O novo espaço recupera a ideia dos chás dançantes que a histórica sala recebia nos primeiros anos de atividade do edifício, estreado em 1941. A reabertura será ao som da banda TT Syndicate e do DJ Xico Ferrão (coletivo Sete Magníficos), marcando o início de uma série de concertos aos domingos, sempre às 18h – dia e hora com pouca movimentação cultural no Porto.
Entre junho e dezembro, o Novo Ático tem apresentações confirmadas de nomes nacionais e internacionais. As próximas semanas prometem os Mão Morta na versão Redux, um retorno ao formato original da banda, em trio, com Adolfo Luxúria Canibal, Miguel Pedro e António Rafael; a brasileira Dora Morelenbaum, e a dupla Três Tigres Tristes, de Ana Deus e Alexandra Santos. Elisa Rodrigues, A Garota Não, Cassete Pirata e JP Simões são alguns dos outros artistas e grupos que vão animar a sala durante o ano.
A atualização da programação, segundo o comunicado enviado à imprensa, manteve o ecletismo que “faz parte do ADN” do local. O salão que recebia óperas, ballets e espetáculos de variedades, viu a arquitetura ser adaptada para “responder às exigências atuais” de uma sala de eventos, sem perder os elementos marcantes do estilo art déco, lê-se ainda em nota.
Na esperança de voltar a ser referência da cultura do Porto, o Novo Ático convida a comunidade a redescobrir o espaço numa festa de abertura no próximo domingo, 5 de junho, às 18h. A entrada é gratuita, mas limitada à lotação do local (300 pessoas).
Para as sessões dos fins de semana seguintes (programação completa, aqui), os bilhetes custam entre os 8 € e os 15 €, à venda nos locais habituais, em ticketline.pt e na bilheteira do Coliseu Porto Ageas.