedorismo feminino.
É natural de Moçambique, licenciou-se em Relações Internacionais e trabalhou como jornalista durante 17 anos, percurso iniciado na revista Visão. Assina a crónica “Mutuacção” no Setenta e Quatro, projeto digital de jornalismo de investigação, é uma das cronistas do Gerador, e pertence à equipa de produção de conteúdos do programa de televisão Jantar Indiscreto.
Em Março de 2023 foi apontada pela revista de negócios “Success Pitchers” como uma das “10 Mulheres Líderes Mais Inspiradoras do Empreendedorismo Social”, distinção que sucedeu à indicação, em 2022, pela Euclid NetWork, como uma das “Top 100 Women In Social Enterprise” da Europa de 2022.
AMANDA LIMA
Tem 30 anos e é uma jornalista brasileira que vive em Portugal há quase 4 anos. Já realizou a cobertura de diversos acontecimentos no país para meios brasileiros e da Europa.
Escreve, principalmente, sobre imigração, género e direitos humanos. É comentadora de política brasileira na CNN Portugal e colunista no Gerador. Acredita que o jornalismo é uma forma de ser e estar no mundo.
CLÁUDIA LUCAS CHÉU
1978. Escritora, poeta, dramaturga e argumentista. Cofundadora da companhia Teatro Nacional 21 em que ocupa os cargos de direção artística, encenação e dramaturgia. É docente de Dramaturgia na Escola Superior de Comunicação Social. Conclui o curso de Teatro da Escola Superior de Teatro e Cinema e frequentou o curso de Línguas e Literaturas Modernas da Universidade Nova de Lisboa, FCSH.
Tem publicados os textos para teatro Glória ou Como Penélope Morreu de Tédio (2011) e Violência — Fetiche do homem bom (2013), nas edições Bicho-do-Mato/Teatro Nacional D. Maria II, A Cabeça Muda (2014), na Cama de Gato edições, e Veneno (2015, Coleção Curtas da Nova Dramaturgia – Memória), edições Guilhotina. Em prosa poética, publicou o livro Nojo (2014), na (não) edições. Em poesia, o livro Trespasse (2014), Edições Guilhotina e Pornographia (2016), Editora Labirinto.
Em 2017, foi publicado o seu livro Ratazanas (poesia), pela Selo Demónio Negro, em São Paulo (Brasil). Publicou em 2018, o seu primeiro romance Aqueles Que Vão Morrer, Editora Labirinto, e Beber Pela Garrafa (poesia), pela Companhia das Ilhas. A Mulher-Bala e outros contos, Editora Labirinto, 2019 Confissão (poesia), Companhia das Ilhas, 2020, a Mulher Sapiens (contos e ensaios), Jornal Público e Companhia das Ilhas, 2021, A Vida Mentirosa das Crianças, Nova Mymosa, 2021, Ode Triumphal à Cona (poesia), Companhia das Ilhas, 2022, e Orlando — tratado sobre a dignidade humana (dramaturgia), Teatro Nacional D. Maria II, 2022.
Acaba de ser editado, em 2023, A Angústia da Rapariga Antes da Faca (ensaio), Nova Mymosa. O livro Confissão foi semifinalista do Prémio Oceanos em 2021.