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VER PARA LÁ DA IMAGEM

12 a 15 de março de 2026

Guimarães, Portugal

O que vês quando pensas em imigração? Que imagem tens de sucesso? E de amor?

É através de imagens que criamos o mundo à nossa volta. Mais do que um registo visual, a imagem é uma ferramenta de poder e de influência com um papel ativo na construção de narrativas. Com imagens definimos quem é visto e quem permanece invisível, o que fica na história e o que é esquecido.

Num tempo de populismos, em que a inteligência artificial aprende a ver por nós, afirmando-se como criadora e reprodutora de perceções, é urgente questionar as imagens que constroem o nosso imaginário do mundo.

O Uncover é o primeiro festival que se propõe a olhar, em profundidade, para o que existe para lá da imagem. De 12 a 15 de março de 2026, regressa para a sua segunda edição em Guimarães, com quatro dias de masterclasses, workshops, performances e iniciativas participativas onde, em conjunto, procuramos novas formas de ver.

O caminho até ao festival faz-se entre janeiro e março de 2026 com um ciclo de conversas entre a comunidade focado nas singularidades e identidade de Guimarães. Que imagem tens da cidade? Clica no botão para saber mais.

Programa festival Uncover

Vê aqui a agenda completa de atividades, oradores, artistas e especialistas que vão passar pelo Uncover.

12 de março

16:30

Pousada de Juventude de Guimarães

Inauguração da exposição “Dez ensaios para o futuro”

“Dez ensaios para o futuro” é uma exposição que resulta das Bolsas Uncover, um programa que apoiou dez jovens ligados à cidade de Guimarães na criação de obras em vídeo. Através de um plano formativo e de mentoria, os trabalhos refletem criticamente sobre o poder da imagem, explorando questões de sustentabilidade e valores humanos.
Esta iniciativa teve o apoio da Porticus e insere-se no projeto europeu Down to eARTh, que mobiliza jovens e comunidades locais para a co-criação de intervenções artísticas.
As obras são da autoria de Bruno Mota, Estefanía de Sousa, Gonçalo Silva, Jade Cambournac, Marta Oliveira Pinto, Rodrigo Pereira Esteves, Ruben Chantre, Simão Almeida e Tiago Pinheiro.

17:00

Galeria Garagem Avenida

Abertura da instalação “Reclaiming the Night Sky”

Froh!
Coletivo transdisciplinar
O céu noturno sempre foi um espaço cultural partilhado, um território de mitos, significado e poder. Desde o “choque Sputnik” de 1957, a órbita tornou-se uma fronteira tecnológica e política. Hoje, mega constelações como a Starlink estão a transformar esse espaço comum numa rede privatizada e comercial.
Reclaiming the Night Sky responde a esta mudança ao rastrear satélites Starlink em tempo real, extraindo dados públicos e alinhando-os com constelações conhecidas para criar um mapa estelar físico e híbrido, onde estrelas históricas e artificiais coexistem. Uma instalação que convida à participação e à reflexão sobre o céu como bem comum cultural.

17:00

Galeria Garagem Avenida

Abertura da instalação “Singularidades de Guimarães”

Rolando Ferreira
Músico
Singularidades de Guimarães é uma instalação do artista sonoro Rolando Ferreira que nasce da escuta atenta de conversas entre a comunidade vimaranense, realizadas entre janeiro e março no contexto do ciclo de conversas com o mesmo nome. Com a curadoria de Natacha Carvalho e Pedro Silva, a comunidade foi desafiada a partilhar em seis sessões distintas a sua perspetiva sobre a cidade, partindo dos temas trabalho, comunidade, ensino, conhecimento, identidade, periferia e futuro.
Apresentada pela primeira vez no Uncover, a instalação transforma as reflexões partilhadas numa paisagem sonora onde Guimarães se revela nas suas singularidades, memórias e projeções coletivas.

17:30

Galeria Garagem Avenida

Sessão de abertura com entrevista a Isabel Ferreira, vereadora da cultura da CM Guimarães

Isabel Ferreira
Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Guimarães
Inauguramos oficialmente a segunda edição do festival Uncover com uma entrevista a Isabel Ferreira, vereadora da cultura da Câmara Municipal de Guimarães.

18:15

Galeria Garagem Avenida

Masterclass “Feminismos e resistências hoje”

Capicua
Rapper e escritora
Rapper e escritora portuguesa, Capicua tem-se afirmado como uma das vozes mais lúcidas e poéticas da cultura portuguesa contemporânea.
Nesta masterclass, a artista propõe uma reflexão crítica sobre as atuais ameaças à democracia, o que significa ser mulher hoje e o papel transformador da arte. A partir dos feminismos e do pensamento crítico, Capicua convida-nos a questionar narrativas dominantes e a imaginar novos futuros.

19:30

Galeria Garagem Avenida

Performance imaginada, com Betina Juglair

Betina Juglair
Escritora e artista visual
A escritora e artista visual Betina Juglair propõe ao público um espaço de escuta e de suspensão. A partir da narrativa, seja através da palavra ou de imagens sugeridas, cria uma performance, de raiz para o Uncover, em que manipula a imaginação de quem assiste, convidando cada um a acompanhar um percurso que se constrói no tempo presente, explorando relações entre imagem, imaginação e perceção.
No final, a paisagem imaginada onde habita a história é necessariamente única e dependente da viagem individual de cada espectador.

13 de março

10:00

Galeria Garagem Avenida

Workshop “A imagem como prova: técnicas de investigação contra-forense”

Natalia Sliwinska
Investigadora e editora de vídeo na Forensic Architecture
A Forensic Architecture (FA) é uma agência de investigação interdisciplinar com sede em Londres que utiliza materiais visuais existentes, como vídeos amadores, imagens de satélite, mapas ou testemunhos, para analisar situações de violência e violação de direitos humanos.
Neste workshop, os participantes são convidados a conhecer os métodos de trabalho da FA e a pensar a imagem não apenas como registo, mas como evidência e instrumento de responsabilidade política.

12:15

Galeria Garagem Avenida

Entrevista “Tecnologia a favor da resistência ambiental”

Abdel Mandili
Realizador e Fundador People’s Planet Project
Abdel Mandili é o realizador de “Our Grandparents Hunted Here”, um documentário que acompanha defensores da Amazónia brasileira que utilizaram câmaras e drones para expor crimes florestais e proteger as suas terras.
Nesta entrevista, o fundador do projeto People’s Planet Project, iniciativa liderada por povos indígenas que apoia comunidades na luta contra a desflorestação, partilha a sua visão sobre o poder da tecnologia enquanto ferramenta de resistência ambiental.

13:00

Pousada de Juventude de Guimarães

Almoço comunitário

Cor de Tangerina
Restaurante
A mesa é historicamente um lugar de encontro. Neste almoço comunitário, juntamos a boa comida às boas conversas, com uma refeição preparada pelo restaurante vimaranense, Cor de Tangerina.
A inscrição tem um custo adicional de 10 eur e pode ser feita presencialmente no momento de acreditação do festival. Vagas limitadas.

14:45

Início: Pousada de Juventude de Guimarães

Performance em caminhada

Catarina Braga
Artista visual, investigadora e escritora
Após o almoço, a artista visual Catarina Braga conduz uma performance em caminhada que propõe novas leituras da cidade a partir da relação entre corpo, tecnologia e paisagem.
Através de um percurso atento, a artista convida o público a observar Guimarães como um território em transformação, onde o ato de caminhar é um exercício sensível de observação e imaginação do espaço urbano.

15:30

Galeria Garagem Avenida

Masterclass “Ver para crer? A manipulação da imagem na era dos populismos”

Franco Berardi
Filósofo e escritor
O filósofo, escritor e teórico da comunicação italiano, Franco Berardi, propõe uma reflexão crítica sobre o papel da imagem e da perceção nos discursos populistas contemporâneos.
A partir do seu trabalho sobre media, linguagem e subjetividade, a sessão questiona como as imagens moldam emoções coletivas e distorcem a experiência do real, lançando o desafio: como resistir à manipulação do olhar num tempo em que ver é, cada vez mais, acreditar?

16:45

Galeria Garagem Avenida

Megafone

Francisco Neves
Diretor de Educação e Mediação Cultural na Oficina
Polyanna Marinho
Cozinheira independente
Um espaço para apresentar de forma breve um projeto e ficar a conhecer os de outros. O objetivo é promover o espírito de colaboração e a partilha de feedback construtivo. Com Francisco Neves (Casa da Memória), Polyanna Marinho e nomes a anunciar.
Participação aberta a todos.

17:45

Galeria Garagem Avenida

Conversa “Singularidades de Guimarães: que imagem para a Guimarães do futuro?”

Natacha Carvalho
Presidente do Convívio
Pedro Silva
Gestor e produtor cultural
Entre janeiro e março, no caminho até à segunda edição do Uncover, organizámos um ciclo de conversas entre a comunidade vimaranense, com curadoria de Pedro Silva e Natacha Carvalho, a partir do desafio “Que imagem tens de Guimarães?”.
Ao longo de várias sessões, discutimos temas como trabalho, comunidade, ensino, conhecimento, identidade e periferia. Na última conversa do ciclo, o foco é o futuro, num convite a pensar coletivamente os caminhos possíveis para a cidade, cruzando expectativas, desafios e memória.

19:30

Galeria Garagem Avenida

"Komorebi": Performance do coletivo vocal experimental Outra Voz

Carlos Correia
Coordenador artístico da Associação Cultural Outra Voz
Inês Sousa
Bailarina
Rui Donas
Pianista
Outra Voz
Coletivo vocal experimental
Performance do coletivo vocal experimental Outra Voz, onde se constrói, em tempo real, uma paisagem sonora e visual em diálogo com a escuta, o tempo e a atenção. Através de gestos mínimos e de uma presença partilhada, a obra propõe um espaço sensível onde som, corpo e comunidade se encontram.
Com coreografia de Inês Sousa, interpretação de Rui Donas e direção artística de Carlos Correia.

14 de março

10:00

Galeria Garagem Avenida

Workshop “Relatos da Tecnosfera”

Froh!
Coletivo transdisciplinar
Dinamizado pelo coletivo transdisciplinar alemão Froh!, este workshop participativo convida-nos a reimaginar o céu como espaço em que se disputam imagens, narrativas e poder.
Quando agentes tecnocapitalistas ocupam a órbita da Terra, não estão apenas a povoar o céu de satélites, mas a impor narrativas de eficiência, controlo, propriedade e interpretabilidade a um espaço que deveria pertencer a todos. Como podemos, através das nossas próprias leituras do céu, contrariar as narrativas dominantes?
Durante a sessão, cada participante cria a sua própria constelação imaginada num mapa visual partilhado que inclui dados reais do espaço. Será pedido aos participantes que tragam um objeto pessoal à sua escolha, que servirá como ponto de partida para a sua narrativa. Com o consentimento dos participantes, as histórias serão gravadas como pequenos contos orais, que poderão integrar a apresentação final no programa do festival.

10:00

Galeria Garagem Avenida

Workshop “Isto (ainda) não é uma tendência”

Ana Marta Flores
Investigadora e professora na área dos media digitais
Vivemos num tempo em que imagens, plataformas sociais e sistemas de inteligência artificial não apenas representam o mundo, como tomam decisões sobre o que é visível, relevante e desejável. Aprender a identificar sinais e tendências não é uma moda passageira: é uma ferramenta de literacia cultural e política. Quem não sabe ler sinais vive dentro de narrativas criadas por outros: algoritmos, plataformas, discursos populistas ou mercados globais.
Este workshop propõe algo simples e útil: treinar o olhar para reconhecer padrões emergentes e perceber o motivo da sua popularidade antes mesmo de se tornarem mainstream.

12:15

Galeria Garagem Avenida

Entrevista “Rir contra a ocupação: humor e resistência na Palestina”

Alaa Aliabdallah
Fotógrafo e realizador Palestine Comedy Club
Alaa Aliabdallah é um cineasta palestiniano cujo trabalho cruza documentário e identidade, resiliência e vida quotidiana.
Partindo do documentário “Palestine Comedy Club”, onde acompanha o trabalho de cinco comediantes palestinianos, olhamos para a comédia como instrumento ético de storytelling, capaz de amplificar vozes, provocar reflexão e afirmar a humanidade comum através do riso.

13:00

Casa da Memória

Almoço comunitário

Polyanna Marinho
Cozinheira independente
A mesa é historicamente um lugar de encontro. Neste almoço comunitário, juntamos a boa comida às boas conversas, com uma refeição preparada pela chef Polyanna Marinho.
A inscrição tem um custo adicional de 10 eur e pode ser feita presencialmente no momento de acreditação do festival. Vagas limitadas.

14:45

Início: Casa da Memória

Performance em caminhada

Max Fernandes
Artista e Professor
Após o almoço, o artista Max Fernandes propõe uma performance em caminhada que convida o público a percorrer a cidade a partir de um novo olhar.
Através do corpo, do movimento e da atenção ao espaço, a ação revela outras leituras de Guimarães, cruzando arte, território e experiência coletiva.

15:30

Galeria Garagem Avenida

Masterclass “Perceção versus Realidade: apresentação de estudo inédito sobre perceção em Portugal”

Bobby Duffy
Investigador social, professor e diretor do Policy Institute do King’s College de Londres
Nos últimos anos, a taxa de criminalidade em Portugal aumentou ou diminuiu? Qual a percentagem de população imigrante a viver no país? E qual o tempo médio de espera no Serviço Nacional de Saúde?
O autor de “Os Perigos da Perceção”, o livro que investigou 40 países, revelando as diferenças entre a realidade dos factos e as crenças pessoais, apresenta no Uncover o primeiro estudo realizado em Portugal sobre realidade e perceção, que conduziu em colaboração com o Gerador.

16:45

Galeria Garagem Avenida

Megafone

Froh!
Coletivo transdisciplinar
Um espaço para apresentar de forma breve um projeto e ficar a conhecer os de outros. O objetivo é promover o espírito de colaboração e a partilha de feedback construtivo. Com Luís Alegre e nomes a anunciar.
Participação aberta a todos.

17:45

Galeria Garagem Avenida

Conversa “Brainrot: o consumo digital está a fazer-nos pensar menos?”

Ana Marta Flores
Investigadora e professora na área dos media digitais
Marta Rebelo
Ativista e consultora de saúde mental
O consumo constante de conteúdos digitais está a moldar a forma como pensamos, sentimos e reagimos ao mundo. Como salvaguardar a atenção, o pensamento crítico e a nossa capacidade imaginativa na era das notificações, feeds e scrolls infinitos?

22:30

A anunciar

Festa de encerramento

Fechamos a segunda edição do festival Uncover da única maneira possível: com dança, boa energia e música para celebrar. DJ set a anunciar.

15 de março

10:00-17:00

Pousada de Juventude de Guimarães

Encerramento da exposição “Dez ensaios para o futuro”

10:00-17:00

Galeria Garagem Avenida

Encerramento da instalação “Singularidades de Guimarães”

Rolando Ferreira
Músico

10:00-17:00

Galeria Garagem Avenida

Encerramento da instalação “Reclaiming the Night Sky”

Froh!
Coletivo transdisciplinar

Bilhetes

Podes comprar o passe geral, que te dá acesso a todos os dias do festival, ou um bilhete diário para os dias de acesso pago. Se és subscritor do Gerador ou resides em Guimarães, tens acesso a um preço especial. Para selecionar o tipo de bilhete que pretendes, clica no botão abaixo. No dia 15 de março a entrada é livre.

39€

21€ para residentes
de Guimarães
e subscritores do Gerador

24€

13€ para residentes
de Guimarães
e subscritores do Gerador

Cabeças de cartaz

Os oradores, especialistas e artistas que vão estar no Uncover. A apresentação está por ordem alfabética.

13 mar

Abdel Mandili

Realizador e Fundador People’s Planet Project

Abdel Mandili é um realizador premiado de ascendência indígena amazigh do Norte de África. Fundador do People’s Planet Project, iniciativa liderada por povos indígenas que apoia comunidades na luta contra a desflorestação. O seu trabalho centra-se em narrativas que denunciam a crise climática e a erosão dos meios de subsistência indígenas. O seu mais recente documentário, "Our Grandparents Hunted Here", distinguido com 5 prémios internacionais, acompanha defensores da Amazónia brasileira que utilizaram câmaras e drones para expor crimes florestais.

14 mar

Alaa Aliabdallah

Fotógrafo e realizador Palestine Comedy Club

Alaa Aliabdallah é um cineasta palestiniano cujo trabalho cruza documentário e identidade, resiliência e vida quotidiana. Colaborou com a DW News, Médecins du Monde e o Freedom Theatre. Em 2024 realizou Palestine Comedy Club, documentário sobre a primeira cena de stand-up na Cisjordânia, exibido no SXSW London, IDFA e Cannes, vencedor do Raindance Spirit Award. Através do storytelling ético, do cinema e das artes visuais, o seu trabalho centra-se na amplificação de vozes palestinianas.

14 mar

Ana Marta Flores

Investigadora e professora na área dos media digitais

Investigadora e professora de media digitais, Ana Marta Flores estuda o impacto das tecnologias na perceção, no pensamento crítico e no quotidiano. Coordena o iNOVA Media Lab e o OSIADD, na Universidade NOVA de Lisboa, investigando os efeitos sociais, culturais e cognitivos da IA e das plataformas digitais. Defende uma literacia digital crítica que compreenda o digital como um ecossistema que molda formas de pensar, sentir e agir.

12 mar

Betina Juglair

Escritora e artista visual

Betina Juglair é escritora e artista visual brasileira radicada no Porto desde 2019. Licenciada em Direito, mestre em Estudos de Arte (FBAUP) e doutoranda em Artes Plásticas (FBAUP), sua produção cruza escrita, arquivo e fotografia. Escreve sobretudo prosa, mas também ensaios e textos críticos sobre arte. Publicada no Brasil e Portugal, em antologias literárias e revistas especializadas de arte e fotografia, em 2025 ganhou o prêmio de melhor crônica em concurso da editora brasileira Off-FLIP.

14 mar

Bobby Duffy

Investigador social, professor e diretor do Policy Institute do King’s College de Londres

Bobby Duffy é Professor de Políticas Públicas e Diretor do Policy Institute. Preside à Campaign for Social Science e integra vários conselhos académicos e cívicos no Reino Unido e no Canadá. Foi diretor global do Ipsos Social Research Institute e colaborador da unidade estratégica do Primeiro-Ministro britânico. É autor de The Perils of Perception - Why we’re wrong about nearly everything, livro publicado em 12 países sobre como as pessoas interpretam erroneamente realidades sociais fundamentais.

13 mar

Carlos Correia

Coordenador artístico da Associação Cultural Outra Voz

Criador em torno do universo da exploração da voz humana, letrista, performer. Colaborou em trabalhos de Jonathan Uliel Saldanha, Catarina Miranda, Clélia Jeanne, João Mortágua, Pedro Lima, Ann Hamilton e David Moss. É desde 2013, o coordenador artístico de Outra Voz - Associação Cultural e curador do ciclo de programação nómada "Bairro Coral". Em 2020 arquitetou o coletivo performativo Raso e é atualmente mestrando em Media Arts pela Universidade do Minho.

12 mar

Capicua

Rapper e escritora

Capicua nasceu no Porto nos anos 80, descobriu o Hip Hop nos anos 90 e afirmou-se como rapper nos anos 2000. Socióloga de formação, é reconhecida pela escrita emotiva, feminista e politicamente comprometida. Com uma discografia extensa e projetos na música, literatura e teatro, destaca-se também como letrista e cronista. Em 2025 lança o disco "Um gelado antes do fim do mundo" e realiza uma ampla digressão.

13 mar

Catarina Braga

Artista visual, investigadora e escritora

Catarina Braga (Guimarães, 1994) é artista visual, investigadora e escritora especulativa. Mestre em Artes Plásticas - Intermedia pela FBAUP, é atualmente doutoranda na Escola das Artes da Universidade Católica do Porto. O seu trabalho cruza vídeo, escultura, instalação e texto, explorando a mediação tecnológica na relação entre o digital e a natureza. Expõe internacionalmente desde 2016 e venceu o Prémio Arte Jovem Fundação Millennium BCP em 2022.

13 mar

Francisco Neves

Diretor de Educação e Mediação Cultural n’A Oficina

Diretor da unidade de Educação e Mediação Cultural d’A Oficina, em Guimarães, Francisco Neves é programador, mediador cultural e poeta, doutorando em Ciências da Educação e formado em História da Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

13 mar

Franco Berardi

Filósofo e escritor

Em 1975, Franco Berardi fundou a revista A/traverso e a primeira rádio livre italiana, RADIO ALICE. Em 1994 organizou o congresso internacional CIBERNAUTI, financiado pela Universidade de Bolonha, dedicado às tecnologias digitais emergentes. Autor de cerca de 20 livros traduzidos em múltiplas línguas, entre os principais destacam-se And Phenomenology of the End (2014), Heroes, Mass Murder and Suicide (2015), Futurability (2017) e The Third Unconscious (2022).

12-15 mar

Froh!

Coletivo transdisciplinar

Froh! é um coletivo transdisciplinar com sede em Berlim que trabalha como mediador cultural, atuando na interseção entre design, prática social e inovação digital. Os seus projetos interculturais utilizam a arte, o design e a tecnologia para o envolvimento sociopolítico e o desenvolvimento sustentável, explorando de que forma as narrativas espaciais e o arquivo digital podem democratizar a memória coletiva e a identidade através de formatos transdisciplinares.

13 mar

Inês Sousa

Dançarina

Inês Sousa é professora licenciada pela Escola Superior de Dança e leciona atualmente Dança Contemporânea, Ballet Clássico (RAD), Flexibilidade e Introdução à Dança e ao Movimento em várias instituições de Guimarães, cidade de onde é natural; com formação iniciada na Academia de Bailado de Guimarães, participou em festivais e espetáculos nacionais e internacionais, integrou e coreografou projetos de dança e videodança, possui certificações em Progressing Ballet Technique, Contemporary Modern Jazz e Produção de Espetáculos, sendo ainda a recente criadora da peça A Menina e o Fauno.

12 mar

Isabel Ferreira

Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Guimarães

Isabel Ferreira é vereadora da Câmara Municipal de Guimarães, abraçando os pelouros da Cultura, Juventude, Educação, Turismo, Inovação e Sistemas Inteligentes, entre outros, áreas em que tem desenvolvido uma ação estratégica orientada para o desenvolvimento sustentável, a qualificação dos serviços públicos e a valorização do território. Soma uma vasta experiência como docente na Escola Superior de Gestão do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, onde acumulou funções de Diretora da Licenciatura em Gestão Pública e do Mestrado Profissional em Gestão Digital para Serviços Públicos. O seu percurso académico é marcado pela excelência e pela forte articulação entre ensino, inovação e serviço à comunidade. Foi membro fundadora do Conselho Municipal da Juventude e integra a Associação Coral e Cultural de Guimarães, bem como o Coro En’Canto, refletindo um compromisso cívico e cultural contínuo com o concelho.

14 mar

Marta Rebelo

Ativista e consultora de saúde mental

Ex-deprimida e ansiosa ocasional. Ativista e Consultora de Saúde Mental. Keynote Speaker, Formadora, Autora e Colunista Pós-Graduada em Psicologia Social e Organizacional, Certificada em Primeiros Socorros de Saúde Mental, Mestre em Ciências Jurídico-Económicas. Docente Women’s Leadership Program, Programa Executivo Nova SBE/ StarSe (Wellbeing, Mental Health). Foi Deputada à Assembleia da República, Head of Digital Media e Assistente Universitária na Faculdade de Direito de Lisboa.

14 mar

Max Fernandes

Artista e Professor

Max Fernandes é artista e professor, com investigação e prática centradas na interseção entre arte, sociedade, política e ecologia. Atua entre a produção de objetos, novos media e performance. Destacam-se os projetos recentes: Pedagogia da Bomba 3D; Mira – Artes Performativas, (2025); Neighbour From the Yellow House e Atuante (filme na XXIII Bienal Internacional de Arte de Cerveira, 2024).

13 mar

Natacha Carvalho

Presidente da Associação Convívio

Natacha Carvalho, nascida em Guimarães, 37 anos, tem um percurso diversificado: estudou Medicina e Arquitetura e é atualmente gestora de equipa comercial numa empresa têxtil, com formação em marketing, comunicação, design têxtil e gestão. Participou ativamente em estruturas académicas, movimentos políticos jovens e projetos artísticos como Elefante Português e Traço.Traço. É voluntária no Refood Guimarães e presidente da Associação Convívio.

13 mar

Natalia Sliwinska

Investigadora e editora de vídeo na Forensic Architecture

Natalia Sliwinska, designer e cineasta, trabalha a partir de projetos de investigação. Na Forensic Architecture, desenvolve a técnica do testemunho situado e apoia a produção e pós-produção de obras audiovisuais. Como profissional independente, dedica-se a metodologias de contra-arquivamento, com especial enfoque nos arquivos botânicos. O seu filme mais recente questiona a suposta neutralidade da taxonomia linneana, traçando a história colonial da planta bombonaça. Atualmente está a trabalhar num projeto de investigação em colaboração com o Kew Gardens, em Londres.

13 mar

Outra Voz

Coletivo vocal experimental

Outra Voz é um coletivo vocal experimental que opera com a comunidade, em continuidade, semanalmente e de uma forma ininterrupta desde 2010. Constituído como associação para dar continuidade ao projeto pensado para a Capital Europeia da Cultura Guimarães - 2012, tem elaborado criações originais com um alargado número de criativos, dos quais se incluem nomes como: Amélia Muge, José Mário Branco, António Durães, Catarina Miranda, Jonathan Saldanha, Mão Morta, Ann Hamilton e Rui Souza.

13 mar

Pedro Silva

Gestor e produtor cultural

Nascido em 1978, desenvolve gestão cultural, produção de eventos e atividades artísticas. Docente na Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto, formou-se em Gestão do Património Cultural e é atualmente doutorando na FLUP. Destacam-se funções na Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura; direção de produção na Cooperativa Cultural A Oficina; consultor para a área Financeira e de Gestão do humaNature, Ponta Delgada - Azores 2027 European Capital of Culture, Candidate City, Selection Phase; formador na Rede de Teatros de Cineteatros Portugueses, da DGARTES.

13 mar

Polyanna Marinho

Cozinheira independente

É chef de cozinha profissional há 13 anos. Autodidata, inspirou-se na mãe, também cozinheira, e na cozinha de conforto e caseira. Desenvolveu-se ao longo dos anos através de experiências em restaurantes, hotéis, eventos, mentores, cursos específicos e estudo dedicado, sempre guiada pelo amor à cozinha.

12-15 mar

Rolando Ferreira

Músico

Multi-instrumentista e produtor nascido em Guimarães (1986), licenciou-se em Música Eletrónica e Produção Musical. Criador de Mister Roland (EP 2017, álbuns 2019 e 2021) e membro dos Paraguaii. Colabora em instalações, percursos sonoros e teatro. Fundou o Estúdio Alfaiate e atua como técnico de som e consultor freelancer.

13 mar

Rui Donas

Pianista

Rui Donas tem formação em Pedagogia Musical e Gestão Cultural. Desde 1978 acompanha exames e cursos da Royal Academy of Dance e colabora com festivais internacionais. Fundou em 1986 a Academia de Música e Bailado de Guimarães, onde desenvolveu trabalho pedagógico e artístico. Trabalha desde 2002 em Dança Renascentista, é presidente da APDança e membro do CID–UNESCO.

Ciclo de conversas: Singularidades de Guimarães

Que imagem tens de Guimarães? De janeiro a março de 2026, no caminho até à segunda edição do festival Uncover, celebramos vários olhares sobre a cidade num ciclo de sete conversas entre a comunidade, com curadoria de Natacha Carvalho e Pedro Silva, a partir dos temas trabalho, comunidade, ensino, conhecimento, identidade, periferia e futuro. A entrada é livre.

JANEIRO

17

11:00

IDEGUI - Instituto de Design de Guimarães

Singularidades de Guimarães: Trabalho

A vida industrial é uma imagem bastante presente quando pensamos em Guimarães e na identidade dos seus lugares. No entanto, à medida que a cidade se transforma social e culturalmente, esse imaginário tende a esbater-se.

Neste primeiro encontro, olhamos para os quotidianos do trabalho industrial enquanto lugares de memória, identidade e património em conjunto com trabalhadores operários e representantes da comunidade fabril local.

A partir de imagens e objetos significativos para cada interveniente, iremos pensar os espaços, práticas e rotinas que marcaram gerações e que continuam a influenciar a forma como vivemos e nos relacionamos com o território.

PT

JANEIRO

31

11:00 e 16:00

Pastelaria Ribela e Bairro Nossa Senhora da Conceição

Singularidades de Guimarães: Comunidade

A vida urbana constrói-se nas relações do dia-a-dia entre bairros, comércio local, vizinhanças, espaços de lazer e restauração. São estes lugares de proximidade que ativam a cidade, fortalecem a sociabilidade e sustentam as economias locais.

Este segundo encontro divide-se em dois momentos: às 11h, na Pastelaria Ribela, e às 16h, no Bairro Nossa Senhora da Conceição. Em conjunto com moradores e representantes de associações locais, refletimos sobre a cidade que habitamos, a partir de memórias, imagens e objetos trazidos pelos convidados, abordando temas como partilha, solidariedade, proximidade e diálogo enquanto valores centrais para compreender e viver o espaço urbano.

PT

FEVEREIRO

11

10:00-18:00

Escola Oliveira do Castelo, Escola João de Meira e Escola Secundaria Martins Sarmento

Singularidades de Guimarães: Ensino

Vamos olhar para a cidade de Guimarães a partir do ponto de vista de jovens e adolescentes que frequentam estabelecimentos de ensino da cidade e que se encontram no processo de formação e consolidação da sua aprendizagem. Que cidade é esta em que aprendem e que cidade desejam para o seu futuro?

Neste terceiro encontro, desafiamos a audiência a visitar estabelecimentos de ensino de Guimarães, num percurso que tenta recriar relações de proximidade das escolas com as áreas envolventes, ouvindo aqueles que experimentam e percorrem diariamente esses caminhos. Um momento que procura contribuir de forma ativa para envolver e ouvir alunos e professores, numa abordagem crítica e consciente da sua identidade e cultura comum.

 

PT

FEVEREIRO

21

11:00 e 16:00

Citânea de Briteiros e Sociedade Martins Sarmento

Singularidades de Guimarães: Conhecimento

A cidade faz-se, todos os dias, a partir do conhecimento partilhado, capital humano em movimento, espaços de criação, escolas, parcerias e do trabalho persistente de estruturas amadoras e semiprofissionais. É nessa rede em permanente renovação que convocamos interlocutores para pensar sobre identidades e valores, colocando o conhecimento no centro da reflexão sobre a cidade que habitamos.

Este quarto encontro desenha-se em dois momentos. O primeiro acontece num lugar com forte significado antropológico para Guimarães, a Citânia de Briteiros, onde se investiga um passado comum e se afirma uma memória coletiva que ajuda a compreender quem somos enquanto comunidade, cidade de história e património.

No segundo momento, regressamos ao centro, a uma das instituições mais simbólicas e reconhecidas da cidade, a Sociedade Martins Sarmento, para reunir pensadores, artistas e agentes culturais, para pensar o conhecimento que nasce da arte e da criatividade.

 

PT

FEVEREIRO

28

18:00

Início: Parque de Lazer da cidade

Singularidades de Guimarães: Identidade

As cidades estão em permanente construção e reinventam-se a partir das suas dinâmicas sociais, económicas e políticas. É nesse movimento contínuo, feito de decisões, conflitos, alianças e afetos, que se fortalece a identidade urbana e aquilo que alguns autores descrevem como uma “estrutura de sentimentos”.

A vida na cidade manifesta-se ainda nos quotidianos e nos rituais comunitários e também se constrói em rede, entre entidades culturais distintas, coproduções, parcerias que, em conjunto, compõem aquilo a que chamamos sistema cultural.

Neste quinto encontro, em que subimos a Montanha da Penha, do centro ao topo, para conversar em espaços tradicionais de convivialidade comunitária, partimos da convicção de que a cidade deve promover direitos humanos e cidadania, acolhendo pessoas e identidades na sua pluralidade. Vamos pensar a cidade como espaço de diversidade, inclusão e igualdade, onde a liberdade de ser e o respeito pelo outro se afirmam como pilares para uma convivência mais justa e orientada para o bem comum.

PT

MARÇO

7

11:00 e 16:00

Sociedade Musical de Pevidém e Banhos Velhos, Taipas

Singularidades de Guimarães: Periferia

A ideia de uma urbe cultural está no centro da imagem da cidade do século XXI. As cidades deixaram de ser apenas motores de trabalho e serviços, ou espaços agregadores para quem vem de territórios mais afastados. São, cada vez mais, ecossistemas de pertença, criação e disputa.

Também as periferias se reconfiguram, deixando para trás os bairros urbanizados ao estilo favelado, social ou proletário, e afirmando-se como lugares de convivialidade alternativos aos centros gentrificados e massificados. É nesse vaivém entre pólos urbanos e semiurbanos que se redesenha a vida da cidade.

Para este sexto encontro, em conjunto com moradores, representantes de entidades culturais e de juntas de freguesia, desejamos conhecer a cidade através de dois pólos semiurbanos, significativos para compreendermos melhor uma Guimarães que se estende por vilas e freguesias em volta de um espaço urbano disperso. Começamos na Sociedade Musical de Pevidém, vila cultural e industrial, pêndulo entre o urbano e industrial que cresceu e uniu Guimarães a concelhos como Vizela ou Santo Tirso. E na segunda parte, rumamos à vila das Taipas, espaço social que oscila entre Guimarães e Braga, com uma forte identidade cultural.

 

PT

MARÇO

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Galeria Garagem Avenida (Festival Uncover)

Singularidades de Guimarães: Futuro

Encerramos este ciclo de conversas já no Festival Uncover com uma reflexão sobre o que podemos esperar da cidade de Guimarães e como podemos participar e contribuir para o seu futuro. É pelos cidadãos que a identidade se projeta e se transmite, mas é também por eles que as práticas urbanas se ramificam, se concretizam, se relacionam no território e se constroem nas intersecções entre pessoas, o meio físico, o edificado, o social e o simbólico das cidades.

Com os curadores, Pedro Silva (gestor e produtor cultural) e Natacha Carvalho (Presidente da Associação Cultural Convívio), e oradores a anunciar.

 

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