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Renovação urbana ou gentrificação? Seine-Saint-Denis, na área metropolitana de Paris

Encostado a Paris, o departamento mais pobre e mais jovem da França metropolitana concentra as ilegalidades e os paradoxos que caracterizam as “banlieues”. Novos planos urbanísticos e grandes obras estão a mudar o rosto das cidades e de quem nelas vive, como em Aubervilliers.

Texto de Francesca Barca | Tradução de Inês Ferreira/Voxeurop

Fotografia de Callum Parker via Unsplash

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A banlieue é "uma aldeia onde todos se conhecem, onde há delinquentes, mentirosos, pessoas simpáticas e pessoas más. Onde há histórias que se transmitem, desgraças e alegrias, mas é uma aldeia", diz-me Rachid Laïreche, jornalista do Libération, à mesa de um bistrot do 13.º arrondissement de Paris. Natural de Montreuil, município de Seine-Saint-Denis, a leste de Paris, é o autor, juntamente com Ramses Kefi, de Le Retour du roi Jibril. Les contes de la cité (L’Iconoclaste, 2025), um livro que tem precisamente as banlieues como pano de fundo. "Uma aldeia", acrescenta, "onde há mais pobres do que em qualquer outro lugar".

A palavra "banlieue" evoca uma imagem, em França e noutros lugares, densa e carregada. Densa de estereótipos, carregada de questões: pobreza, desemprego, criminalidade, história colonial e pós-colonial. São regiões "marginais", à margem dos dados – há demasiado, não o suficiente –, à margem geográfica, muitas vezes de grandes centros (neste caso, Paris), à margem também da política – das dinâmicas de poder e das decisões.

Estes territórios concentram, apesar da proximidade do "centro", grandes desigualdades: económicas, sociais e ambientais, e uma cultura que é própria do território e da sua história.

Em França, muitas destas contradições concentram-se em Seine-Saint-Denis, também conhecida como "Neuf-trois"  (Nove-três), 93 é o número que identifica o departamento (uma divisão administrativa). Parte da região de Île-de-France, ou seja, Paris, é o departamento mais pobre da França metropolitana: aqui vivem 1,7 milhões de pessoas, das quais 27,6% vivem abaixo do limiar da pobreza (face a uma média nacional de 15,4%, em crescimento).

"O facto de se tratar de bairros precários e pobres diz muito. Diz também que existem dinâmicas sociais muito fortes. Dinâmicas de subsistência, de laços entre os habitantes, que são muito importantes": quem o diz é Héléna Berkaoui, jornalista, editora-chefe do Bondy Blog, jornal online criado na sequência dos motins das banlieues de 2005. Estas eclodiram após a morte de dois adolescentes, Zyed Benna e Bouna Traoré, enquanto se escondiam por medo (e apenas por medo) de uma operação policial em Clichy-sous-Bois, também em Seine-Saint-Denis. O Bondy Blog trabalha para colmatar o vazio na representação dos bairros populares, não só na forma como são retratados, mas também na forma como a informação é produzida e, sobretudo, por quem.

Seine-Saint-Denis é o departamento mais jovem da França metropolitana (42% dos residentes têm menos de 30 anos) e, como refere o Le Monde, falta tudo no departamento: há menos professores, menos polícias, menos magistrados, menos médicos (49,8 médicos de família por 100 mil habitantes contra uma média nacional de 83,5).

E depois há a questão ecológica: "Neste departamento da Île-de-France, que conta com cinco fábricas classificadas Seveso, já existem inúmeras incineradoras, centros de dados, auto-estradas e infraestruturas poluentes. E os habitantes – dois terços dos quais são imigrantes de primeira e segunda geração, muitas vezes pós-coloniais – estão entre os mais expostos à poluição do solo, ao calor tórrido, à falta de espaços verdes e à precariedade energética”, refere a revista Socialter.

Mas é também um dos departamentos mais dinâmicos do ponto de vista da atividade económica: "Seine-Saint-Denis oferece um quadro contrastante: é o departamento que apresenta os indicadores que refletem uma procura social fora do comum na Île-de-France, mas também na França metropolitana", explica Raymond Lehman, coautor de um estudo que reúne os dados sociodemográficos do Insee.

"A taxa de desemprego é de 17,1%, contra 12% em França". Ao mesmo tempo, continua, é o "terceiro departamento da Île-de-France (que inclui 4) em número de postos de trabalho (mais de 605 000 em 2021)" e aquele onde o número de empregos aumentou mais.

"Desde o início dos anos 2000, observa-se uma dinâmica económica notável. O número de postos de trabalho aumentou. Vários grandes grupos abriram ou transferiram sedes para o departamento (BNP, SNCF, VEOLIA, ADP, GENERALI, SIEMENS, EDF, etc., sem contar com as grandes entidades públicas", continua Lehman. No entanto, os habitantes não beneficiam disso: "A taxa de desemprego não diminui", confirma Lehman.

Seine-Saint-Denis abriga várias cidades mais ou menos conhecidas, entre elas Saint-Denis, Montreuil, Saint Ouen e Aubervilliers. Esta última, onde, para total transparência, eu vivo, é exemplar das dinâmicas em curso no departamento.

Didier Hernoux e Bernard Orantin recebem-me na sede da sua associação, a "Société de l’histoire et de la vie à Aubervilliers" – a Sociedade da História e da Vida de Aubervilliers –, a poucos passos da sede deste município, que é um dos maiores de Seine Saint Denis (90 mil habitantes) e está classificado como a sexta cidade mais pobre de França (taxa de pobreza de 41 por cento e taxa de desemprego de 22 por cento).

Antigamente, explicam-me, Aubervilliers era uma "aldeia agrícola que alimentava Paris", depois tornou-se uma cidade industrial e hoje vive uma dinâmica de pós-industrialização e terciarização da economia, comum a muitas cidades da periferia parisiense.

O passado agrícola de Aubervilliers está bem presente na sede da associação: uma pequena casa de dois andares com o que era o corpo da exploração agrícola nas traseiras. Até à Primeira Guerra Mundial, a cidade cresceu exponencialmente e foi palco de várias ondas migratórias, primeiro europeias (polacos, italianos, portugueses, espanhóis) e depois da imigração pós-colonial. "Lentamente, a desindustrialização levou ao que vemos hoje: cimento a crescer por toda a parte", diz-me Hernoux, esboçando um sorriso.

A alusão é à quantidade de estaleiros de obras que brotam como cogumelos no município — só em torno da sede da associação contei cinco — sem esquecer o imenso que ocupa e bloqueia a praça do município. Depois de ter acolhido a extensão da linha 12 do metro, hoje acolhe a obra da linha 15, uma das linhas que fazem parte do plano do "Grand Paris", o conglomerado urbano que ligará os três departamentos que rodeiam Paris através de 200 km de linhas de metro e 68 estações, com um custo estimado de 32,5 mil milhões de euros.

Hernoux e Orantin analisam este declínio industrial, semelhante ao de outras cidades de Seine-Saint-Denis: "Sim, hoje há muitos empregos, mas são principalmente no setor terciário; não são as mesmas pessoas que estão empregadas".

"Hoje em dia, há pessoas que chegam [a Aubervilliers] devido a esta rápida expansão imobiliária, mas a maioria delas não tem ligações com a cidade", acrescentam. A dinâmica é a mesma que muitas cidades na periferia dos grandes centros conhecem: novas populações atraídas pela proximidade da capital, pelas ligações rápidas com esta e pelos custos relativamente mais baixos – no caso de Aubervilliers, por vezes próximos de metade do custo por metro quadrado de Paris –, mas sem se interessarem pela cidade em que se instalam.

O risco, dizem-me, é que Aubervilliers se torne "uma cidade-dormitório". Trata-se, acrescentam, de "escolhas políticas", porque "ou se decide apostar nos empregos e no urbanismo, ou se caminha nessa direção".

A história da habitação social é a história de França

Sébastien Radouan é historiador, professor de História e Culturas Arquitetónicas na ENSA Paris-La Villette e atualmente é mediador cultural da AMuLoP (L’Association pour un Musée du Logement Populaire – Associação para um museu da habitação popular).

"Trabalhamos com pessoas que realmente viveram no bairro. É uma abordagem que pode surpreender: muitas pessoas não acham que a sua história seja importante", mas através da sua história, explica, na sede da associação, "contamos a história da sociedade francesa". O modus operandi da AMuLoP consiste em reconstruir um apartamento vivido, não com base no modelo dos apartamentos-modelo, mas com base na vida das pessoas que habitaram a estrutura.

Contar o que significa viver num bairro popular permite narrar "a questão do trabalho, da habitação, da cultura do habitar, da mobilidade", mas também "a imigração", e permite compreender o que representam as habitações populares no percurso das famílias.

Os escritórios estão localizados num apartamento da Cité Emile-Dubois ou Cité des 800: um "grand ensemble" – um bairro inteiro de habitações populares , que albergava 796 alojamentos (hoje metade, porque uma parte já foi demolida). Estamos na estação de metro Fort D'Aubervilliers, onde outra imponente obra da linha 15 se estende em direção ao novo bairro ecológico de construção recente.

Enquanto almoçamos, Radouan explica-me que a Cité Emile-Dubois será substituída por habitações privadas, o dobro das habitações populares que alberga atualmente. Os habitantes estão em fase de realojamento ou já foram realojados nas novas habitações populares que foram construídas. Muitas vezes, como se trata de edifícios novos, com uma renda mais elevada. Alguns estão satisfeitos com a mudança, outros, segundo me conta, menos. Para alguns dos habitantes com quem trabalharam, "o processo de demolição ativa várias coisas", a "necessidade de que algo sobreviva": é tão doloroso ver o edifício a degradar-se (na perspetiva da demolição, já não se fazem operações de manutenção, pelo que "mais vale ir embora"), outros perguntam-se "porquê destruir uma estrutura que é sólida em vez de a reparar".

Esta política de renovação urbana iniciada em 2003 deu origem à Anru (Agência Nacional para a Renovação Urbana) com o objetivo de sair da lógica destes "grands ensembles" e "refazer a cidade" para criar a chamada "mixité sociale" em bairros onde há uma alta concentração de habitação popular e, assim, atrair classes sociais mais abastadas (construindo para vender a particulares) para criar o que é definido como "diversidade económica", e que acaba por se tornar gentrificação.

Trata-se de intervenções que dizem respeito a habitações populares ou privadas (demolição ou renovação) e infraestruturas públicas. A Anru, que tem como objetivo melhorar as condições de habitação e de vida, ocupa-se dos bairros "classificados pela lei como ‘prioritários’ porque concentram uma forte taxa de pobreza", explica-me por e-mail Thibaut Prévost, porta-voz da Anru.

Demolir estas grandes unidades habitacionais significa romper com o urbanismo dos "grands ensembles", um modelo fortemente criticado, e há muito tempo, porque "considerado monótono, repetitivo e desumanizante", diz Radouan. Mas, acrescenta, "toda a forma de construção gera uma cultura". E estas produziram uma "cultura urbana que está a desaparecer, que estamos a destruir".

Trata-se, explica-me, de estruturas "que tiveram um grande peso na história urbana francesa, que permitiram a uma grande parte da população aceder a melhores serviços e cuja construção foi pensada com inteligência, na utilização e na economia dos materiais".

Assistimos a uma forma de "destruição de culturas, de um savoir-faire", diz Sébastien Radouan, "devíamos estar muito mais atentos às histórias familiares, ao ambiente, ao que existe". Destroem-se 360 habitações populares e, claro, constroem-se outras noutro local, mas "trata-se de 360 habitações populares à saída do metro", e, portanto, ligadas ao resto da cidade e da região.

Gentrificação ou mixité social?

"É importante também sublinhar que há partidas forçadas porque o preço das casas se tornou demasiado elevado ou porque houve projetos de requalificação urbana que obrigaram as pessoas a sair. E em bairros como estes, isso não é um facto irrelevante", conta-me Héléna Berkaoui, do Bondy Blog, falando sobre Seine-Saint-Denis.

Além disso, o departamento foi palco dos Jogos Olímpicos de Paris de 2024, o que acrescentou a construção de grandes obras (piscinas, instalações desportivas, habitações) que contribuíram para redesenhar parcialmente o território.

"Não sei se seremos nós a beneficiar das vantagens do ‘Grand Paris’", diz Berkaoui sobre o projeto de criação da região metropolitana que inclui a capital e os departamentos circundantes, "é inevitável que uma cidade como Paris se expanda: mas isso não está a acontecer com os pobres, e sim contra os pobres".

Há um livro importante a este respeito: Les naufragés du Grand Paris Express ("Os náufragos do Grand Paris Express", La Découverte), que conta a história daqueles que vivem a demolição das habitações populares, reconstruídas mais longe e com preços mais elevados, enquanto os preços das casas aumentam na construção privada. Num artigo da Street Press, a socióloga Anne Clerval, coautora da investigação, explica: "As dificuldades sociais dos bairros populares são explicadas, erradamente, através da lente da concentração geográfica das classes populares (...). A "mixité sociale" não é mais do que um projeto para dispersá-las no espaço, o que não resolverá nada, pelo contrário".

O orgulho e a consciência de uma cultura é algo que volta à discussão com Héléna Berkaoui: "Trata-se de populações com uma história de imigração pós-colonial que têm uma relação muito particular com os bairros: são imigrantes que pensavam em partir, mas que acabaram por ficar". Este "conflito de identidade" dá ao bairro um valor diferente. Por exemplo, se falarmos de rap ou de cultura urbana, vemos facilmente que há um certo orgulho em relação ao local. Trata-se de uma forma, diz Berkaoui, de "inverter o estigma".

Que estigma? O de sofrer e viver o discurso de que se trata de "bairros mal-afamados, conhecidos por serem pobres, apontados como tal pelos meios de comunicação social".

"Os urbanistas veem a gentrificação como uma oportunidade para melhorar as infraestruturas e adicionar serviços. No entanto, se essas mudanças forem feitas sem envolver os residentes no processo de transformação, as pessoas são forçadas a mudar-se devido ao aumento do custo de vida. Isto leva ao que é conhecido como periferia da pobreza e a uma sensação de deslocamento do lugar onde o habitante vive. Traduz-se em isolamento, depressão e altos níveis de stress na população deslocada", escreve a urbanista albanesa Dorina Pllumbi no jornal independente Kosovo 2.0 em relação a outra realidade, a de Tirana, mas que se pode aplicar a qualquer banlieue da Europa.

"E os planos urbanísticos não têm em conta estas ligações, uma vez que se trata de ligações informais, de ajuda mútua, mas que não são formalizadas, pelo que não são tidas em conta nos planos de reestruturação", diz Berkaoui.

Na forma de "pensar a cidade, a gentrificação diz muito", conclui Berkaoui: revela o desinteresse pelas populações que vivem nesses bairros", fala também daquela que é definida como uma "crise do mercado imobiliário, que não é regulamentada pelo Estado", e que permitiu um "capitalismo carnívoro que maltrata enormemente as pessoas mais pobres que procuram uma casa".

Este artigo foi realizado no âmbito do projeto PULSE, inserido numa série sobre as zonas "periféricas" da Europa, em colaboração com o Il Sole 24 Ore, o Obct e o El Confidencial.

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