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Pedro Jerónimo: “Se não existirem meios locais, que informação as pessoas terão [sobre as suas regiões]?”

Entrevista ao investigador da UBI especialista em jornalismo regional

Texto de Sofia Craveiro

Fotografia cedida por Pedro Jerónimo

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Investigador no LabCom – Laboratório de Comunicação da Universidade da Beira Interior (UBI), Pedro Jerónimo tem, desde 2019, participado e coordenado projetos como Re/mediaLab (2018-2022) e MediaTrust.Lab (2021-2025), que estudam a realidade do jornalismo local e regional em Portugal.

A sua investigação tem contribuído para mapear e compreender a fragilidade da imprensa local e regional, nomeadamente no que respeita aos desertos noticiosos. O mais recente relatório “Desertos de Notícias Europa 2025: Relatório de Portugal”, que assina juntamente com Giovanni Ramos, Luísa Torre e Inês Salvador, identificou um dado alarmante: cerca de 54% dos concelhos portugueses estão num nível elevado de risco: ou já são desertos, ou são semi-desertos, ou estão ameaçados, dependendo de um único meio local para garantir informação regular e verificada. O estudo também revelou que pela primeira vez os meios digitais ultrapassaram os impressos, sinalizando uma transformação no ecossistema mediático. 

Jornais e rádios regionais lutam por resistir neste cenário de mudança. Perante as fragilidades económicas e um modelo de negócio obsoleto, fica em evidência a falta de regulação e de políticas que protejam o jornalismo local. “O problema maior é a concorrência desleal”, diz Pedro Jerónimo.

Em relação ao conceito de desertos de notícias. Para quem não está familiarizado, porque razão ele é relevante no contexto português?

Este conceito é da Penelope Muse Abernathy, autora norte-americana que o propôs. De uma forma geral tem sido seguido, embora também já haja quem, de certa forma, com o crescimento da investigação sobre esta área, também teça as suas críticas, o que é importante, o termos diferentes olhares sobre aquilo que está a ser estudado. Do ponto de vista conceptual estamos a falar de territórios, ou comunidades dentro dos territórios, que não são alimentadas com informação regular e verificada, o que permite (ou não) que haja cidadãos informados, já que essa é a missão do jornalismo: dar informação regular e verificada às pessoas para que as ajude a tomar decisões sobre a sua vida, enquanto cidadãos, contribuintes, eleitores. 

Quando isso não existe, haverá outras coisas, outros processos comunicativos. Eles existem, às vezes por iniciativa dos cidadãos ou não…Mas lá está, o foco é ter a informação regular, verificada que alimente as comunidades, os territórios.

No LabCom, o Laboratório de Comunicação da UBI, têm vindo a monitorizar este fenómeno desde 2022. Qual tem sido a evolução, desde essa altura? O cenário tem vindo a piorar, certo?

É assim, 2022 e 2025 foi quando fizemos o mapeamento. Nós fazemos sempre uma ressalva: é preciso algum cuidado ao olhar para os dados, porque houve aqui ligeiras alterações metodológicas, que depois influenciam o resultado, mas de uma forma geral, aquilo que nós verificamos de 2022 para 2025 mantém-se mais ou menos estável. Não temos alterações significativas. 

Quando falo do ponto de vista metodológico, é que em 2022 olhámos sempre para os 308 concelhos de Portugal Continental e ilhas, mas depois fizemos um “zoom out” ao território, digamos assim, e olhámos para os distritos.

Em 2025, olhámos para as NUTS III, ou seja, para as regiões, procurando também seguir a linha do primeiro mapeamento na Europa no âmbito de um projeto que foi financiado. Nós concorremos, não ganhámos, mas colaborámos com quem o desenvolveu, nomeadamente facultando dados e esclarecendo sobre a realidade de Portugal. E eles usaram essa lógica das NUTS III. Qual é a grande alteração, de 2022 para 2025? É que pela primeira vez, os meios digitais ultrapassaram os impressos, os meios tradicionais. É a grande mudança. 

Nós estamos a fazer outros estudos, mais de caso, porque nós mantemos a mesma opinião desde 2022: só indo efetivamente aos locais é que saberemos a dimensão do problema.

Estamos a sinalizar que há aqui X concelhos em Portugal, no caso, cerca de 54%, que estão num alto nível de risco, ou são um deserto ou são semi desertos. Não têm uma publicação regular ou estão ameaçados, o que quer dizer que só têm um meio [de comunicação social local]. Se esse meio desaparece, eles tornam-se deserto. Há aqui um nível, mais de cinquenta por cento dos concelhos mas, se nós não formos aos locais, não saberemos a dimensão do problema.

E isso é importante para completar a vossa análise. 

Importa ir a um concelho que está sinalizado como deserto de notícias, que aparentemente não é alimentado por notícias locais regulares sobre aquele mesmo concelho mas isso pode estar a acontecer por via de meios que existam em concelhos vizinhos, que fazem uma cobertura daquele concelho. Só indo lá é que nós sabemos, mas o contrário também importa saber. Importa ir aos concelhos que aparentemente estão bem atendidos de meios de comunicação social e perceber se eles estão a cumprir a sua missão. Designadamente há aqui um caso muito particular, um subsetor dos media regionais que nos dá muito trabalho, que são as rádios locais.

Porquê?

Encontramos situações de rádios que não cumprem a lei. Não têm [pelo menos] um jornalista como a lei determina, não têm os três blocos noticiosos que a lei determina. Às vezes temos pessoas que leem comunicados de imprensa…É informação local, sim, mas é trabalhada jornalisticamente? Não. Ou seja, ir até esse nível implicaria fazer um estudo, ir ao local e também fazer uma análise de conteúdo que as rádios, os jornais e os meios nativos digitais de natureza jornalística publicam, para perceber a real dimensão da questão. Isso de certa forma, nós temos procurado fazer de uma forma muito pontual.

Dou-te um exemplo: há um artigo, que curiosamente até está a ter alguma repercussão, que foi um estudo que fizemos em Manteigas, em 2022, quando era um deserto de notícias. Fomos lá e fizemos três focus groups com jovens, com adultos e com idosos. Nós já tínhamos algumas hipóteses [acerca] do que poderíamos encontrar. Algumas pessoas informavam-se por meios de vizinhança, sinalizavam o Notícias de Covilhã, Jornal do Fundão, Notícias de Gouveia, O Interior, ou seja, estamos a falar de [jornais de] concelhos vizinhos. Também houve pessoas que mencionaram as redes sociais. 

Percebemos ainda que quanto mais pequeno é o território, quanto menos população tem, mais preponderância - parece-nos, porque isso foi muito notório - tem o contacto pessoal daqueles lugares, naquele território. Os chamados pontos de encontro e aquelas pessoas que são… não os influencers, mas são os líderes de opinião. São pessoas nas quais a comunidade, de certa forma, deposita confiança. Pontos de encontro como o mini-mercado, o café, o talho, a junta de freguesia, [onde se fala com] o presidente da junta, o padre, por exemplo, que são elementos que as pessoas vão ao encontro quando querem saber alguma coisa. A questão do contacto pessoal, essa transmissão oral [de informação] é preponderante nos meios pequenos, mas depois tens as outras realidades. Redes sociais também, meios que existem na vizinhança também.

Conseguem de alguma maneira avaliar se a ausência de meios influencia a participação eleitoral?

Houve um outro estudo que nós fizemos entretanto, para perceber se porventura, em concelhos sinalizados como desertos de notícias, se as taxas de abstenção em contextos eleitorais são maiores. Penso que foi em 2023. No fundo, se não existem meios, as pessoas têm menos formas de se informar sobre os contextos eleitorais. Isto poderá ser mais gravoso no ambiente de eleições autárquicas, não tanto no de eleições de âmbito nacional ou as europeias, porque temos a televisão que é um meio em Portugal com muita preponderância, até mais que a internet. Posso aqui fazer um parênteses depois para falar-te um pouco sobre esta questão, que é estrutural e importa às vezes sinalizar: pensamos muito no digital, mas atenção que nem todas as zonas do país têm cobertura de internet. Em alguns pontos a internet é fraca e isso determina muita coisa. 

Mas o que é que usámos [neste estudo]? Usámos eleições, num comparativo Portugal-Brasil com as últimas eleições, que à época tinham sido legislativas em Portugal e presidenciais no Brasil. Lá o voto é obrigatório, cá não é. Nós não encontrámos uma correlação [com a abstenção] ou seja, não conseguimos validar esta hipótese, de que as pessoas que residem em concelhos onde não há órgãos de comunicação social, votam menos. Não encontrámos, logo não podemos afirmar isso. Foi uma hipótese que colocámos, mas o estudo acabou por nos levantar um outro conjunto de perguntas. Partimos com uma, saímos do estudo com outras. É um estudo que queremos replicar, agora com dados das autárquicas para perceber, porque uma coisa é estares a falar de eleições legislativas, ou agora as presidenciais, ou as europeias, que têm, sobretudo, uma grande cobertura jornalística por parte dos meios designados nacionais, e tu através de uma RTP, de um canal de televisão, ou mesmo rádio do ambiente nacional, ou jornal, tu consegues chegar até essa informação. Mas quando se trata de eleições autárquicas, se tirares Lisboa e Porto, o resto é paisagem. Se não existirem meios locais a fazer uma cobertura, um acompanhamento, que informação é que as pessoas terão sobre [aquelas regiões]? 

Até porque essa informação fica reduzida àquilo que depois é veiculado pelas próprias autarquias, não é? 

Pelas campanhas, sim. Será sempre uma comunicação de uma parte interessada, das estruturas de comunicação das candidaturas, dos partidos políticos, dos movimentos, o que seja. Dou-te um exemplo, um bom exemplo aqui deste território [onde resido] para te assinalar o quão relevante é a existência de meios locais em contextos como este. O exemplo da Rádio Cova da Beira [RCB], que promoveu o debate, não só das candidaturas às Câmaras Municipais da Covilhã e do Fundão, como também das juntas de freguesia ou uniões de freguesia. Foi uma maratona. Eu falei, já muito tempo depois, com o [jornalista da RCB] Nuno Miguel, e ele estava a dizer que precisava de férias. Foi uma maratona. Eu votei [na vila de] Tortosendo, que é onde eu resido, e a forma que eu tive para me informar sobre as seis candidaturas que existiam lá, foi através daquilo que foi partilhado pelas próprias candidaturas, mas, de uma forma mais distanciada, do ponto de vista jornalístico, do escrutínio [foi através da rádio]. Percebeu-se que a Rádio Cova da Beira tinha aquilo bem preparado, pois não começou assim uma pergunta geral. Começou com uma pergunta já muito direcionada a partir de coisas recentes, ou seja, houve um acompanhamento, um trabalho jornalístico prévio e houve a moderação daquele debate, que de outra maneira eu não teria conseguido chegar. E agora falo enquanto cidadão, enquanto votante: eu tive a oportunidade, graças ao trabalho que a RCB fez, de poder ouvir um debate com todas as candidaturas que concorreram à freguesia de Tortosendo.

Nesse sentido, em termos de desertos de notícias e de territórios ameaçados, é possível avaliar se há maior ou menor preponderância de rádios, por exemplo?

Sim, nós separámos não só do ponto de vista territorial, como do ponto de vista de tipologias de meio: imprensa, rádio, digital, televisão, que é uma coisa muito residual. A preponderância é maior, dentro dos meios tradicionais, é a imprensa, mas agora tens o predomínio do digital. Aumentou muito o registo de meios exclusivamente digitais. Tens os impressos, as rádios também, mas há cada vez mais meios digitais.

Tenho ouvido alguns colegas jornalistas [de meios locais] queixarem-se do surgimento de “órgãos de comunicação” que disseminam desinformação ou, quando não é desinformação, basicamente republicam conteúdos de órgãos regulados. Fazem copy/paste muitas das vezes, sem citar a fonte, portanto fazem plágio. Não existe, aparentemente, uma vigilância ativa da ERC ou de outras entidades. Ou seja, estes meios continuam a proliferar, lucram com a publicidade, porque acabam por ter muitos seguidores nas redes sociais ou muitas visitas nos sites, mas não produzem nada. É possível relacionar este fenómeno com a questão dos desertos de notícias? 

Nós não monitorizamos [no âmbito de nenhum estudo], mas posso dizer-te que, se há sítio em Portugal que mais sabe sobre os meios regionais, são as pessoas aqui do LabCom. Portanto, eu posso dizer, designadamente desde 2019, que foi quando eu vim para cá, com projeto com projeto Re/media.Lab e depois o MediaTrust.Lab, tanto num como noutro, nós fizemos focus groups com os jornalistas que trabalham em meios regionais e com o público, e nós sempre ouvimos os dois lados sobre os mesmos assuntos. Posso te dizer que, nestes quase sete anos, esse é o problema maior. Tem vindo a crescer e cada vez mais se ouvem relatos de jornalistas sobre essa realidade. No ambiente digital, tu tens uma diluição de fronteiras e têm, de facto, surgido [esses problemas]. Há diferentes tipologias. Tens coisas de natureza jornalística, tens outras coisas que se assumem como de âmbito jornalístico e até estão registradas na ERC, mas cometem uma sequência de violações, as quais algumas tu já enumeraste, e tens outras coisas que nem sequer estão debaixo do radar da ERC, mas que aparentam ser de âmbito noticioso. A importância da literacia midiática e digital para os cidadãos [é imensa], porque num ambiente digital, para muitos dos cidadãos, é tudo a mesma coisa. O problema maior está aí, é a concorrência desleal. Vão buscar publicidade e num contexto, isso é fragmentar, do ponto de vista de modelo de negócio, uma coisa já muito fragmentada que é publicidade. São migalhas, mas as poucas migalhas poderiam ir para um órgão de natureza jornalística, vão para outro. [...] Esse é um problema crescente e eu sei que os meios, os jornalistas têm reportado isso para a entidade reguladora. 

Eu próprio já alertei presidentes [da ERC], mas é um bocado aquela coisa de ter que registar, pois está debaixo do radar. Mas será que a entidade reguladora consegue? Aquilo que eu tenho assistido da atividade da entidade reguladora, é que tirando os meios de âmbito nacional, que têm mais impacto, têm mais visibilidade, como é o caso da televisão, ela funciona muito à base da denúncia, da reação, no sentido, em que alguém tem de reportar para ela intervir. Não [existe essa postura] de estar permanentemente no watch, do radar. Isso não acontece. É muito na base da reação. [...]

Já há algum tempo que eu acho que poderia existir aqui uma concertação entre diferentes entidades: a entidade reguladora, instituições de ensino superior. Se tu olhares para o mapa de Portugal, tens em quase todos os distritos um politécnico, uma universidade com curso de comunicação, com jornalismo.Tens unidades de investigação, mas sobretudo, há universidades e politécnicos. Será que não poderia haver aqui uma lógica de trabalho em rede? 

Mas isso iria requerer sempre mais regulação e outra estrutura [legislativa]. Vejamos as autarquias, que gastam milhares, em alguns casos milhões de euros em autopromoção, em canais próprios, em equipamentos para registar ações de propaganda, para registar a atividade do executivo, mas depois não existe qualquer apoio público aos meios de comunicação que estão inseridos nesses concelhos, por exemplo. Essa é uma queixa que eu também já ouvi [de colegas jornalistas]: um pequeno meio regional, que já luta para resistir e para sobreviver, não tem meios nem sequer para modernizar os seus equipamentos, como é que vai competir depois com as grandes equipas de filmagem das câmaras municipais, que se dedicam a fazer a cobertura dos eventos do ponto de vista propagandístico? Não conseguem igualar a qualidade dos conteúdos e isso depois também é um problema, certo?

Tens aí duas coisas. Uma: na verdade os meios podem [modernizar-se], só que é complicado. Há apoios públicos para isso. Qual é que é o problema? As instituições, as empresas têm que andar com o dinheiro à frente e estamos a falar de estruturas muito pequenas que não têm essa possibilidade. Nota que eu falo com conhecimento de causa, não só por estudar, mas faço parte da Comissão de Acompanhamento de Incentivos do Estado à Comunicação Social, na CCDR do Centro. Portanto, eu tenho conhecimento por dentro disso. Há estruturas, mas para submeter uma candidatura têm de ser os jornalistas por carolice a fazê-lo, e depois esbarram em exclusões por questões que não conseguem cumprir. Esse é um aspeto. Eles até podem lá chegar, mas para lá chegar é complicado para muitas das estruturas. 
Outra coisa, na verdade, remete-me mais uma vez para 2019, num outro focus group que fizemos aqui [na UBI], e eu recordo-me do jornalista Paulo Ribeiro me dizer que as Câmaras Municipais têm mais jornalistas que muitas redações. Eu tenho ouvido esta queixa a repetir-se: um jornalista envia perguntas para o assessor do presidente da Câmara e, em vez de receber as respostas, publica as respostas nas redes sociais para toda a gente. Ou seja, pega naquele assunto ou naqueles assuntos sobre os quais o jornalista queria trabalhar e publica-os, nos canais institucionais e assim toda a gente tem acesso. Eu sei que a Associação Nacional de Imprensa Regional, recentemente, num evento que realizou, é um dos aspectos que ela sublinhou muito. Nós próprios também referimos isso quando foi o lançamento da última edição do [estudo sobre] Desertos de Notícias, em Setembro. Sim, eu acho que este aspeto precisa de ser regulado, porque  estamos, claramente, num desequilíbrio brutal. A questão é que eu tenho muitas dúvidas que haja vontade política para fazer isso, porque…pensando numa perspectiva de partidos políticos, então vão legislar no sentido de regular a comunicação autárquica, porque temos X câmaras - independentemente do partido - em benefício de uma cobertura independente, distanciada, que escrutina? Não. É bem mais "giro", é muito mais interessante ter meios [recursos], como dizias e bem, que as redações não têm e ter uma capacidade de publicação na redes sociais e com conteúdo de qualidade, que os outros [meios] não conseguem ter. Claro que do ponto de vista da receção é muito mais atrativo e consegue, se calhar, chegar a mais pessoas.

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