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O Gerador volta a marcar presença no festival Bons Sons, dando continuidade a uma parceria que, ao longo de várias edições, tem criado espaços de encontro, reflexão e participação. Em 2026, juntamo-nos à programação com o ciclo Conversas Gerador a partir do Lugar, um convite para pensar o presente através do diálogo e da partilha de perspetivas.

Para além das conversas, vais poder encontrar-nos no espaço Gerador. Passa por lá para conversar connosco, descobrir o que andamos a fazer e espreitar (ou levar contigo) as nossas revistas e merch.

Conversas Gerador a partir do Lugar

 

Falar do Bons Sons é falar de lugar. Do seu lugar e do nosso, do lugar de cada pessoa e do coletivo, no mundo, no país, na região e na aldeia. Um festival como este resiste porque continua, porque permanece e porque nos desafia a permanecer com ele.

A partir da ideia de lugar enquanto forma de estar e de construir comunidade, reunimos diferentes vozes num ciclo de conversas para pensar o presente, levantar perguntas e imaginar novas possibilidades.

AGOSTO

6

17H25

Festival Bons Sons, Cem Soldos, Tomar

Podemos olhar para o futuro com otimismo?

Leonor Rosas
Antropóloga
Paulo Lopes da Silva
Deputado à Assembleia da República

Num tempo marcado pela crise climática, pela incerteza económica e pela transformação acelerada das sociedades, esta conversa procura perceber de que forma as novas gerações continuam a imaginar o futuro. Falamos de responsabilidade, sustentabilidade, mas também da capacidade de continuar a agir quando as respostas parecem insuficientes. Porque resistir pode ser, simplesmente, recusar a ideia de que o futuro já está decidido.

Leonor Rosas é antropóloga e a sua pesquisa de doutoramento foca-se nos temas do património, memória e colonialismo. É igualmente coautora do podcast feminista Lei da Paridade, no jornal Expresso e membro do Conselho Editorial da revista online Desatempo. Foi, previamente, deputada na Assembleia Municipal de Lisboa e membro do Conselho Consultivo Jovem do Centro de Arte Moderna da Gulbenkian.

Paulo Lopes da Silva é deputado à Assembleia da República e licenciado em Engenharia Informática, com mestrado em Engenharia de Sistemas pela Universidade do Minho. Foi vereador da Câmara Municipal de Guimarães, com os pelouros da Cultura, Turismo, Comunicação e Modernização Administrativa, entre outros. O seu percurso cruza a tecnologia, a gestão pública e a política, tendo também presidido à cooperativa cultural A Oficina.

PT

AGOSTO

7

17H25

Festival Bons Sons, Cem Soldos, Tomar

Há verdadeira liberdade para a criação artística?

Rita Cortezão
Artista

Criar é um ato de liberdade, mas também de confronto com o tempo em que vivemos. Mais do que discutir obras acabadas, interessa-nos perceber como nasce uma ideia e de que forma a arte continua a abrir espaço para questionar, imaginar e transformar. Esta conversa será gravada ao vivo como um episódio de Dedo Invisível, o podcast do Gerador que dá voz aos profissionais que fazem acontecer a cultura em Portugal.

Rita Cortezão é cantautora, pianista e cantora. Formada em canto e piano pela Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, cruza influências da pop, do jazz e da música clássica numa escrita intimista e emocional. Em 2024 editou o seu primeiro disco, tudo, um pouco, co-produzido com Benjamim. Vencedora da 30.ª edição do Festival Termómetro e do prémio de Melhor Canção, integrou também a coletânea Novos Talentos Fnac e foi selecionada para atuar no Festival EA Live.

PT

AGOSTO

8

18H30

Festival Bons Sons, Cem Soldos, Tomar

Há diversidade de vozes no espaço público?

Ana Paula Costa
Presidente Casa do Brasil de Lisboa
Mynda Guevara
Rapper

Nem todas as pessoas ocupam o espaço comum da mesma forma. Algumas continuam a ser invisibilizadas, sub-representadas ou excluídas dos lugares onde se tomam decisões e se constroem narrativas coletivas. Esta conversa procura refletir sobre identidade, representação e pertença, questionando quem tem voz, quem continua a ser ignorado e o que significa existir plenamente numa sociedade democrática.

Ana Paula Costa é cientista Social pela Universidade Federal de Viçosa, Brasil, mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa e doutoranda em Ciência Política, com especialização em Políticas Públicas, pela mesma universidade. Investigadora associada no Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) e coordenadora da Escola de Verão da FCSH sobre Política de Imigração. Membro da Red Iberoamericana de Investigaciones sobre Migraciones y Movilidad Espacial de la Población (RIIMEP), da Universidad Nacional de Córdoba, Argentina. Presidente da Casa do Brasil de Lisboa.

Vinda do bairro da Cova da Moura, em Lisboa, Mynda Guevara carrega no nome e na atitude uma sede de revolução que está intimamente ligada ao papel – ainda muito minimizado – das mulheres no rap. O seu, em crioulo – como forma de expressão verdadeira e emancipatória –, tem vindo a conquistar uma posição de respeito na comunidade musical, e a sua lírica reflete o seu papel enquanto mulher, afrodescendente e rapper no seio de uma sociedade estratificada.

PT

AGOSTO

9

18H30

Festival Bons Sons, Cem Soldos, Tomar

Ainda há esperança para o coletivo?

Magada Henriques
Programadora cultural e diretora artística
Maria João Valente Rosa
Investigadora IPRI-NOVA

Num contexto cada vez mais marcado pelo individualismo e pela fragmentação social, importa olhar para os espaços onde continuamos a encontrar-nos, organizar-nos e cuidar uns dos outros. Dos coletivos culturais às associações locais, dos movimentos cívicos aos lugares de encontro informal, esta conversa procura perceber de que forma a vida em comunidade continua a ser uma força de resistência.

Magda Henriques está responsável, com Alastair Luke, pela direção artística de Carreiros para Futuros Ancestrais. O seu percurso profissional faz-se entre a educação, a mediação e a programação cultural, em espaços tão variados como: escolas, museus, teatros e associações culturais.

Doutorada em Sociologia (Demografia), Maria João Valente Rosa é professora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigadora do IPRI-NOVA. Coordena cientificamente o projeto Novas Sociedades Longevas e integra o Conselho Científico da Plataforma ODSlocal. Foi diretora da Pordata (2009–2019) e é autora de numerosos estudos sobre envelhecimento, longevidade, migrações e sociedade portuguesa.

PT

O que andamos a fazer no Gerador

 

O espaço Gerador vai ser o nosso ponto de encontro durante o Bons Sons. Passa por lá para conhecer melhor o que fazemos, conversar connosco, folhear as nossas revistas ou levar merch nosso.

Ao longo do festival vamos abrir espaço para partilhar alguns dos projetos em que estamos a trabalhar, responder a perguntas e trocar ideias com quem aparecer. Estaremos na Rua do Cerco nestes horários: de 6 a 8 de agosto, das 15h às 23h; dia 9 de agosto, das 15h às 20h.

AGOSTO

6

19H00

Rua do Cerco, Festival Bons Sons, Cem Soldos, Tomar

Como concorrer à Mostra Nacional Jovens Criadores?

Vem descobrir mais sobre a iniciativa do IPDJ organizada pelo Gerador que apoia a criação emergente.

agosto

7

19h00

Rua do Cerco, Festival Bons Sons, Cem Soldos, Tomar

Sabe qual a próxima grande reportagem em que estamos a trabalhar

Contamos-te mais sobre o tema que andamos a investigar.

agosto

8

20h00

Rua do Cerco, Festival Bons Sons, Cem Soldos, Tomar

Conhece o Print Pause Lisboa, a nova feira internacional de publicações independentes

Partilhamos contigo a visão por detrás deste novo encontro dedicado às publicações independentes.

agosto

9

20h00

Rua do Cerco, Festival Bons Sons, Cem Soldos, Tomar

Descobre a última Revista Gerador

Vem conhecer o conceito por trás da Revista Gerador 47, uma edição dedicada à importância do coletivo.

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