Apoia o Gerador na construção de uma sociedade mais criativa, crítica e participativa. Descobre aqui como.

A Revista Gerador é uma publicação bilingue construída em torno de um tema e de uma identidade visual, reunindo artigos jornalísticos, ensaios e contribuições artísticas originais. Não existem edições iguais: cada uma persegue um assunto que acreditamos ser relevante para a sociedade e é uma experimentação criativa diferente. A revista está disponível numa edição bilingue, em português e inglês, em exclusivo para os nossos subscritores anuais. Conhece o estatuto editorial do Gerador, aqui.

A última edição, a nº 47, reflete sobre o enfraquecimento da ideia de coletivo e sobre a forma como o individualismo fragiliza aquilo que é comum.

Última Edição

Revista Gerador 47 - Recuperar o coletivo

Um cheirinho sobre o que podes encontrar nesta edição

Do isolamento como sintoma ao coletivo como infraestrutura é uma reportagem da jornalista Amina Bawa que analisa o isolamento contemporâneo como resultado de um projeto político, económico e cultural que fragiliza vínculos sociais e transforma problemas estruturais em falhas individuais. A partir de dados e entrevistas entre Portugal, Brasil e Estados Unidos da América, o texto contrapõe o individualismo como ideal de sucesso às práticas coletivas do Sul Global, das periferias, das diásporas negras e das comunidades imigrantes.

E se o público não tivesse de pertencer ao Estado para ser verdadeiramente comum? Neste ensaio, o filósofo e investigador francês Pierre Dardot questiona a forma como pensamos os serviços públicos, os territórios e as instituições, propondo que se faça do comum não uma margem da sociedade, mas uma força capaz de reconfigurar o Estado, a democracia e a forma como habitamos o mundo em conjunto.

E se o céu noturno, o mais antigo bem comum da humanidade, estivesse a ser privatizado diante dos nossos olhos? A partir da história da Operation Moonwatch e da expansão contemporânea de satélites como a Starlink, este texto do coletivo alemão Froh! propõe uma reflexão sobre a forma como deixámos de olhar para o céu em conjunto para passarmos a vê-lo mediado por infraestruturas tecnológicas, militares e empresariais.

Podem as imagens esquecidas ser uma forma de reconstruir o comum? A obra visual do arquivo Ideias no Escuro parte de imagens vernaculares para mapear vestígios de vida coletiva. Entre cenas domésticas, festas de bairro, protestos anónimos e rotinas partilhadas, emerge uma memória comum que desafia a privatização do cuidado, da pertença e da imaginação política.

Num mundo saturado pela lógica individual e pelo controlo digital, “reprogram_existence=”colectiv” imagina a possibilidade de uma nova programação da vida em comum. A obra visual de Constança Viegas Martins cruza espaço público, comunidade e tecnologia para pensar uma utopia onde o coletivo deixa de ser uma abstração e se torna uma forma de reorganização política, afetiva e social entre o virtual e o real.

Carrinho de compras1
Revista Gerador 16
-
+
Subtotal
3,00 
Total
6,90 
Continuar na loja
1