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A Accidental Interest Books (AIB) é uma editora de microescala. Publica de forma intuitiva seguindo interesses, tanto os seus como os de outras pessoas. A AIB foi fundada no final de 2019 e publicou os seus primeiros títulos em 2020.
Alguém disse uma vez: “Esta editora é dedicada ao absurdo, ao coincidente e ao surpreendente”. Apesar do maior esforço possível no conceito e no design, negam uma estratégia editorial abrangente através das suas pequenas tiragens. A AIB serve o nicho com muito gosto.
Atualmente, estão a trabalhar numa série de caminhadas/leituras que antecedem a publicação de “Locus Amoenus”, uma coleção de esculturas em espaço público (principalmente em Berlim) de Lukas Kesler, enquadrada por caminhadas e textos sobre a zona/bairro pela escritora Olga Hohmann.
www.accidental-interest-books.com
Instagram: @accidentalinterestbooks
Poeta, artista e cientista ambiental cipriota, a viver entre Nicósia e Berlim. O seu trabalho explora aquilo que existe para além da identidade: o subconsciente, a memória e a relação entre o ser humano e a natureza. Partindo de uma investigação existencial e surrealista, interessa-se pela experiência crua de existir, pelo desconforto da existência e pelas formas como a linguagem, a imagem e a matéria podem revelar aquilo que muitas vezes permanece invisível.
A sua formação em ciências ambientais influencia a atenção que dedica à paisagem, aos processos ecológicos, aos ciclos de transformação e à interligação entre o ser humano e a natureza. Através da poesia, dos livros de artista, da fotografia e de materiais orgânicos, cria formas poéticas que se movem entre paisagens interiores e exteriores.
Esta prática resultou numa série de livros publicados de forma independente, incluindo Lemon Peels, PALAVRA e In Motion. Entende a edição como uma extensão da sua prática poética.
Instagram: @aytenp
Azul de Bolsillo é um projeto editorial e de design gráfico que utiliza publicações impressas para partilhar conhecimento e experiências sobre uma variedade de temas, tendo as viagens e a relação com a natureza como eixos centrais. Desenvolve projetos, investigações e publicações em diversos campos, incluindo a botânica e a etnobotânica, a gastronomia tradicional e a agricultura sustentável.
Funciona como um laboratório experimental focado na exploração artística do formato do livro e do fanzine. Sediado em Cáli, na Colômbia, o projeto dispõe de um espaço de impressão e fomenta o diálogo entre a edição e o território local, criando espaços de partilha com diversas vozes que enriquecem a sua visão. Oferece ainda oficinas de introdução e especialização ligadas a estas experiências.
Instagram: @azuldebolsillo
A Bia! Zine é uma revista bienal de publicação independente que documenta as vozes, a gastronomia, as histórias e os percursos das comunidades migrantes da Maioria Global na Irlanda. É lançada uma vez a cada 2 anos.
Instagram: @bia_zine
A Bikini Books é uma editora feminista de design sediada no Porto, fundada em 2023. Publica não-ficção crítica, acessível e cuidadosamente concebida, na interseção entre história cultural, jornalismo e escrita criativa. Organiza também regularmente workshops e eventos sobre as dimensões políticas do design.
“Feminista” sinaliza o seu posicionamento político junto de autores e leitores. Mais importante ainda, traduz um compromisso com a forma como entendem a edição: enquanto ferramenta de pensamento crítico e prática de cuidado, que apoia histórias relegadas para segundo plano e vozes marginalizadas.
“Design” é o campo de onde partem, mas também aquele cujas fronteiras procuram atravessar e questionar. Olham para o design como uma prática política profundamente entrelaçada no tecido material e espacial da vida quotidiana. Mudar o presente exige imaginar e fabular finais alternativos e novos começos. Para isso, acreditam no poder das histórias.
O storytelling é a espinha dorsal da cultura. É tão antigo como a própria humanidade e parte integrante de todas as comunidades do mundo, não apenas como uma forma de arte, mas como uma ferramenta vital para ligar pessoas, criar um sentimento de pertença e expandir as nossas perspetivas.
O mundo da literatura distanciou-se da prática do storytelling e, hoje em dia, tornou-se demasiado transacional. Os livros são escritos e publicados à porta fechada, e são-nos apresentados como um produto final para ser consumido. Mas uma história é um ponto de partida, e o storytelling é uma prática que pertence a todos nós.
A Bog Bodies Press é uma editora que olha para além da literatura; existe para reunir pessoas em torno de um storytelling sem fronteiras, tanto dentro como fora das páginas.
Instagram: @bogbodiespress
A Bored Wolves é uma editora independente gerida pelo poeta Stefan Lorenzutti e por Joanna Osiewicz-Lorenzutti, sediada em Cracóvia. Desde a sua fundação, construiram um catálogo de mais de 60 livros e fanzines com autores e artistas de mais de 20 países — do Chile ao Japão —, abrangendo livros de artista, poesia, fanzines e banda desenhada (comix), sendo que muitos dos títulos esbatem e sobrepõem estas categorias.
Publicam trabalhos que resistem a categorizações fáceis e recusam a pressa. Cada título é um objeto distinto, desenhado de raiz em torno da lógica específica da obra, impresso em offset em Cracóvia, em papéis escolhidos pela sua textura e gramagem. Apesar do caráter formalmente humilde, as suas publicações foram nomeadas e premiadas em concursos como o “Melhor Livro de Fotografia do Ano” e “Os Livros Polacos Mais Bonitos”. Em 2025, receberam o prémio Tokyo Art Book Fair Talent Award pelo melhor projeto e prática editorial.
Preocupam-se profundamente com o lado artesanal, mas de igual forma em manter os livros acessíveis.
Instagram: @boredwolves
Pixel a pixel, impulso a impulso, Callum Leo Hughes explora o desejo e a maleabilidade das imagens. Partindo de subculturas online e offline, arquivos de imagem e questões queer, o seu trabalho centra-se em métodos de impressão atípicos e na autoedição. Combina fotografia da sua autoria com materiais encontrados para criar imagens, instalações, colagens, objetos fotográficos e publicações.
Licenciou-se em Fotografia pelo Camberwell College of Arts, integrado na University of the Arts London (UAL), em 2013. Paralelamente à participação em exposições individuais e coletivas internacionais, tem-se dedicado, desde então, à autoedição dos seus próprios projetos artísticos. Tem também desenvolvido investigação em torno de arquivos de fanzines queer em Londres, Nova Iorque e São Francisco.
Os seus livros e fanzines autoeditados foram apresentados em várias feiras internacionais.
Instagram: @callumleohughes
A Chili com Carne é uma associação sem fins lucrativos fundada em 1995, assente na cooperação livre dos seus associados. Desde então, tem promovido exposições, publicações e outras iniciativas no campo das artes. A sua atuação privilegia a independência do autor, entendida como liberdade e autonomia criativa, valorizando a diversidade de formas e conteúdos que marcam a expressão artística e cultural contemporânea.
Instagram: @chili_com_carne
Chimurenga — a intervenção pan-africana em formato de imprensa, rádio e produção experimental tem sede na Cidade do Cabo, na África do Sul, onde produz em formato impresso, áudio e espacial há mais de duas décadas.
Instagram: @chimurenga_sa
A Cielo Santo é uma editora independente sediada em Madrid e Barcelona, comprometida com o pensamento contemporâneo e a experimentação formal. Desde 2023, publica textos que transcendem os géneros convencionais — ensaio, ficção, poesia, teoria — e abordam questões urgentes como a ecologia crítica, os meios visuais, a tecnopolítica, o feminismo, a estética e os estudos interespécies. Defende vozes emergentes, obras inéditas e o desenvolvimento de uma rede editorial sustentável e autónoma à margem do sistema.
Instagram: @cielosanto__
A Contemporânea inicia a sua atividade de forma regular a partir de abril de 2015 enquanto editora especializada em arte contemporânea que integra, ainda hoje, uma plataforma digital e duas edições impressas por ano. É um espaço aberto ao pensamento, à reflexão crítica e ao entendimento da criação contemporânea e da inscrição das suas práticas num contexto global.
O seu objectivo principal é a promoção e divulgação da arte contemporânea produzida em Portugal, não obstante, privilegia igualmente outras perspectivas internacionais, no âmbito das várias práticas artísticas contemporâneas, que suscitam o debate e a reflexão crítica.
A Contemporânea é apoiada pela DGARTES, tem uma rede de distribuição a nível nacional e internacional e foi recentemente distinguida com o Prémio de Design Editorial do Clube da Criatividade de Portugal 2026 (CCP).
Instagram: @contemporanea_pt
A Delli Press é a plataforma editorial do DELLI – Design Lusófona Lisboa e a marca editorial que emerge do trabalho pedagógico e experimental da Licenciatura em Design de Comunicação da Universidade Lusófona e do Mestrado em Design – Publishing Futures.
Publicam livros, edições experimentais, ensaios, arquivos, protótipos editoriais e projetos de investigação que utilizam a publicação como um método de conhecimento e um suporte ativo de divulgação.
Cada publicação nasce de um processo de investigação, experimentação e colaboração. Reúne estudantes, professores, artistas, designers, investigadores e comunidades em torno de questões que atravessam o presente e imaginam futuros possíveis.
A Delli Press trabalha na intersecção entre design, cultura, ecologia, tecnologia, arquivo, alimentação, inteligência artificial, fotografia, artes visuais e práticas editoriais contemporâneas. Cada projeto procura explorar aquilo que uma publicação ainda pode ser: livro, objeto, instalação, performance, exposição, plataforma digital ou dispositivo coletivo de aprendizagem.
Website: delli.pt
Instagram: @dellilusofona
Distribuidora que pertence à livraria Snob, dedicada a pequeníssimos projetos editoriais e algumas edições de autor. A Livraria Snob é independente, nasceu em Guimarães, e agora tem casa em Lisboa.
Instagram: @livrariasnob
A malamaña é uma oficina editorial doméstica, dedicada à produção artesanal de objetos e livros a partir das margens da produção industrial, apostando sempre na materialidade e na relação entre o objeto e quem o lê. Sediada na República Dominicana, desenvolve uma prática ainda pouco comum no país, onde a comunidade ligada à edição independente e experimental é muito pequena.
O seu propósito passa pelo prazer de criar fanzines, livros e objetos, experimentando diferentes técnicas de impressão e possibilidades materiais e, a partir daí, questionar também o que pode ser um livro. Procura inspirar outras pessoas na República Dominicana a fazer o mesmo e contribuir para o crescimento da comunidade de editores independentes.
A oficina funciona na sala de casa, refletindo uma prática de edição em pequena escala, sem regras ou ritmos impostos. A malamaña trabalha também com a tradução, apropriação e experimentação de textos e imagens, e publica autores dominicanos de caráter mais experimental.
Instagram: @malama_n_a
A Exemplo Books (2022-) é uma editora com sede em Lisboa, fundada pelos arquitetos Diogo da Graça e Roberto Soares, dedicada à publicação de projetos centrados na investigação em arte, arquitetura e pensamento crítico. A editora propõe uma plataforma onde práticas possam desenvolver-se de forma crítica, interdisciplinar e acessível, aproximando autores, artistas, investigadores e leitores através do livro.
O livro é entendido como uma ferramenta de trabalho e investigação. Mais do que um objeto intocável ou excessivamente precioso, o livro é pensando enquanto objeto despretensioso: um suporte capaz de circular, ser consultado, anotado e integrado nos processos de pensamento e produção de conhecimento.
As publicações da editora resultam de processos de investigação prolongados, frequentemente desenvolvidos em proximidade com arquivos, práticas artísticas, ateliers de arquitectura, coletivos e investigadores independentes.
Instagram: @exemplo.books
A Fluffer Everyday é uma revista que explora o prazer no dia a dia, inspirada por experiências pessoais, fetiches, fantasias e obsessões. Um projeto pessoal do artista visual multidisciplinar grego The Dreamer, a Fluffer Everyday promove a positividade corporal e sexual, ao mesmo tempo que esbate as barreiras entre o que é considerado sexy e “normal”.
Publicada anualmente, cada edição explora um fetiche específico, reunindo histórias íntimas e experiências pessoais de pessoas de todo o mundo. Através de entrevistas, fotografia e experimentação visual, a revista convida os leitores a descobrir novas perspetivas sobre o desejo, o prazer e a expressão sexual. Em 2024, foi lançada a The Fluffer Body como uma série complementar de fanzines, com cada edição dedicada a fetiches, fantasias e obsessões inspirados numa parte do corpo específica. Tanto a Fluffer Everyday como a The Fluffer Body são publicadas em edições limitadas de 1000 cópias numeradas.
Instagram: @fluffereveryday
A Fora de Jogo é a editora da Associação Cultural com o mesmo nome.
Estão focados na publicação de livros que exploram um conjunto de processos sociais, históricos, políticos e culturais situados em diferentes geografias, temporalidades e escalas da realidade.
Interessa-lhe, particularmente, a publicação de investigações nas áreas da história e das ciências sociais, mas também de trabalhos de todos os géneros, da poesia ao romance, da fotografia à dramaturgia, que expandam esse conhecimento
Instagram: @foradejogoac
O Gabinete Paratextual é um coletivo imaginário que entende a edição como um problema criativo e que se dedica a questionar a função de cada um dos intervenientes do processo de produção. Cultiva-se uma relação fluída entre forma e conteúdo e assume-se a edição como um espaço partilhado entre editores, designers, tradutores, escritores, revisores, ilustradores e fotógrafos. Os métodos de produção, acabamento e as tiragens são elementos ativos, pensando a edição como um fenómeno de reescrita e redesenho contínuo. Desde 2017 que o Gabinete Paratextual edita pela mão de Rui Silva em direta colaboração com diversos artistas, uns certamente vivos e outros nem por isso.
Instagram: @gabinete.paratextual
O Gerador é uma organização sem fins lucrativos que trabalha nas áreas das artes, do jornalismo independente e da educação. Através de iniciativas artísticas que procuram chegar a novos públicos, de um órgão de comunicação social centrado nas desigualdades sociais e de programas educativos que promovem o pensamento crítico, procura contribuir para uma sociedade mais crítica, criativa e participativa.
A Revista Gerador, publicada desde 2014, é o lugar onde estes princípios ganham forma impressa. Bilingue, em português e inglês, cada edição é construída em torno de um tema e de uma identidade visual próprios, cruzando artigos jornalísticos, ensaios e contribuições artísticas originais.
As reportagens e investigações demoram meses para serem concluídas e são desenvolvidas por uma equipa multidisciplinar. Entendem o jornalismo como uma prática coletiva, e não como um produto individual.
Instagram: @gerador.eu
A GHOST Editions é uma editora independente fundada em Lisboa em 2011 por Patrícia Almeida e David-Alexandre Guéniot. Desenvolve uma prática editorial centrada na publicação como espaço de experimentação, investigação e pensamento crítico, cruzando artes visuais, fotografia, design e performance. A sua linha editorial privilegia a construção de narrativas visuais e a reflexão sobre os usos, os modos de circulação e as condições de receção das imagens.
Destacam-se títulos como Lisboa Mesma Outra Cidade (2023 e 2025, 2 vol.), sobre as transformações urbanas de Lisboa; Fred (2026), de ska batista, sobre identidade e género; Today, I am just a butterfly sending you a sentence (2020), um ensaio visual experimental sobre protesto político; Ma vie va changer (2020), que articula a memória íntima, a experiência familiar e a história contemporânea; The Candidate (2012), sobre os mecanismos de construção da informação e da representação política; Gente do Vale (2019) sobre os legados do colonialismo português e as formas de construção da memória pós-colonial.
Instagram: @ghost_editions
A Greta Edições é a editora da Greta Livraria e tem como missão dar visibilidade aos movimentos e às lutas feministas através da produção de livros, contribuindo para a divulgação de vozes historicamente marginalizadas e silenciadas. Procura promover o acesso a diferentes perspetivas feministas, tanto através da edição de novas obras como da tradução e publicação, em Portugal, de autoras e pessoas não-binárias.
Instagram: @gretaeditora
«A GUTS!™ é uma revista sobre o universo da restauração, centrada nas vísceras e concebida como um confessionário.» Pelo menos é assim que surge descrita na Internet. Em termos físicos, a GUTS #1 é uma revista a preto e branco, com 72 páginas, editada e impressa de forma independente na Eslovénia.
Reúne textos de 30 cozinheiros, bartenders, empregados de mesa, autores de gastronomia, talhantes e apreciadores de vísceras de todo o mundo. O primeiro número foi apresentado em janeiro de 2026. Não começaram com nenhuma missão em mente, para além de contar histórias divertidas sobre vísceras e restauração. É uma revista sobre restauração e foi construída com a ajuda de quem trabalha neste setor: dos 33 colaboradores, metade continua atualmente a trabalhar na área.
No primeiro número é possível encontrar Millicent Souris a falar sobre comer caranguejo inteiro em Baltimore até Raymond Aquino Macapagal a refletir sobre o papel da bílis na gastronomia ilocana.
Instagram: @guts.mag
A HÉLICE_press funciona como o braço editorial da Hélice, uma associação cultural sem fins lucrativos criada em 2016 por quatro fotógrafos. O principal objetivo foi a criação de espaços de reflexão, ensino, curadoria e criação visual: um atelier aberto e acessível. A marca editorial foi fundada em 2021 para materializar essas pesquisas e experiências em publicações físicas.
Instagram: @helice_press
A HumDrumPress é um projeto que experimenta a edição de publicações como um bem comum. Produz publicações focadas na colaboração, organiza encontros públicos e realiza uma investigação mais ampla sobre a edição em tempos de permacrise, mantendo uma prática editorial expandida e experimental.
Em todos os projetos, trabalham com um modelo de edição baseado nos bens comuns e criado à medida, numa tentativa de rever cada etapa do ciclo editorial tradicional para tornar os nossos processos o mais comunitários, abertos e polifónicos possível. Trabalhamos com métodos como os formatos Open Book, edição coletiva, design colaborativo, diários de bordo e edição em acesso aberto, comprometendo-nos a ativar o conhecimento contido numa publicação muito antes e muito depois de esta ganhar uma forma material.
A HumDrumPress publica cartazes, panfletos, fanzines, livros e muito mais!
Instagram: @humdrum_press
Ideias no Escuro é um arquivo dedicado à preservação e reativação de materiais visuais e sonoros em suporte analógico. Recolhe fotografias vernaculares, filmes domésticos, bobines áudio e outros registos provenientes de mercados de usados, leilões, doações e achados urbanos. Após a sua digitalização, estes materiais tornam‑se base para novos projetos editoriais, cinematográficos e expositivos. Através da editora, publicam livros, zines, séries fotográficas e filmes que exploram novas leituras do arquivo. Trabalha também em colaboração com artistas, investigadores e criadores, promovendo a experimentação e a construção de narrativas a partir de memórias reencontradas.
Instagram: @ideiasnoescuro
Ilhéu é uma revista independente de conversas, arte, escrita e design, publicada e produzida na ilha açoriana de São Miguel. No seu segundo número, parte em busca do Azul Puro, reunindo artistas, escritores e ativistas locais e internacionais, conversas com Leïla Slimani, Arlete da Silva e Blue Azores, e fotografia de reconhecidos fotógrafos como Maria Abranches, Sandra Rocha e Andrea Santolaya. Pelo caminho, o Ilhéu descobre que o azul é talvez a menos pura de todas as cores: uma palavra que atravessa e simboliza alguns dos seus desejos mais inaceitáveis.
Instagram: @ilheumagazine
Um trabalho de autor que conta já com doze anos. Começa no Chile, passa depois pela Argentina e, atualmente, está em Espanha. O seu trabalho baseia-se na criação de livros delirantes e sentimentais, misturando uma pop colorida, um existencialismo ambíguo, texturas, formas e maneiras criativas de inovar. Tudo isto com um olhar político e queer.
Instagram: @lafatbordieu
LatimLove é uma plataforma transfronteiriça dedicada à América Latina que se situa no cruzamento entre investigação, curadoria e práticas artísticas. Ao dissolver fronteiras de linguagem e território, atua como espaço de reflexão sobre identidade, migração e hibridismo cultural. Desde 2025, publica uma revista impressa, anual e bilíngue, que reúne narrativas visuais e textuais, mapeando expressões latino-americanas contemporâneas.
Instagram: @latimlove
A Livraria das Insurgentes é uma livraria feminista interseccional, criada em 2021, que se dedica à divulgação de temáticas e de textos escritos por mulheres, pessoas trans e não binárias estigmatizadas pela sociedade e marginalizadas no mercado editorial hegemónico. Tem como missão amplificar vozes silenciadas, incluindo as de pessoas reclusas e ex-reclusas, consumidoras de substâncias psicoativas, trabalhadoras do sexo, pessoas neurodivergentes, pessoas com deficiência, pessoas racializadas, migrantes e refugiadas.
Propõe-se a valorizar a literatura, a teoria feminista e LGBTQIA+, com ênfase na interseccionalidade, reconhecendo a importância de pensar o feminismo a partir de diferentes dimensões, como a classe social, a etnia, a religião, a nacionalidade, a identidade de género, a orientação sexual, o capacitismo, entre outras.
A Livraria das Insurgentes nasceu na Associação Sirigaita e foi crescendo, passando por outros espaços, como o Quartel do Largo Residência, até chegar à Renovar a Mouraria, a sua casa desde março de 2024.
Instagram: @livrariadasinsurgentes
NOTURNO AZUL é a chancela de autoedição criada por António Jorge Gonçalves, dedicada à publicação de livros concebidos como objetos artísticos singulares. Assente numa abordagem autoral e independente, o projeto privilegia edições de pequena tiragem, numeradas e assinadas, onde o cuidado gráfico e material acompanha a experimentação entre desenho, narrativa e memória. Mais do que um selo editorial, a NOTURNO AZUL afirma-se como um espaço de liberdade criativa, permitindo ao autor — e, mais recentemente, a outros criadores convidados — desenvolver obras que exploram novas relações entre imagem e palavra, valorizando o livro enquanto experiência estética e objeto de proximidade com os leitores.
Instagram: @ajg_desenhador
A Offie Mag é uma publicação impressa independente sobre música independente e cultura underground, sediada em Brighton & Hove mas com leitores por todo o mundo.
Em 2018, pouco depois da impressão da ISSUE ONE (Edição Um) — uma fanzine agrafada em formato A5 —, organizou um evento em Brighton & Hove, contratando DJs e artistas de rap para atuarem ao vivo. A partir daí, os eventos e a revista tornaram-se sinónimos.
Passaram, em 2025, a ser uma publicação trimestral. Além de dar palco a artistas, destaca e contesta problemas da indústria criativa. A ISSUE THIRTEEN (Edição Treze), com a temática NIGHTLIFE (Vida Noturna), analisou a crise que afeta as salas de espetáculos no Reino Unido, enquanto a ISSUE SEVENTEEN (Edição Dezassete), com o tema SPACE (Espaço), criticou os espaços seguros e a palavra “comunidade” enquanto mero chavão.
A OFFIE RADIO segue os mesmos princípios, entregando a plataforma a apresentadores, DJs, artistas e vozes locais.
Instagram: @offlicencemagazine
A Oficina do Cego foi fundada em 2009, em Lisboa, por um coletivo de artistas, docentes e profissionais das artes gráficas. A associação cultural sem fins lucrativos dedica-se à preservação e ao ensino de técnicas tradicionais de impressão, como a tipografia de caracteres móveis, serigrafia e gravura. O seu nome é uma homenagem à antiga tipografia real do século XVII que funcionava no Arco do Cego.
Instagram: @oficinadocego
A Opuntia Books é uma editora independente criada por André Lemos em 2006 focada na edição manual de zines de artista. Apresenta um trajecto singular de resistência ao mercado comercial apresentando edições limitadas de artsitas que de alguma forma se movem nas margens. Sem limites de nacionalidade ou técnica promove também o trabalho de artistas autodidactas, de art brut e singulares criativos.
Conta já com 64 edições.
Instagram: @opuntiabooks
A pink noise press é uma plataforma editorial independente sediada em Londres. O ruído rosa (pink noise) é um som no qual nenhuma frequência individual domina, criando uma relação mais equilibrada entre as frequências e permitindo que as mais silenciosas se tornem percetíveis. De forma semelhante, a pink noise press cria espaço para o subtil e o invisível, não através da amplificação do que já é ruidoso, mas abrindo caminho para o que de outra forma poderia passar despercebido. Cruzando artes visuais, performance, texto e som, encara a edição como um espaço de conversa, reflexão e partilha.
A série editorial inaugural, Invisible Tapestry, é uma publicação artística contínua baseada em entrevistas, apresentando artistas contemporâneos cujas práticas, perspetivas e experiências são frequentemente negligenciadas. Cada edição associa conversas aprofundadas a retratos fotográficos inéditos, havendo um compromisso particular em colaborar com mulheres e fotógrafos queer.
Instagram: @pinknoisepress
A PISCINE magazine é uma revista independente que divulga artistas, galerias e movimentos emergentes e de cariz DIY (faça você mesmo) em Glasgow e por toda a Escócia. Adoram todo o tipo de publicações impressas e, por isso, cada edição tem um formato diferente, criando uma massa amorfa de suportes impressos.
“Para a PISCINE, o papel não é um meio nostálgico em declínio, nem uma oportunidade para uma imitação pirosa. A equipa trata o papel como um meio vivo e colaborativo, que está a crescer e a mudar de forma tanto quanto a própria cultura de Glasgow.” — The Skinny
Instagram: @piscinemag
A Praun & Guermouche é uma editora de pequena escala sediada em Estocolmo, fundada em 2020 pela designer gráfica Sandra Praun e pelo artista Oscar Guermouche, focada em arte, ensaios e livros de artista. Todos os livros são editados, desenhados e produzidos pela própria editora.
Acreditam que a forma como os livros transmitem a arte tem um valor intrínseco e, consequentemente, os livros que produzem refletem e complementam essa mesma arte. Para que as obras se revelem em pleno, precisam de ser traduzidas para a materialidade, a espacialidade e a narratividade do livro. Na sua prática, usam as possibilidades e as limitações do livro encadernado como ponto de partida.
O atelier inclui ainda uma loja, uma biblioteca e um espaço de exposição, onde organizam pequenas exposições e conversas relacionadas com as publicações.
Instagram: @praun_guermouche
Facebook: @praunguermouche
Artista visual e designer gráfica brasileira, a viver entre Lisboa e São Paulo, com uma prática dedicada à publicação impressa como espaço de criação e experiência poética. Investiga as materialidades do livro como potência narrativa. Dobrar, desdobrar, tocar e abrir são gestos que também contam uma história e convocam uma experiência cinestésica de leitura.
Esse gesto atravessa publicações como “Na casa deles”, livro-objeto-homenagem, finalista do Prémio Jabuti em Projeto Gráfico 2021, que convida a dobrar e desdobrar páginas em forma de casas; Travessia (2022), selecionado para os acervos de livros de artista da Biblioteca do MACBA e da Biblioteca de Arte Gulbenkian, e para o programa Minha Biblioteca 2026, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.
Tem participado em feiras dedicadas à edição independente e é idealizadora do reVOAr, ateliê-biblioteca móvel dedicado a livros desobedientes — publicações que desafiam o conceito tradicional de livro. O primeiro kit da iniciativa, “Com quantas dobras se faz um livro?”, convida o público a criar o seu próprio livro desdobrável, ligando a prática autoral à mediação do reVOAr.
Instagram: @pri_ballarin
Instagram: @revoar.atelie.biblioteca
A Pseudo Press é um projeto editorial e uma oficina de encadernação com sede em Berlim, fundada por Lauria Joan. Com um foco no arquivístico, no antigo e no apócrifo, a Pseudo Press tem feito aliterações desde 2020. Produz artesanalmente e publica livros, fanzines e artigos de papelaria que exploram a materialidade e a história da criação e da leitura de livros como algo comunitário, precioso e invulgar.
Instagram: @pseudopress
A La Revuelta da Altaveu Jove é uma revista comunitária criada como um espaço de expressão, criação e pensamento coletivo liderado por jovens. Mais do que um objeto editorial, funciona como uma ferramenta de encontro: um lugar onde diferentes vozes, experiências e perspetivas ganham forma através da escrita, da criação de imagens, do design gráfico e da experimentação. Tudo isto organizado a partir da ideia de economia social e solidária e de uma nova governança popular.
O projeto surge da necessidade de criar espaços onde os jovens possam narrar-se a si próprios através das suas próprias linguagens, afastando-se de representações externas ou simplificadas. Cada edição reúne processos, preocupações e histórias ligadas ao território, à identidade, à cultura e às realidades sociais que moldam a vida dos seus participantes.
Instagram: @altaveu.jove
A Revista Manja (2025) nasceu como sucessora da Inter Magazine (1989), a mais antiga revista de gastronomia em Portugal, construindo uma nova identidade sem negar o seu historial editorial. Publicada trimestralmente, a Manja é uma revista com estilo e sem pressa, que oferece uma visão aberta, curiosa e contemporânea sobre o mundo da gastronomia e da hospitalidade. É sempre em papel, com textos em português e inglês, e fala a partir de Portugal, mas de olhos bem abertos para o mundo.
A Manja bebe dos valores que norteiam todo o universo das Edições do Gosto, a sua editora, tais como a partilha e preservação do conhecimento, a abrangência territorial (do país inteiro, sem exceções), a sustentabilidade com sentido prático, o diálogo entre gerações, a integração, inclusão e igualdade de oportunidades, a expressão artística como forma de intervenção social e o bem-estar psicológico como parte essencial do setor. Mais do que uma revista, a Manja é um espaço de reflexão, inspiração e conexão — entre pessoas, saberes e sabores.
Instagram: @manja_pt
A Rizomasr, fundada em 2021, é um estúdio contemporâneo de impressão e design sediado em Maadi, no Cairo, especializado em impressão risográfica e numa ampla gama de serviços de design. Para além da criação de cartazes, fanzines e brochuras, desenvolve projetos de identidade visual, design editorial e direção criativa, dando forma e expressão a diferentes visões e ideias.
Instagram: @rizomasr
Ao aplicar de forma criativa as políticas culturais de conteúdo, forma e estilo, ao mesmo tempo que as analisa criticamente para fomentar a literacia, as publicações da Set Margins’ dão força às vozes de agendas culturais marginalizadas.
Como estrutura de apoio, plataforma de produção, rede e editora, a Set Margins’ enquadra os impulsos contemporâneos com um foco particular na comunicação, em formas de cooperação e nas políticas envolvidas. Oferece experiências críticas, discurso e diálogo, defendendo as liberdades e construindo uma comunidade crítica.
A Set Margins’ alimenta práticas críticas com um forte compromisso com as vozes das margens.
Instagram: @setmargins
A Sorry Press é uma editora independente sediada em Munique, na Alemanha. O seu catálogo abrange as áreas da literatura, arquitetura, arte e design. Acreditam na beleza do objeto impresso, dos conteúdos e do design.
Instagram: @sorry_press
O SPILLLL é um coletivo criativo de mulheres queer do Leste e Sudeste Asiático (ESEA) que explora como trazer para a mesa uma mistura de herança não-ocidental, feminismo, identidade queer, política alimentar e narrativas comunitárias marginalizadas. Publicam uma série contínua de fanzines em risografia com debates da comunidade do Japão, Coreia do Sul, Tailândia e de todo o Leste e Sudeste Asiático. Os fanzines centram-se na comida que cozinham e nas conversas à mesa relacionadas com as suas vidas enquanto imigrantes mulheres queer ESEA, formando uma solidariedade informal dentro da comunidade. Atualmente, têm publicados os Volumes 1 a 4 desta série de fanzines e estão a trabalhar no Volume 5.
Instagram: @spillll.studio
A Stack procura as melhores revistas independentes e entrega, todos os meses, uma publicação diferente a milhares de leitores em todo o mundo. Os subscritores nunca sabem o que vão receber a seguir, mas sabem que será uma publicação cuidada, inteligente e que, provavelmente, não teriam descoberto de outra forma.
Instagram: @stackmagazines
Youtube: @stackmagazines-video
O Polaris é um estúdio editorial nascido no Japão e sediado entre Tóquio e Londres. Através da edição, investigação e de projetos colaborativos, exploram a “Sabedoria Viva” (Living Wisdom): conhecimentos situados e práticas culturais enraizadas em zonas fronteiriças e locais esquecidos um pouco por todo o mundo.
A Magazine Polaris é uma revista independente bilingue (japonês-inglês) construída em torno do conceito “Living Wisdom”. Através de reportagem, fotografia, entrevistas, ensaios visuais e investigação, reflete sobre culturas e perspetivas locais para lá das narrativas dominantes.
Olham para a edição de publicações não como um fim, mas sim o ponto de partida para exposições, palestras, educação, investigação colaborativa e projetos sociais. Já colaboraram com o Royal College of Art, a Central Saint Martins, a revista The Big Issue e prisões do Reino Unido, bem como com a Musashino Art University no Japão.
A revista é distribuída internacionalmente pela Ra & Olly e está disponível em livrarias independentes e espaços culturais na Ásia, Europa e América do Norte. Apresentaram o seu trabalho na Tokyo Art Book Fair, na Taipei Art Book Fair, na magCulture Fair e na Mag to Mag, bem como em exposições e palestras no Japão, Taiwan, China e Reino Unido.
Instagram: @polaris_magazine
A Sud Sud é uma editora e atelier de design sediado em Lisboa, fundado por João Flecha e Filipa Oliveira. O projeto nasce de um interesse comum pelo design editorial, pelos livros e pelas técnicas de impressão, explorando a publicação enquanto objeto físico, visual e material.
O atelier desenvolve projetos para clientes, artistas e edições de autor, com especial atenção à relação entre conteúdo, formato, papel, impressão e encadernação, bem como à preservação e partilha de saberes técnicos e manuais.
Entre os seus projetos destaca-se a revista A Thousand Words, uma publicação periódica de fotografia onde diferentes autores partilham o mesmo espaço impresso.
Website: sudsud.pt
Instagram: @sudsud.print
O The Summer Hunter é uma plataforma de media independente brasileira fundada em 2013, que atua nas áreas do jornalismo, edição impressa, digital, áudio, eventos e projetos culturais. Ao longo de mais de uma década, construiu uma comunidade envolvida em torno de uma abordagem editorial que combina reportagem, ensaios, fotografia e narrativa visual para explorar a cultura, a criatividade, as viagens, o bem-estar, as cidades e as formas de vida contemporâneas.
A revista impressa é uma das expressões mais importantes deste projeto. Publicada uma vez por ano para assinalar a chegada do verão ao Brasil, representa o compromisso em criar um jornalismo que possa ser lido, guardado, partilhado e revisitado, indo além da velocidade e da fragmentação das plataformas digitais.
A edição mais recente tem 140 páginas e uma tiragem de 3000 exemplares, apresentando-se com três capas diferentes. Produzida com o cuidado e o acabamento de um livro, conta com um relevo especial na capa, papel de alta qualidade, fotografia original, ensaios comissionados, entrevistas e narrativas visuais.
Instagram: @thesummerhunter
A Tipografia do Papeleiro Doido é um coletivo que se dedica sobretudo à impressão e produção de múltiplos. Fazem cartazes, livros de artista e outro material impresso. Utilizam gravura, stencil, tipografia e outros métodos mais ou menos alternativos. Também fazem o seu próprio papel e reutilizam sobras industriais.
Instagram: @papeleirodoido
A Translator é uma nova revista de jornalismo traduzido e de reportagem de todo o mundo, dirigida a pessoas de espírito aberto e curiosas pelas línguas.
A sua equipa principal, sediada em Londres, colabora com editores, tradutores, escritores e editoras de várias partes do mundo para selecionar e traduzir jornalismo e textos de não ficção produzidos fora da esfera anglófona, explorando também o próprio papel da língua na forma como molda o mundo em que vivemos.
A Translator oferece aos seus leitores uma visão mais ampla daquilo que o mundo pensa, diz e escreve, dando espaço às vozes e histórias de jornalistas locais, escritores e outras pessoas.
Instagram: @troublemakersmag
A Troublemakers é uma revista bilingue (inglês/japonês) com sede em Tóquio, dedicada às histórias dos desajustados. Interpretando (erradamente) de forma positiva a palavra “troublemaker” para descrever aqueles que não fecham os olhos aos problemas sociais, assumem o papel de desestabilizadores e partem ao encontro de desajustados para partilhar as histórias das suas vidas e ajudar a amplificar as suas vozes.
Instagram: @troublemakersmag
Fundada em Lisboa em 2002, a Umbigo é uma publicação trimestral de arte e cultura, investida no desenvolvimento e na (re)invenção de práticas de edição, investigação e curadoria. Cada número ilustra uma questão contemporânea, produzindo conhecimento através da arte. A revista inclui artigos, perfis de artistas, ensaios escritos e visuais, uma exposição, projetos artísticos comissionados e secções diversas, que compreendem extensões institucionais, obras de artistas e notas de divulgação expositivas, bem como duas capas e uma contracapa, concebidas por artistas renomados no panorama nacional e internacional.
Hoje, sendo a mais antiga publicação portuguesa dedicada ao setor cultural em circulação, a Umbigo atua como importante dinamizador do ecossistema cultural do país, consolidando-se como uma plataforma online transversal: a Umbigo.space.
Instagram: @umbigo.space
A under the cover é uma livraria pouco convencional sediada em Lisboa, perto do Jardim Gulbenkian e do Museu Calouste Gulbenkian. Oferecem uma ampla seleção de revistas, publicações, livros e obras de arte internacionais, cuidadosamente escolhidos para inspirar o leitor contemporâneo.
As suas publicações abrangem os mais variados temas, da arte, moda, fotografia, gastronomia, viagens, arquitetura, cultura e sociedade ao design, literatura e música. Interessa-lhes a liberdade de expressão e o pensamento provocador.
Instagram: @underthecovershop
Vuyazi é uma revista feminista independente sediada em Lisboa que explora a experimentação artística, as culturas emergentes e questões sociais, procurando oferecer uma plataforma às vozes de Portugal e do mundo lusófono. Publicada em português e inglês, a revista cruza jornalismo, ensaios visuais, moda, pensamento crítico e práticas editoriais contemporâneas, com um foco particular na valorização de jovens talentos criativos em Portugal e na visibilização de comunidades marginalizadas.
Cada edição é construída em torno de um tema central e reúne entrevistas, ensaios, poesia, fotografia, editoriais de moda e ilustrações. A primeira edição, PLATONIC, lançada em março de 2025, explorava a amizade enquanto experiência íntima e política; a segunda, DIVINE, lançada em março de 2026, interroga as novas formas de fé, espiritualidade e crença.
Num contexto dominado pelo digital e pela aceleração constante das imagens e da informação, a Vuyazi escolhe o formato impresso como espaço de pausa, memória e atenção. A revista nasce de uma vontade de criar objetos editoriais duradouros, pensados de forma cuidada e intencional tanto no conteúdo como na direção artística.
Instagram: @vuyazimagazine
A Well Read é uma livraria de arte e design em Lisboa, Portugal. Promovem um ambiente de curiosidade crítica, disponibilizando livros de ficção e não-ficção de mais de 200 editoras independentes de todo o mundo.
Instagram: @areyouwellread
17:00
Auditório
Abertura da feira
Uma feira internacional dedicada à edição independente, que reúne projetos de diferentes países e contextos editoriais. Revistas, livros, zines e outros formatos impressos dão a conhecer diferentes formas de pensar, produzir e fazer circular publicações, criando um espaço de encontro entre práticas, linguagens e geografias.
Até às 21h00.
17:00
Piso 1, junto ao elevador
Abertura da exposição Feito na Oficina
Uma seleção de cartazes e outros objetos impressos que percorre o trabalho desenvolvido pela Oficina do Cego ao longo dos últimos anos. Fundada em 2009, em Lisboa, por um coletivo de artistas, docentes e profissionais das artes gráficas, a associação cultural sem fins lucrativos dedica-se à preservação e ao ensino de técnicas tradicionais de impressão, como a tipografia de caracteres móveis, serigrafia e gravura.
Até às 21h00. Em permanência até 18 de outubro às 18h30.
17:00
Foyer da Biblioteca
Abertura da exposição O design e a produção clandestina, a partir de ARMAS DE PAPEL
Esta seleção de obras, que parte da exposição ARMAS DE PAPEL – A Coleção de Imprensa e Publicações Clandestinas do Arquivo Ephemera (1926-1974), com curadoria de José Pacheco Pereira, centra-se nas formas de produção e no design das publicações clandestinas durante a ditadura portuguesa, frequentemente condicionadas pelos meios disponíveis e pela necessidade de garantir a sua impressão e circulação fora dos circuitos oficiais.
Até às 21h00. Em permanência até 18 de outubro às 18h30.
18:00
Biblioteca
Lançamento Revista Gerador 48
Esta nova edição parte do quotidiano para olhar os gestos, os ritmos e as práticas que organizam o dia-a-dia. Entre jornalismo, ensaios e criação artística, a nova edição interroga formas de habitar, trabalhar, descansar, cuidar e estar com os outros, procurando perceber como as grandes estruturas sociais se revelam também nas experiências discretas e repetidas de todos os dias.
19:00
Biblioteca
Offset Talks: o futuro das publicações independentes
Que futuro existe para as publicações independentes num contexto marcado por custos crescentes, novas formas de circulação e mudanças nos hábitos de leitura? A conversa cruza diferentes perspectivas sobre edição, investigação e prática editorial para pensar modelos possíveis, fragilidades persistentes e novas formas de sustentar uma cultura impressa independente.
Participam Francisco Laranjo, designer gráfico, investigador e editor da Modes of Criticism; Kathleen McCaul, escritora e fundadora da revista bilingue Ilhéu; e Flora Santo, jornalista, diretora criativa e fundadora da Vuyazi Magazine.
A curadoria e moderação são da Under the Cover, livraria independente de Lisboa dedicada a revistas, livros e publicações internacionais, com uma seleção atenta à edição contemporânea, à liberdade de expressão e a projetos editoriais que desafiam formatos e convenções.
22:00
Casa Independente
Copos no bar residente do Print Pause Lisboa
A edição independente também se faz fora de horas. A Casa Independente prolonga o Print Pause Lisboa noite dentro, criando um espaço informal de encontro entre quem publica, quem lê e quem simplesmente quer ficar por perto. Há copos, música e tempo para as ideias circularem.
09:30
Cafetaria
Pequeno almoço
Antes de a feira abrir, começamos o dia com um pequeno-almoço pensado como momento de encontro entre editores e público, para conversar com tempo, conhecer projetos e criar ligações. Café, comida e publicações partilham o mesmo espaço numa manhã sem pressa.
A participação tem um custo de 15 eur. O acesso pode ser comprado aqui.
10:30
Auditório
Abertura da Feira
Uma feira internacional dedicada à edição independente, que reúne projetos de diferentes países e contextos editoriais. Revistas, livros, zines e outros formatos impressos dão a conhecer diferentes formas de pensar, produzir e fazer circular publicações, criando um espaço de encontro entre práticas, linguagens e geografias.
Até às 21h00.
12:00
Piso -1, Sala 1
Lançamento Revista LatimLove 002
Nesta sessão será apresentada a segunda edição da LatimLove, revista impressa dedicada ao pensamento e à arte latino-americanos, editada em Lisboa. Na capa, a rainha do cabaré mexicano, Astrid Hadad, protagoniza um ensaio exclusivo de Manuel Zúñiga. Um encontro para conhecer a nova edição, espreitar os bastidores do processo editorial e celebrar em conjunto.
15:00
Biblioteca - Sala à entrada
Do projeto à publicação: a criação de Soft Spot
Soft Spot, de Michalina Kacperak, nasceu como um projeto fotográfico de longa duração antes de se tornar um livro híbrido, com zines, desenhos e um conto da irmã mais nova da artista. Esta conversa acompanha a passagem de um projeto expositivo para o impresso, procurando discutir o que muda, se perde ou se torna possível quando um corpo de trabalho encontra a sua forma enquanto publicação.
17:00
Biblioteca
Lançamento do livro “A Ligeira Dificuldade de Ser Espanhol & A Fatal Tristeza de Ser Português”
Um livro que olha para os guias de viagem como objetos de construção cultural e política. A partir de publicações sobre Portugal e Espanha entre as décadas de 1930 e 1980, confronta propaganda turística, sátira e estereótipos para perceber como o turismo ajudou a fabricar imagens nacionais que ainda sobrevivem no quotidiano.
Mário Moura é crítico de design, arte e cultura, docente na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto e investigador no i2ADS. Escreve regularmente sobre design e é autor de vários livros, entre os quais Design em Tempos de Crise, O Design Que o Design Não Vê e Páginas Inquietas. Foi editor de revistas e curador de exposições em instituições e eventos como Serralves, a Bienal da Maia e a Porto Design Biennale.
Rui Silva é designer gráfico e docente, com uma prática centrada no livro e na publicação. Colabora regularmente com editoras como a Antígona, a Orfeu Negro e a Dafne e é doutorado com a tese A condição de ser livro: o livro como artefacto e a publicação como prática artística. Em 2018 criou o Gabinete Paratextual, laboratório experimental dedicado à exploração crítica do design através da publicação.
17:00
Piso -1, Sala 1
Composição a frio e política quente: produção gráfica feminista antes da Internet
Antes da Internet, fazer uma revista implicava reunir pessoas, materiais e técnicas num mesmo espaço. A partir da história da produção gráfica feminista, a sessão combina uma apresentação com exercícios de composição manual, letras transferíveis e outras práticas pré-digitais. Uma oportunidade para experimentar os processos materiais e coletivos que moldaram a cultura editorial independente antes da transição para o digital.
18:00
Biblioteca - Sala à entrada
Uma experiência rumo à publicação como bem comum
Que ferramentas, processos e táticas podem tornar a publicação mais acessível e integrada num ecossistema baseado nos comuns? A partir da investigação Expansive Publishing Strategies, a HumDrumPress propõe uma sessão coletiva para mapear e trocar práticas reais, imaginadas ou especulativas. Manifestos, formatos de livro aberto e outras ferramentas servem de ponto de partida para experimentar metodologias editoriais mais sustentáveis e colaborativas.
18:00
Piso -1, Sala 1
Saberes vivos das fronteiras do Japão
A partir de uma investigação realizada em cinco regiões do Japão, a sessão reflete sobre saberes inscritos em culturas locais, práticas quotidianas e narrativas pessoais frequentemente ignoradas pelos discursos dominantes. Entre folclore, culto do lobo e a vida de um mercado de peixe, cruza-se investigação, filme e materiais editoriais para pensar o que diferentes formas de pertença, relação com a natureza e conhecimento podem ensinar no presente.
19:00
Biblioteca
Offset Talks: Pequenas editoras, grandes problemas?
O que significa editar em pequena escala quando os problemas raramente são pequenos? Nesta conversa reflete-se sobre os desafios concretos de manter projetos editoriais independentes: da produção à sustentabilidade, da escolha de formatos à circulação. Uma conversa sobre limites, desvios e possibilidades a partir de práticas que fazem da pequena escala uma posição editorial.
Participam a Dois Dias edições, projeto que trabalha entre arte e literatura e desenvolve os seus próprios modelos de edição desde 2011; e a Pierrot Le Fou, microeditora independente dedicada à fotografia, com uma prática que cruza edição, design e curadoria.
A curadoria e moderação são da Matéria Prima, espaço independente do Porto dedicado à música, à edição e à cultura contemporânea, com uma seleção atenta a publicações, projetos experimentais e propostas de autor que encontram pouco espaço nos circuitos comerciais dominantes.
22:00
Casa Independente
Apresentação do livro Putas à moda do Porto - Ensaio Vadio
Escrito por Raúl Simões Pinto no início deste século, Putas à Moda do Porto – Ensaio Vadio regressa numa nova edição ilustrada por Hugo Oliveira. O projeto nasceu do desejo de revisitar este clássico da literatura portuense através do desenho e de ampliar a experiência da obra original. Autoeditada e independente, a edição reúne dezenas de ilustrações criadas especificamente para acompanhar o texto.
22:30
Casa Independente
Copos no bar residente do Print Pause Lisboa
A edição independente também se faz fora de horas. A Casa Independente prolonga o Print Pause Lisboa noite dentro, criando um espaço informal de encontro entre quem publica, quem lê e quem simplesmente quer ficar por perto. Há copos, música e tempo para as ideias circularem.
09:30
Cafetaria
Pequeno-almoço
Antes de a feira abrir, começamos o dia com um pequeno-almoço pensado como momento de encontro entre editores e público, para conversar com tempo, conhecer projetos e criar ligações. Café, comida e publicações partilham o mesmo espaço numa manhã sem pressa.
A participação tem um custo de 15 eur. O acesso pode ser comprado aqui.
10:30
Auditório
Abertura da Feira
Uma feira internacional dedicada à edição independente, que reúne projetos de diferentes países e contextos editoriais. Revistas, livros, zines e outros formatos impressos dão a conhecer diferentes formas de pensar, produzir e fazer circular publicações, criando um espaço de encontro entre práticas, linguagens e geografias.
Até às 18h30
12:00
Piso -1, Sala 1
Publicações como cartas de amor
Uma publicação pode funcionar como uma carta de amor? A partir da Pseudo Newsletter e de outros projetos enviados por correio, explora-se a mail art, as publicações em formato de carta e a correspondência lenta. Entre invólucros, formatos, limites postais e exemplos concretos, a sessão pensa como o ato de enviar impressos à distância pode criar vínculos, comunidades e relações duradouras com leitores.
15:00
Biblioteca
Apresentação do livro Exocapitalism
O livro Exocapitalism parte da ideia de que o capitalismo não é socialmente construído, não depende do campo social humano e não opera como ideologia. O exocapitalismo é apresentado como um germe algorítmico, um modo de pensamento capaz de habitar tanto a forma humana como uma colónia bacteriana ou o silício.
A conversa parte do mecanismo central do livro. Lift designa a tendência do capitalismo para se afastar dos custos fixos, do solo, da terra e da esfera dos assuntos humanos. Pode ser entendido como uma definição negativa da financeirização, descrevendo um movimento de afastamento em vez de aproximação: uma espécie de aversão, rejeição ou fuga, inscrita no próprio funcionamento algorítmico.
A partir daí, analisa-se como um centro de dados pode gerar capital antes de ser construído e como a promessa da inteligência artificial assenta numa lógica de transição permanente.
17:00
Biblioteca
Offset Talks: Os desafios da distribuição de publicações independentes
Como chegam as publicações independentes aos leitores quando distribuição, escala e sustentabilidade nem sempre jogam a seu favor? A conversa parte de duas experiências internacionais para discutir modelos de circulação, relações entre editoras, lojas e públicos e estratégias que podem ajudar pequenas publicações a atravessar fronteiras.
Bella Robathan é responsável pela loja da magCulture, em Londres, dedicada a revistas independentes. Integra a equipa desde janeiro de 2025, depois de concluir um mestrado em História da Arte no Courtauld Institute. Desde então, organizou conferências em Londres e Nova Iorque, acompanhou pop-ups na Selfridges e na MHL. e coordenou a primeira edição da magCulture Fair, acolhida pela Pentagram. Participou também no podcast The Stack, da Monocle, e no programa Today, da BBC Radio 4.
Steven Watson é fundador da Stack, um clube de revistas independentes que envia todos os meses uma publicação diferente para milhares de leitores em todo o mundo. Os subscritores nunca sabem qual será a próxima revista, mas sabem que receberão uma publicação cuidada, inteligente e que, provavelmente, não encontrariam de outra forma.
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© João Basílio, José Vicente/Goethe-Institut Portugal
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