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Literacia mediática digital além da sala de aula 

Na terceira e última parte da sua série de artigos sobre a IA e a literacia digital, Seden Anlar e Maria Luís Fernandes focam-se na educação informal. Estas iniciativas fora do sistema escolar visam atingir públicos mais vastos e fornecer ferramentas práticas e acessíveis para navegar as complexidades do mundo digital. “Garantir que os jovens estão equipados para navegar a desinformação e para interagirem de forma crítica com os conteúdos não é apenas uma prioridade educativa, mas também política.”

Texto de Redação

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Publicado inicialmente a 20 de dezembro de 2024 em rekto:verso.

Por Seden Anlar e Maria Luís Fernandes. Tradução de Rita Azevedo | Voxeurop

A inteligência artificial (IA) transformou a forma como a informação é criada, partilhada e consumida, criando oportunidades e desafios no mundo digital. Ferramentas como o ChatGPT facilitaram a produção de conteúdos, mas também aceleraram a disseminação da desinformação. Os “deepfakes” gerados por IA e os conteúdos multimédia manipulados já influenciaram eleições e influenciaram a opinião pública, suscitando preocupações quanto ao impacto crescente da desinformação. Os esforços das plataformas de redes sociais e das organizações noticiosas para mitigar estes riscos — como a identificação de conteúdo gerado por IA e o incentivo à verificação de factos pela comunidade — têm tido um sucesso limitado. Para os jovens, em particular, o grande volume de conteúdos digitais torna cada vez mais difícil distinguir os factos da ficção. Estudos revelam que as pessoas com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos são especialmente vulneráveis a acreditar e partilhar informações falsas, baseando-se frequentemente na intuição e não na avaliação crítica.

Como descrevemos no primeiro artigo desta série, em resposta a estas questões, a União Europeia lançou iniciativas como o Plano de Ação para a Educação Digital e as Orientações em matéria de Literacia Mediática para ajudar os indivíduos a navegar no atual panorama mediático. No entanto, a implementação destas políticas varia significativamente entre os Estados-Membros. Uma análise mais aprofundada da Bélgica e de Portugal, com as suas diferentes abordagens à literacia mediática digital nas escolas, oferece informações valiosas sobre a forma como os países estão a enfrentar os desafios colocados pelos conteúdos orientados para a IA. No segundo artigo, analisámos documentos e relatórios sobre políticas, revimos iniciativas existentes e realizámos entrevistas com professores, alunos e membros da sociedade civil em ambos os países para compreender melhor estes esforços.

Ensino superior

Enquanto as escolas do ensino primário, básico e secundário continuam a debater-se com os desafios da integração da IA e da literacia mediática nos seus programas, as instituições de ensino superior na Bélgica e em Portugal estão a dar passos notáveis no sentido da educação para a IA.

Por exemplo, na Bélgica, a Vrije Universiteit Brussel (VUB) estabeleceu um precedente nacional ao lançar o primeiro programa de licenciatura académica em inteligência artificial do país em 2022. A este marco seguiu-se a criação de programas de mestrado avançados, como o mestrado interdisciplinar em IA da KU Leuven e as iniciativas de investigação em matéria de IA da Universidade de Ghent. Estes programas centram-se sobretudo nas aplicações práticas da IA, visando a inovação em domínios que vão desde os cuidados de saúde à robótica e à sustentabilidade.

As universidades portuguesas também alargaram as suas ofertas. O ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa oferece uma licenciatura em Tecnologias Digitais e Inteligência Artificial, enquanto a Universidade do Porto oferece uma licenciatura em Inteligência Artificial e Ciência de Dados. Além disso, a Universidade de Coimbra oferece um programa de mestrado que se debruça sobre tecnologias de IA de ponta, incluindo aprendizagem automática e processamento de linguagem natural.

Apesar destes desenvolvimentos no ensino superior, a tónica destes programas continua a ser, em grande medida, colocada nos aspetos técnicos, em vez de na literacia mediática digital, na IA e no combate à desinformação.

Para além da sala de aula

À medida que aumentam as preocupações face à desinformação e à necessidade do crescimento da literacia mediática digital, várias iniciativas de educação informal em toda a Europa estão a intervir para colmatar as lacunas da educação formal. Estas iniciativas centram-se em oportunidades de aprendizagem fora das salas de aula tradicionais, envolvendo os jovens através de workshops, programas online e atividades interativas. Ao alargarem a educação para a literacia mediática digital para além dos limites do ensino formal, pretendem atingir públicos mais vastos e fornecer ferramentas práticas e acessíveis para navegar nas complexidades do mundo digital.

Por exemplo, a Semana Europeia da Programação de 2024, um evento online realizado em outubro de 2024, envolveu mais de 4 milhões de participantes em toda a Europa. Proporcionou aos jovens a oportunidade de participar em exercícios de programação, aprender princípios básicos de informática e explorar a literacia em IA. Ao promover a criatividade e a resolução de problemas, o programa teve como objetivo ajudar os participantes a compreender melhor as ferramentas digitais que moldam as suas vidas e equipá-los para usar a tecnologia de forma responsável.

Em Portugal, uma iniciativa denominada “Data Defenders” usa os jogos de vídeo como meio de ensino da literacia mediática. Ao gamificar temas complexos como o enviesamento algorítmico e a ética dos dados, esta iniciativa torna os conceitos abstratos relacionáveis e envolventes para o público mais jovem. O programa Experience AI, desenvolvido pela Raspberry Pi Foundation em colaboração com o TUMO Portugal, representa outra iniciativa informal. Financiada pela Google.org, esta iniciativa pretende formar mais de 2000 jovens em literacia de IA até 2025. O programa inclui materiais culturalmente relevantes, formação de professores e envolvimento dos pais. No entanto, o envolvimento de grandes empresas tecnológicas como a Google no ensino da IA levanta questões importantes. Num mundo em que empresas como a Google controlam e armazenam quantidades de informação significativas e em que as conversas sobre a sociedade e a política têm cada vez mais lugar nas suas plataformas, será que podemos confiar nelas para promover a reflexão crítica sobre as tecnologias com que lucram? As iniciativas financiadas por empresas com interesses instalados na cena digital podem moldar os programas de forma a evitar o escrutínio das suas práticas, o que torna essencial uma supervisão independente e perspetivas diversas para garantir que o ensino da IA se mantém equilibrado e objetivo.

Jornalistas na linha da frente da verdade

Embora alguns destes programas formais e informais possam desempenhar um papel importante para ajudar os jovens a navegar criticamente na cena digital, há um ator-chave no terreno que é frequentemente ignorado nos debates sobre o reforço da literacia mediática: o jornalista. Graças à capacidade de verificar fontes, identificar imparcialidades e fornecer contexto, os jornalistas encontram-se numa posição única para colmatar lacunas críticas na educação para os media e contribuir significativamente para melhorar a literacia mediática digital.

Por exemplo, iniciativas como o Lie Detectors, uma organização sem fins lucrativos orientada por jornalistas de toda a Europa cujo objetivo é ajudar adolescentes, pré-adolescentes e professores a distinguir factos de notícias falsas e a compreender o jornalismo ético, faz a ponte entre as escolas e os profissionais dos meios de comunicação social, permitindo que os jornalistas realizem workshops que ensinam os alunos a verificar as fontes, a avaliar a credibilidade e a reconhecer a parcialidade. Estas parcerias não só capacitam os alunos, como também apoiam os professores na integração de conceitos de literacia mediática nas suas salas de aula.

Falámos com Juliane von Reppert-Bismarck, Diretora Executiva do Lie Detectors, que explicou: “Os jornalistas estão muito bem colocados para transmitir estas competências aos jovens e aos professores. Enquanto os professores não estiverem totalmente equipados para integrar a literacia mediática nas salas de aula, a participação de especialistas externos, como jornalistas e bibliotecários — que avaliam diariamente a verdade e os factos - continuará a ser uma parte necessária da solução”.

A literacia digital começa em casa

Quando se trata de melhorar a literacia em IA para além da sala de aula, outras figuras-chave podem ser encontradas ainda mais perto de casa: os pais. Um inquérito de 2018 mostrou que os jovens desenvolvem frequentemente os seus hábitos e competências digitais observando os membros da família. Por conseguinte, o envolvimento ativo dos pais — através da visualização conjunta de meios de comunicação, da discussão de conteúdos online ou do estabelecimento de hábitos saudáveis no que respeita a tempo de ecrã — pode reforçar significativamente o pensamento crítico e a autorregulação na esfera digital.

No entanto, esta investigação revelou que muitos pais não se sentem preparados para este papel, não sabendo como equilibrar a utilização construtiva da tecnologia com as preocupações relativas ao tempo de ecrã e à segurança online. O estudo revelou que os pais com menos familiaridade com a tecnologia tendem a impor limites mais rigorosos, receando efeitos negativos como a redução da concentração ou o isolamento social. Em contrapartida, os pais com literacia digital sentem-se mais à vontade para apoiar a utilização da tecnologia pelos seus filhos e, muitas vezes, interagem diretamente com eles.

Para ajudar os pais a desenvolverem o seu papel de mentores digitais, as escolas podem desempenhar um papel de apoio. Axel Baeyens, um professor belga do ensino primário no Sint-Lievenscollege Wereldwijs, que dá aulas a alunos dos 10 aos 12 anos em disciplinas como matemática, línguas, ciências, artes e religião, deu uma ideia de como as escolas podem apoiar a literacia digital dos pais. “É uma zona um pouco cinzenta”, admitiu, “porque, essencialmente, quando se entra nessa área, parece que se está a dizer aos pais como devem ser pais, e alguns podem interpretar isso dessa forma. Mas escolas como a nossa tentam colmatar esta lacuna empregando assistentes sociais que ajudam os pais que não estão familiarizados com o sistema escolar, a língua ou as ferramentas digitais”.

Axel descreveu um programa em que pais com poucas competências digitais participaram em quatro ou cinco aulas. “Começámos do zero, mostrando-lhes como os filhos usam as plataformas escolares, como seguir a rota do autocarro escolar online, reservar um filme ou mesmo navegar no Google Maps”, explicou. “Também temos uma introdução ao nosso sistema escolar todos os anos e, no quinto e sexto anos, temos sessões em que os pais e os alunos definem em conjunto os limites diários de tempo de ecrã — algo que até anotamos no diário escolar.”

No entanto, reconheceu a variabilidade das abordagens parentais: “Alguns pais são contra as redes sociais e outros não se importam de todo, dando aos filhos tempo de ecrã ilimitado. Vemos os efeitos: os alunos chegam à escola exaustos porque ficaram acordados toda a noite a ver vídeos”.

Literacia de base para a era digital

Os defensores da sociedade civil argumentam que a literacia mediática digital deve ser tratada como uma competência essencial, integrada nos sistemas educativos a todos os níveis. Juliane, do Lie Detectors, sublinhou esta visão: “O que realmente defendemos é que a literacia mediática — a literacia mediática digital crítica — deve ser reconhecida como uma literacia essencial, a par de competências básicas como ler, escrever e contar. Quando é reconhecida como uma literacia fundamental, tudo o resto se segue. Passa a fazer parte de todos os programas, da formação de professores e de todas as cadeiras disciplinares”.

Juliane enquadra com humor o objetivo final do Lie Detectors como sendo o de se tornarem obsoletos: um futuro em que a literacia mediática esteja perfeitamente integrada na educação, eliminando a necessidade de organizações externas. No entanto, reconhece que esta visão levará tempo. Até lá, os especialistas externos continuarão a ser indispensáveis para ajudar as escolas a desenvolverem capacidades e a adaptarem-se aos desafios em evolução.

Em termos do âmbito da educação para a literacia mediática digital, embora alguns sugiram que o ensino de princípios básicos de questionamento crítico possa ser suficiente, os especialistas advertem contra a simplificação excessiva de um panorama mediático complexo e dinâmico. É por esta razão que Safa Ghnaim, Diretora associada do programa e responsável pelo projeto Data Detox Kit na Tactical Tech, manifestou ceticismo em relação a soluções únicas: “Sempre que alguém oferece uma solução simples para um problema complexo, fico desconfiada. Os problemas complexos não têm soluções simples”.

A Tactical Tech, uma organização internacional sem fins lucrativos que se dedica a ajudar os indivíduos e as comunidades a navegar pelos impactos sociais da tecnologia digital, sublinha a importância de abordagens diferenciadas. Helderyse Rendall, Coordenadora sénior do projeto da Tactical Tech centrado nos jovens, What The Future Wants, partilha o mesmo sentimento. A literacia mediática digital abrange áreas interligadas — segurança, pensamento crítico, criação de conteúdos — e está ligada às nossas vidas de formas cada vez mais complexas”, afirmou, sublinhando a necessidade de quadros que equilibrem clareza e adaptabilidade.

Navegar pelos riscos

Existe também a preocupação de que a educação para a literacia mediática digital, se não for cuidadosamente implementada, possa inadvertidamente tornar os jovens demasiado céticos ou paranoicos, levando-os a desconfiar de fontes credíveis e até a cair em teorias da conspiração. Este risco é particularmente significativo — e algo irónico — dado o papel da desinformação no fomento das teorias da conspiração, que contribuíram para uma polarização e radicalização significativas durante a pandemia. Por conseguinte, é fundamental encontrar o equilíbrio certo: ensinar os jovens a questionar a informação de forma crítica, sem fomentar um cinismo excessivo que comprometa a confiança em fontes credíveis.

Safa, da Tactical Tech, sugere que nos foquemos no que torna uma fonte credível, como a adesão a normas como as da International Fact-Checking Network. Observa ainda: “Se pudermos dar às pessoas um sítio em que sintam que podem confiar e explicar porque é que é credível, é menos provável que caiam na desconfiança ou em conspirações”.

Helderyse, da Tactical Tech, salienta o valor dos espaços de aprendizagem entre pares, onde os indivíduos podem discutir e desafiar as suas perspetivas. A exposição Everywhere, All the Time da Tactical Tech exemplifica esta abordagem, convidando os jovens a explorar os impactos sociais da IA e a participar em debates que incentivam a reflexão e o diálogo. Os espaços de diálogo empurram as pessoas para um meio-termo”, explica Helderyse. Ajudam a combater o preconceito de confirmação e as reações extremas, que são frequentemente sinais de desinformação.

Para além da proteção

Outra dinâmica que parece ser um ponto de preocupação para os peritos é a infantilização dos jovens. A literacia mediática para os jovens é muitas vezes enquadrada como uma medida de proteção, centrada em protegê-los de danos. Embora a salvaguarda seja fundamental, Helderyse argumenta que esta abordagem pode cair no paternalismo. “Os jovens são nativos digitais”, afirmou. “São partes interessadas e contribuidores que merecem ter uma palavra a dizer na conversa sobre tecnologia”.

O modelo de cocriação da Tactical Tech desafia este tipo de paternalismo, envolvendo os jovens como participantes ativos na conceção de ferramentas e debates educativos. Ao envolvê-los diretamente, o modelo respeita as suas opiniões, ao mesmo tempo que os dota de competências essenciais para navegar e moldar a paisagem digital. Os jovens não são apenas recetores de tecnologia, são contribuidores”, acrescentou Helderyse. “Ao posicioná-los como parceiros, damos-lhes a possibilidade de se apropriarem do seu futuro digital”.

O custo da inação

No entanto, não fazer nada em relação à literacia em IA representa a maior ameaça. No que diz respeito às consequências da inação, os estudos mais recentes mostram que não abordar a literacia mediática pode ter consequências globais significativas. O inquérito sobre a perceção dos riscos globais classifica a desinformação entre as dez principais ameaças globais. Segundo o relatório Global Risks de 2024, as ferramentas de IA acessíveis alimentaram um aumento de conteúdos falsificados, desde “deepfakes” a páginas Web falsificadas, minando a confiança do público.

Além disso, uma investigação do Centre for Emerging Technology and Security (CETaS) (Centro para as Tecnologias Emergentes e a Segurança, CETaS) do Alan Turing Institute salienta os perigos da desinformação baseada na IA. Embora as recentes eleições na Europa e no Reino Unido não tenham registado grandes perturbações, estão a aumentar as preocupações com as campanhas de difamação direcionadas e a confusão dos eleitores causada por conteúdos gerados por IA. As mulheres que exercem cargos políticos, em particular, enfrentam ataques desproporcionados, o que sublinha a necessidade de estratégias proativas para contrariar estas tendências.

Os riscos são particularmente elevados à medida que os jovens — os futuros eleitores — estão cada vez mais imersos em espaços digitais. Garantir que estão equipados para navegar a desinformação e para interagirem de forma crítica com os conteúdos não é apenas uma prioridade educativa, mas também política, salvaguardando o processo democrático para as gerações futuras.

De olhos postos no futuro

O futuro dos media e da educação em matéria de literacia mediática na Europa deverá evoluir ainda mais, com uma ênfase crescente em dotar os indivíduos de competências digitais críticas.

O Lie Detectors prevê esforços mais coordenados em toda a Europa. “Espero que haja muito mais iniciativas que abranjam toda a Europa. Mais financiamento também, e alguns avanços realmente importantes na análise do impacto, para que a Europa possa criar normas que aqueles que implementam e concebem os programas possam ter como objetivo e integrar no seu trabalho diário na educação”.

O incentivo à apropriação nacional também desempenhará um papel crucial. Juliane explicou: “As instituições europeias estão a incentivar cada vez mais os Estados-Membros a apropriarem-se deste esforço — para que seja algo de que cada país se possa orgulhar no âmbito das suas próprias estruturas educativas”.

No futuro, o desafio consiste em garantir que estes planos se traduzam em mudanças práticas e com impacto. Com o apoio de educadores, decisores políticos e organizações externas, a Europa tem potencial para desenvolver abordagens mais coesas e adaptáveis aos media e à literacia mediática digital, reconhecendo simultaneamente as diferentes necessidades dos seus Estados-Membros. À medida que estes esforços forem ganhando forma, espera-se que se crie uma geração mais bem equipada para se envolver de forma crítica num mundo cada vez mais digital.


Este é o terceiro artigo de uma série de três partes que o Gerador publica no âmbito do Come Together Fellowship Program, um programa de formação para jovens jornalistas. O texto foi escrito sob a orientação de rekto:verso.

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