Apoia o Gerador na construção de uma sociedade mais criativa, crítica e participativa. Descobre aqui como.

À BOLEIA DA REVISTA GERADOR NO FESTIVAL TERRAS SEM SOMBRA – ENTREVISTA

Entrevista a Albert Recasens no Festival Terras Sem Sombra, em Beja  Alberto Recasens é um…

Texto de Margarida Marques

Apoia o Gerador na construção de uma sociedade mais criativa, crítica e participativa. Descobre aqui como.

Entrevista a Albert Recasens no Festival Terras Sem Sombra, em Beja 

Alberto Recasens é um homem alto, magro e bastante tímido, o que contrasta com o que facto de passar grande parte da sua vida num palco a digerir um grupo de música barroca.

Porque escolheste a música barroca, influências familiares ou algum saudosismo ibérico?
A música que tocamos não é apenas barroca, mas sim música do Renascimento, música barroca e música clássica, o que são repertórios completamente distintos. Tenho um interesse maior pela música sacra e acabei por escolher este tipo de música por influência do meu pai, Angel Recasens, mas também porque para mim a música religiosa, e não apenas católica, representa uma dimensão mais profunda do ser humano e tem uma polifonia e uma harmonia de sons única, como se a matemática se aliasse à arte para a criar, que foi o que mais me atraiu sempre.

Antes de mais porquê o nome La Grande Chapelle e não La Petite Chapelle? Querem ser os melhores nesta área?
O nome La Grande Chappele é um nome francês que advém da capela real espanhola e francesa que era composta por diversos músicos internacionais, os melhores na sua área. O nosso objectivo principal é fazer e dar a conhecer música vinculada aos territórios ibéricos.

Como é ter o peso da responsabilidade de sucederes ao teu pai?
Essa é uma pergunta extremamente pessoal. O meu objectivo com este grupo é fazer a união entre a experiência do meu pai e a formação teórica de musicólogo que tive na minha vida, o que é uma tarefa de extrema responsabilidade porque não tinha a experiência do meu pai, mas também impossível de recusar pela música que ainda falta descobrir. O objectivo é mais importante que a pessoa e por isso para mim é não só uma vocação mas também uma missão dirigir este grupo. Sinto uma imensa paz interior, tal como quando descobríamos músicas em conjunto para juntar ao nosso repertório. E acredito que estou a fazer o que devia fazer.

Aprendeste a falar flamenco, que não sendo propriamente uma língua muito usada já deve ter dado jeito em mais do que uma ocasião. Conta-nos uma situação em que saber flamenco te fez ganhar o dia.
Adoro aprender novos idiomas, o flamengo é uma língua extremamente complicada de se aprender mas ao mesmo tempo também muito doce. Não a falo regularmente há quase 20 anos por isso não me lembro de nenhuma situação, mas acredito que se entende melhor um povo quando se fala a sua língua.

Entrevista por Ana Azevedo

Foto por Herberto Smith

Publicidade

Se este artigo te interessou vale a pena espreitares estes também

1 Maio 2026

Selma Uamusse: “Cultivar alegria tem sido uma missiva para mim”

1 Maio 2026

Está a chegar o Cultivar, o novo simpósio dedicado à gastronomia e cultura alimentar

1 Maio 2026

Tempos livres. Iniciativas culturais pelo país que vale a pena espreitar

30 Abril 2026

Dar uma volta com Beatriz Narciso

30 Abril 2026

Descobre as primeiras confirmações do FALA – Festival Literário de Alcanena

30 Abril 2026

Conversas em Rede abrem espaço à partilha entre teatros e cineteatros da RTCP

28 Abril 2026

Procuramos habitantes de Alcanena para exposição fotográfica sobre os livros que nos marcam

27 Abril 2026

Menos candidatos, mais desistências: problemas estruturais persistem no ensino superior

24 Abril 2026

Tempos livres. Iniciativas culturais pelo país que vale a pena espreitar

23 Abril 2026

Passatempo: Estamos a oferecer bilhetes para todas as sessões do IndieLisboa no Cinema São Jorge

Academia: Programa de Pensamento Crítico Gerador

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Clube de Leitura Anti-Desinformação 

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Criação e Manutenção de Associações Culturais

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Desarrumar a escrita: oficina prática [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Comunicação Cultural [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Fundos Europeus para as Artes e Cultura I – da Ideia ao Projeto [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Jornalismo Literário: Do poder dos factos à beleza narrativa [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Autor Leitor: um livro escrito com quem lê 

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Curso Política e Cidadania para a Democracia

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Jornalismo e Crítica Musical [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Financiamento de Estruturas e Projetos Culturais [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Oficina Imaginação para entender o Futuro

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Oficina Literacia Mediática

Duração: 15h

Formato: Online

Investigações: conhece as nossas principais reportagens, feitas de jornalismo lento

20 abril 2026

Futuro ou espaço de incerteza? A visão de Camila Romão sobre o ensino superior

Para muitos jovens o ensino superior continua a ser o percurso natural, quase obrigatório, para garantir um futuro melhor. Apesar disso, nem todos os que escolhem seguir este caminho encontram uma realidade correspondente às expetativas. Neste projeto, procuramos perceber, através de uma reportagem aprofundada e testemunhos em vídeo, o que está realmente a em causa no ensino superior em Portugal. O que está a afastar os jovens? O que os faz ficar ou sair? E, sobretudo, que país estamos a construir quando estudar se transforma num privilégio ou num risco.

16 fevereiro 2026

Com o patrocínio do governo, a desinformação na Eslováquia está a afetar pessoas, valores e instituições

Ataques a jornalistas, descredibilização da comunicação social independente, propagação de informação falsa, desmantelamento de instituições culturais. A desinformação na Eslováquia está a crescer com o patrocínio dos responsáveis políticos, que trazem para o mainstream as narrativas das margens. Com ataques e mudanças legislativas feitas à medida, agudiza-se a polarização da sociedade que está a prejudicar a democracia e o sentimento europeísta.

Carrinho de compras0
There are no products in the cart!
Continuar na loja
0