A paisagem é para sempre. É este o título da exposição que arranca esta terça-feira, dia 6 de setembro, no Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, que conta com obras de Ai Weiwei, Niek Te Wierik e Sara Leme. A entrada é livre.
“Na longa duração da história, as pedras constituem um poderoso reservatório de eventos decorridos no tempo geológico e na lenta configuração da paisagem. É nesse lugar frágil, entre eternidade e sensibilidade, que se cruzam os trabalhos dos três artistas aqui expostos”, explicam os responsáveis, numa nota publicada no site do centro que acolherá a mostra.
Com curadoria de José Alberto Ferreira, esta exposição conta com trabalhos de três artistas. No caso Ai Weiwei, este, avançam os responsáveis, “encontrou na magnífica pedra mármore de origem afegã a evocação do disco de jade dos rituais cerimoniais da antiga China". "Aqui, o reflexo do céu ecoa nos veios de cores vibrantes, dos quais é memória e profundidade”, é salientado na referida nota.
Já Niek Te Wierik contribui para esta mostra com uma pintura. “A pedra é cor em forma de dólmen, e é sombra em forma de luz. Nas suas telas cruzam-se o horizonte milenar da pedra com a efemeridade das sombras dos olivais do Alentejo”, afirma o Centro de Arte e Cultura.
Já Sara Leme fez um trabalho com memória da história (pandémica) recente, isto é, na obra presente nesta exposição, “sobre uma tela, feita com máscaras cirúrgicas justapostas, projetam-se imagens de montado alentejano num plano quase sem movimento, com a ligeireza do vento animando a folhagem, como quem ensaia suspender o curso do tempo”.
A exposição A paisagem é para sempre faz parte da programação do 8º Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia, que decorre em Évora, e é de entrada livre.
O Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida visa, segundo o próprio, promover as ações artísticas e culturais, “orientado pelo compromisso social e por práticas sustentáveis”. Aposta, assim, numa programação multidisciplinar, formativa e inclusiva, concretizada através de exposições. Isto com um foco especial na arte contemporânea, bem como “na organização de projetos performativos e de programas pedagógicos orientados para a sensibilização e motivação dos diferentes públicos.”