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O ciclo “Teatro nas Aldeias” regressa a Mesão Frio

Nos dias 21 e 28 de outubro, os atores da companhia Filandorra, de Vila Real, vão até às freguesias de Cidadelhe e Vila Marim, respetivamente, apresentar duas comédias. Em entrevista ao Gerador, o presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio, Paulo Silva, destaca a importância de descentralizar a cultura, através deste tipo de iniciativas. Os espetáculos começam por volta das 21h30 e a entrada é livre.

Texto de Débora Cruz

Atuação da companhia Filandorra na última edição do ciclo “Teatro nas Aldeias”, em 2022, na freguesia de Barqueiros. Fotografia cortesia do Município de Mesão Frio.

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No dia 21 de outubro, o edifício da Junta de Freguesia de Cidadelhe vai ser o palco dos atores da companhia Filandorra, que vão dar vida à peça Pranto de Maria Parda, de Gil Vicente. Para além do público da casa, os habitantes da freguesia de Oliveira vão ter acesso a transportes cedidos pelo Município de Mesão Frio para que possam deslocar-se e assistir ao espetáculo. No dia 28 de outubro é a vez do Salão Paroquial de Vila Marim receber a apresentação da comédia Diabos e Diabritos num Saco de Mafarricos, baseado em contos de tradição oral adaptados para teatro pelo transmontano Alexandre Parafita. 

Este é o segundo ano que as freguesias rurais do concelho recebem o ciclo “Teatro nas Aldeias”. Em entrevista ao Gerador, via e-mail, o presidente da Câmara Municipal (CM) de Mesão Frio, Paulo Silva, assevera que transferir a oferta cultural da vila para as aldeias, com o envolvimento das Juntas de Freguesia e das associações locais, afigura-se uma necessidade. Através da descentralização, é possível “afirmar perante as populações com mais dificuldade de acesso à cultura que não estão esquecidas, que não estão ao abandono e que contam e fazem parte de uma comunidade que abrange todas as pessoas e todos os recantos do concelho”, declara o presidente.

Quanto às peças escolhidas, Paulo Silva explica que, a partir do portfólio disponibilizado pela companhia Filandorra, é feita uma análise das características das peças, dos autores envolvidos e das particularidades dos espaços de atuação. O presidente da CM de Mesão Frio atesta que são privilegiadas comédias e autores transmontanos e/ou durienses, sem esquecer os grandes autores clássicos portugueses. “O que pretendemos é, em conjunto e interação com a Filandorra, criar uma programação coerente, diversificada e atrativa”, salienta, “quer para quem vê só um espetáculo por ano, quer para quem assiste à generalidade das apresentações propostas.”

O dia 14 de outubro marcou a abertura desta edição do ciclo “Teatro nas Aldeias”. A Casa do Povo de Barqueiros recebeu a peça A Vindimadeira Portuguesa…e outros contos Nordestinos, do autor transmontano Pires Cabral, e Paulo Silva destaca que aadesão e reação das pessoas tem sido muito positiva. “As salas estão sempre completamente cheias e a interação com os atores é muito inspiradora: sente-se muita alegria tanto no público como no corpo de artistas”, confessa.

Com esta edição da iniciativa, Paulo Silva espera efeitos positivos para todos os envolvidos, desde o público, até aos autores dos textos representados eos atores e atrizes da companhia Filandorra. “Queremos que todos projetem a sua autoestima em novos desafios, novas exigências e novas cooperações que ajudem a CM de Mesão Frio a multiplicar este tipo de eventos culturais um pouco por todo o território”, salienta.

Para consultares mais informações, podes clicar, aqui.

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