Nos próximos dias 12 e 13 de março, às 19h00 e às 16h00, respetivamente, a Black Box do CCB recebe APOCALYPSO, uma performance que pretende levantar os véus invisíveis do mundo colonial e trazer as margens para o centro. Em palco, os corpos Queer racializados assumem o lugar central e propõem novas leituras.
Pensada por Luara Raio e co-criada com a bailarina e coreógrafa brasileira Acauã El Bandide Pereira, APOCALYPSO desafia os conceitos normativos e binários de género feminino-masculino, questionando os dogmas coloniais.
A palavra apocalipse vem do grego APO – tirar, e KALUMA – véu, significando literalmente DESVELAR. DES-VER. VELAR. Pensamos APOCALYPSO como uma possibilidade de retirar véus que cobrem construções invisíveis do mundo colonial enquanto uma maneira de destruí-lo. Essa destruição surge em uma encruzilhada sensitiva que ativa o corpo como lugar cartográfico de atravessamento, onde performatividade, espiritualidade, ficção e feitiço se cruzam e turvam seus limites.
“Apocalipse” passa a “APOCALYPSO” tendo como inspiração o nome da banda brasileira Banda Calypso, que serve de elemento catalisador nesta performance através das músicas que acrescentam camadas à performance pensada por Luara Raio.
A cenografia é da artista performer e cenógrafa Anat Bosak e a iluminação foi pensada pela performer e iluminadora, Luisa Labatte. O processo criativo que junta todas as pessoas por detrás do espetáculo teve início em dezembro de 2021 no ICI-CCN – Centro Coreográfico Internacional de Montpellier no contexto do Master exerce e, desde então, a performance tem vindo a ser apresentada em diversos lugares.
No dia 13, haverá uma conversa depois do espetáculo com Rui Horta e Pedro Barreiro. A performance integra o ciclo Gaivotas ↔ Belém, sobre o qual podes saber mais aqui.