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Residências Artísticas OASis Lisboa: visita a exposição “Matéria Comum” no Goethe-Institut, em Lisboa

OASis é um projeto europeu que junta autores internacionais com comunidades locais. Promovido pelo Gerador em colaboração com o Goethe-Institut em Lisboa, o OASis Lisboa integra o projeto europeu OASis – Open Art Spaces in Synergy, que pretende criar uma rede de espaços criativos abertos e gratuitos, com o objetivo de reduzir barreiras de entrada no mundo da arte. Envolve 13 espaços interdisciplinares em 10 países, promovendo centros culturais que cruzam práticas locais com intercâmbios internacionais.

O OASis Lisboa quer reforçar a ligação do Goethe-Institut à comunidade local, com enfoque em pessoas com mais de 50 anos.

A exposição “Matéria Comum” pode ser visitada de 7 de outubro até dia 1 de novembro de 2026 no Goethe-Institut em Lisboa.

Obras em exposição

Descobre aqui as obras que resultaram da residência artística do OASis Lisboa 2026

Entre o íntimo e o coletivo, “Imaginários de resistência” propõe olhar para a resistência como algo que se manifesta diariamente nas relações, nas memórias e nas pequenas ações do dia a dia.
Nasce de um exercício de construção comum, com um grupo de pessoas de Arroios e arredores: uma cartografia afetiva onde se pretende transformar memórias em símbolos desenhados, contar histórias das diferentes formas de existir, resistir, cuidar e imaginar.
A obra partilha cada uma das histórias, enquanto fragmentos individuais numa composição coletiva.

Uma intervenção fotográfica site-specific concebida como um díptico visual para as duas principais janelas de vidro do café do Goethe-Institut, em Lisboa. O projeto explora as ideias de transparência arquitetónica, circulação quotidiana e memória do bairro no Campo dos Mártires da Pátria. Através da impressão de imagens em vinil transparente, as janelas transformam-se em filtros permeáveis onde se sobrepõem as variações da luz natural, os reflexos físicos de quem observa e o contexto histórico, convertendo um espaço institucional num ponto de encontro para narrativas da comunidade.

A obra propõe um mural inspirado na vida de bairro, construído a partir da observação atenta do ambiente, dos sons, das pessoas e das pequenas presenças que marcam o quotidiano da vizinhança. Partindo dessa contemplação diária, procura aproximar o que está dentro e fora, criando uma ligação entre pessoas, lugares e natureza. O mural revela gestos, vínculos e detalhes muitas vezes discretos, convidando a demorar o olhar sobre aquilo que existe perto de casa, sobre as relações que aí se constroem e sobre o que ainda está por vir.

Em The Collector Wall, a parede transforma-se num arquivo visual, tátil e participativo, construído em colaboração com a comunidade +50. A obra investiga Lisboa através da memória, da perceção sensorial e dos vestígios materiais que compõem a cidade, reunindo objetos, fragmentos e marcas numa superfície em camadas, onde os elementos são simultaneamente expostos e incorporados. O resultado é uma composição em permanente construção, que revela a cidade como uma estrutura viva de impressões, experiências e identidades.

O projeto desenvolve um mapa subjetivo e comunitário a partir das memórias pessoais de participantes com mais de 50 anos. A obra traduz histórias, vínculos afetivos e memórias urbanas em fragmentos escultóricos criados a partir de texturas recolhidas na cidade. A abordagem artística cruza caminhada, escuta, pesquisa tátil, digitalização 3D e transformação material. Cada participante contribui com um lugar, uma memória e uma superfície. Estes elementos passam a integrar uma estrutura visual coletiva, que reflete a forma como as histórias pessoais são transportadas pela cidade e pelo corpo.

Jardim Arquivo é uma instalação composta por esculturas cerâmicas que transforma o jardim num espaço de contemplação e memória. A partir de um arquivo pessoal de sombras, a obra explora a relação entre lugar, matéria e tempo, inscrevendo na cerâmica vestígios das sombras observadas. Um convite a abrandar e a habitar o espaço ao ritmo das sementes.

Um projeto de criação comunitária desenvolvido com mulheres séniores que vivem nas proximidades do Goethe-Institut, em Lisboa. Ao longo de encontros no jardim da biblioteca, histórias de vida, memórias e saberes transmitidos entre gerações deram origem a um diário coletivo. Arquivos pessoais, dedicatórias, desenhos e pinturas sobre pano-cru recuperam histórias menos visíveis – das mães, avós, madrinhas e outras mulheres que habitam as nossas memórias – numa homenagem construída a várias mãos.

Stitches of Belonging reúne mulheres bangladeshianas, artistas e comunidade local numa criação têxtil colaborativa. Através de puffs bordados à mão, o projeto cruza histórias de pertença e identidade com referências à rickshaw art, ao bordado tradicional Nakshi e a técnicas como o appliqué e o cutwork. A obra celebra a memória, a transmissão de saberes e a reutilização de materiais, transformando o espaço num lugar de encontro, descanso e partilha.

Artistas

Descobre aqui os artistas que participaram na residência artística do OASis Lisboa 2026

Bandim

Stitches of Belonging – Stories Through Textiles

A Bandim é uma cooperativa formada por mulheres migrantes de 21 nacionalidades, que promove inclusão, capacitação e diálogo intercultural através da arte e da cultura. Em Stitches of Belonging, reúne mulheres bangladeshianas, artistas e comunidade local numa criação têxtil colaborativa: puffs bordados à mão, inspirados em técnicas tradicionais do Bangladesh, para criar o espaço num lugar de encontro, descanso e partilha de histórias sobre pertença, conforto e identidade cultural.

Gabriella Kiss

Inner Topographies: The Places We Carry

Gabriella Kiss é uma artista-investigadora húngara que trabalha entre instalação site-specific, arte pública participativa e práticas comunitárias, explorando memória coletiva, vestígios espaciais e narrativas locais. Em Inner Topographies: The Places We Carry, convida participantes com mais de 50 anos a mapear Lisboa através de memórias, caminhadas e impressões materiais, criando uma instalação que transforma a cidade numa paisagem emocional partilhada.

Jaqueline Arashida

De fora para dentro

Jaqueline Arashida é uma artista visual luso-brasileira cuja prática cruza culturas, memórias e paisagens, explorando muralismo, acrílico, linogravura, tecidos e poesia. Em Bons encontros, propõe um mural inspirado na vida de bairro, criado a partir da observação sonora e visual da vizinhança. A obra procura aproximar pessoas e lugares, revelando os vínculos, gestos e pequenas presenças que constroem a relação quotidiana com aquilo que habita perto de casa.

Mariana Espadaneira

Jardim Arquivo

Mariana Espadaneira vive e trabalha em Lisboa, cruzando desenho, pintura, instalação, cerâmica e escrita numa investigação sobre gesto, repetição, tempo, corpo e natureza. Licenciada em Pintura e mestranda em Desenho pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, apresenta Jardim arquivo, um conjunto de esculturas cerâmicas que transforma o jardim num lugar de contemplação, onde sombras, memórias e vestígios se inscrevem na matéria.

María Gloria Nieto Montero

Páginas de Luz

María Gloria Nieto Montero é artista, fotógrafa e designer gráfica, com percurso internacional entre Canadá, Peru e Portugal e experiência em fotojornalismo e projetos participativos. Em Páginas de Luz / Pages of Light, transforma as janelas do café do Goethe-Institut Lisboa em superfícies translúcidas, a partir de um processo colaborativo com a comunidade +50, cruzando cianotipia, colagem digital e memória coletiva do Campo dos Mártires da Pátria.

Nuno Trigueiros

Imaginários de Resistência

Nuno Trigueiros é um artista multidisciplinar da Linha de Sintra, cuja prática atravessa pintura, colagem, fotomontagem, serigrafia e desenho, aproximando artes urbanas e artes plásticas. Em Desenhar símbolos de Resistência, propõe um projeto participativo que entrelaça pintura e bordado a partir da memória. A obra reúne histórias, gestos e símbolos partilhados para celebrar formas de resistência presentes no quotidiano.

Sandra Imaz

The Collector Wall

Sandra Imaz é arquiteta e designer multidisciplinar, nascida em Bilbao e radicada em Lisboa desde 2018, com trabalho entre arquitetura, design gráfico, cerâmica e curadoria. Em The Collector, Echoes of the True Lisbon, desenvolve um arquivo visual e participativo com a comunidade +50, investigando Lisboa através da memória, da perceção sensorial e dos vestígios materiais que revelam a cidade como estrutura viva de impressões e identidades.

Tanque

PANO-CRU

A Tanque é uma associação cultural sediada em Lisboa, dedicada a projetos de arte comunitária que valorizam lugares e habitantes através da prática artística. Em PANO CRU, desenvolvido com o Centro Social Laura Alves, o jardim torna-se espaço de conversa e criação sobre o que significa ser mulher. A partir de mesas redondas e oficinas de expressão plástica, bordado e costura dão forma a uma instalação coletiva feita de retalhos pintados e bordados.

Agenda

O OASis Lisboa é um projeto participativo e comunitário. Descobre aqui as iniciativas de que podes fazer parte

outubro

7

19:00

Goethe-Institut em Lisboa

Inauguração exposição Matéria Comum

Uma comunidade constrói-se com tempo, através da escuta, da troca, das memórias partilhadas e da possibilidade de fazer em conjunto.

Ao longo dos últimos meses, o OASis Lisboa aproximou artistas, coletivos e pessoas da comunidade local, sobretudo com mais de 50 anos, transformando o Goethe-Institut em Lisboa num espaço de encontro e criação.

Bordar, caminhar, fotografar, conversar, observar e recordar tornaram-se formas de transformar experiências pessoais em matéria comum. As obras reunidas nesta exposição nascem desses encontros e partem de diferentes memórias e questões para pensar as relações que estabelecemos uns com os outros e com os lugares que habitamos. Histórias, saberes, gestos e vestígios circulam entre gerações e culturas, dando forma àquilo que pode ser construído em conjunto.

Obras de Bandim, Gabriella Kiss, Jaqueline Arashida, Mariana Espadaneira, María Gloria Nieto Montero, Nuno Trigueiros, Sandra Imaz e Tanque.

A exposição pode ser visitada de 7 de outubro a 1 de novembro 2026. A entrada é livre.

setembro

23

10:00

Goethe-Institut em Lisboa

Workshop de cianotipia: o nosso bairro em azul

María Gloria Nieto Montero

Um workshop experimental para descobrir a cianotipia, uma antiga técnica fotográfica que utiliza a luz do sol para criar imagens num característico tom de azul. A partir de plantas, fotografias do bairro e pequenos textos, explora-se como a luz solar pode transformar esses fragmentos em imagens únicas.

Este momento integra a construção da obra artística Páginas de Luz, da autoria de María Gloria Nieto Montero, projeto que irá transformar as janelas do café do Goethe-Institut Lisboa em superfícies translúcidas, a partir de um processo colaborativo com a comunidade +50, cruzando cianotipia, colagem digital e memória coletiva do Campo dos Mártires da Pátria.

PT
EN

setembro

15-18

18:30

Goethe-Institut em Lisboa

Que lugares de Lisboa guardam a tua história?

Gabriella Kiss

A artista-investigadora húngara Gabriella Kiss convida pessoas com 50 ou mais anos a participar na construção de uma cartografia afetiva da cidade de Lisboa, a partir das suas memórias e experiências pessoais. Ao longo de caminhadas e conversas, os participantes irão identificar lugares, superfícies e elementos urbanos com significado nas suas vidas, registando-os através de gravações áudio, digitalização 3D e impressões em plasticina.

Os materiais recolhidos serão depois reunidos numa instalação escultórica no Goethe-Institut em Lisboa, transformando memórias individuais e vestígios urbanos numa paisagem emocional partilhada. A atividade integra a obra Inner Topographies: The Places We Carry, projeto de Gabriella Kiss que cruza instalação site-specific, arte pública participativa e práticas comunitárias para refletir sobre memória coletiva, vestígios espaciais e narrativas locais.

Os encontros abertos com a artista acontecem nos dias 15, 16, 17 e 18 de setembro pelas 18h30, no Goethe-Institut em Lisboa.

PT
EN

julho

16-27

15:00

Goethe-Institut em Lisboa

Oficinas Gestos de Memória

Nuno Trigueiros

Um projeto artístico participativo que entrelaça pintura, bordado e memória. A partir de histórias, gestos e símbolos partilhados, a obra que o artista irá criar para o OASis Lisboa, “Desenhar símbolos de Resistência”, celebra as formas de resistência que habitam o quotidiano e transforma experiências pessoais numa criação coletiva.

As oficinas criativas participativas, abertas a todas as pessos interessadas, cruzam pintura, bordado e memória e decorrem nos dias 16, 17, 20 e 27 de julho às 15h.

Nuno Trigueiros é um artista multidisciplinar da Linha de Sintra, cuja prática atravessa pintura, colagem, fotomontagem, serigrafia e desenho, aproximando artes urbanas e artes plásticas.

PT

julho

18

10:30

Jardim do Goethe-Institut em Lisboa

Desenhar as sombras

Mariana Espadaneira

No jardim do Goethe-Institut, cada participante é convidado a criar um pequeno livro de sombras. A atividade começa com uma introdução à fanzine e segue com exercícios de desenho a partir de sombras próprias e projetadas, transformando o jardim num lugar de observação e criação.

Mariana Espadaneira vive e trabalha em Lisboa, cruzando desenho, pintura, instalação, cerâmica e escrita numa investigação sobre gesto, repetição, tempo, corpo e natureza. É licenciada em Pintura e mestranda em Desenho pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. Na obra “Jardim arquivo”, para o OASis Lisboa, irá criar um conjunto de esculturas cerâmicas, transformando o jardim num lugar de contemplação, onde sombras, memórias e vestígios se inscrevem na matéria.

PT

julho

24

17:00

Goethe-Institut em Lisboa

Stitches of Belonging

Bandim

A Cooperativa Bandim irá apresentar um conjunto de peças têxteis criadas a partir do encontro e das histórias de mulheres da comunidade bangladeshiana em Portugal, abordando temas como pertença, conforto e identidade cultural. Neste encontro, vais poder partilhar as tuas próprias histórias e contribuir para a criação de um bordado coletivo.

A Bandim é uma cooperativa formada por mulheres migrantes de 21 nacionalidades, que promove inclusão, capacitação e diálogo intercultural através da arte e da cultura. Em Stitches of Belonging, reúne mulheres bangladeshianas, artistas e comunidade local numa criação têxtil colaborativa.

PT
EN

julho

27

10:00

Jardim da Biblioteca do Goethe-Institut em Lisboa

Mesa redonda: o que é ser mulher?

Tanque

A associação cultural Tanque propõe uma mesa-redonda aberta a partir de uma pergunta íntima e coletiva: o que significa ser mulher? Cada participante é convidada a partilhar uma reflexão e a transformá-la numa imagem ou palavra criada em pano cru.

A Tanque, sediada em Lisboa, dedica-se a projetos de arte comunitária que valorizam lugares e habitantes através da prática artística. Na obra que estão a criar para o OASis Lisboa, “PANO CRU”, vão a partir de mesas redondas e oficinas de expressão plástica, bordado e costura dar forma a uma instalação coletiva feita de retalhos pintados e bordados.

PT

julho

27

18:30

Goethe-Institut em Lisboa

Cartas do Bairro

Jacqueline Arashida

Um encontro criativo de observação, escuta e partilha sobre o bairro em redor do Goethe-Institut em Lisboa. A partir de palavras, imagens, sons, cores, sabores, nomes e memórias recolhidas em grupo, a artista Jacqueline Arashida irá criar com os participantes um protótipo do projeto Cartas do Bairro, explorando o que queremos cuidar, preservar e imaginar coletivamente.

Jaqueline Arashida é uma artista visual luso-brasileira cuja prática cruza culturas, memórias e paisagens, explorando muralismo, acrílico, linogravura, tecidos e poesia. Na obra que está a criar para o OASis Lisboa, “Bons encontros”, propõe um mural inspirado na vida de bairro, criado a partir da observação sonora e visual da vizinhança. A obra procura aproximar pessoas e lugares, revelando os vínculos, gestos e pequenas presenças que constroem a relação quotidiana com aquilo que habita perto de casa.

PT

Três momentos importantes do programa

As pessoas selecionadas vão percorrer estes três passos

1.

Trabalho inicial de concepção e produção

Após a seleção dos projetos, os autores terão um período de tempo para completarem a concepção e iniciarem a produção das suas propostas. Ao longo deste período existirão reuniões regulares de acompanhamento com o Gerador.

2.

Residência Artística

A residência, com duração de 5 dias úteis, serve para finalizar os projetos em desenvolvimento. As atividades na residência artística devem contemplar interação com a comunidade local e culminam na apresentação de um output a partilhar na Mostra Percurso Artístico.

3.

Mostra Artística

De 7 de outubro a 1 de novembro de 2026 as obras desenvolvidas serão apresentadas numa mostra em conjunto com outras cinco obras realizadas por artistas locais, nos vários espaços do Goethe-Institut em Lisboa.

As informações importantes

Descobre aqui o que não podes deixar escapar

Datas importantes

 

• Candidaturas: 10 de abril a 24 de maio de 2026

• Notificação dos candidatos pré-selecionados: até 5 de junho de 2026; entrevistas digitais até 26 de junho de 2026

• Anúncio dos vencedores: 30 de junho de 2026

• Residência artística: 5 dias úteis compreendidos entre 31 de agosto a 25 de setembro de 2026.

• Mostra Artística: 7 de outubro a 1 de novembro de 2026

Regulamento

Clica no botão abaixo para leres em detalhe o regulamento que orienta todo o programa.

PT
EN

Formulário de candidaturas

As candidaturas encerraram no dia 24 de maio de 2026 às 20:00, GMT.

O projeto OASis é composto por uma rede de 14 parceiros oficiais e inúmeras organizações associadas. Sabe mais aqui.

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