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AMPLA: a mostra de cinema inclusiva regressa a Lisboa para 2.ª edição

A iniciativa vai decorrer nos dias 3, 4 e 5 de março na Culturgest, em Lisboa. A programação é constituída por filmes que foram premiados em festivais de cinema realizados em Portugal, em 2022, e todas as sessões contam com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, audiodescrição e legendas descritivas.

Texto de Débora Cruz

Imagem do filme “The Secret of Mr. Nostoc”

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A iniciativa tem como objetivo “tornar a programação cinematográfica acessível a todos”, lê-se no comunicado de imprensa. Para além da audiodescrição, das legendas descritivas e da interpretação em Língua Gestual Portuguesa, a programação inclui também sessões descontraídas e a acessibilidade no espaço físico é assegurada. “Todas as pessoas devem ter a mesma oportunidade de acesso ao cinema, ou a qualquer outra arte, sem que ninguém fique de fora, pois esse é um direito de todos”, afirma Rita Gonzalez, fundadora da iniciativa.

O documentário Cesária Évora, a animação Ice Merchants, o primeiro filme português nomeado para os Óscares, e a longa-metragem Mato Seco em Chamas, vencedor do festival IndieLisboa, são alguns dos destaques da 2.ª edição. Ao Gerador, a fundadora da mostra destaca que a diversidade é um dos principais critérios aplicados na escolha dos filmes exibidos. A programação inclui curtas e longas-metragens de diferentes géneros e nacionalidades, desde documentários a filmes de terror e sessões para o público infantil. 

Para o dia 4 de março, está também agendado o workshop Por detrás de um filme — Guião para cinema: da ideia à escrita, que vai decorrer na Biblioteca Palácio Galveias. O evento é feito em parceria com a Academia Gerador e o objetivo final é “aprender a deixar a criatividade tomar conta das histórias que podemos criar, recontar e adaptar”, lê-se no site da AMPLA.

Rita Gonzalez é produtora executiva de cinema e conta que a ideia de criar a mostra inclusiva surgiu quando se começou a interessar pela acessibilidade de pessoas com deficiência à cultura. “Fiz algumas formações sobre a acessibilidade à cultura e, numa delas, uma das pessoas da direção comentou comigo que era muito raro terem alguém do cinema nas formações”, explica, “isso fez-me pensar que realmente não havia oferta em termos de programação de cinema que fosse acessível e foi isso que me fez pensar neste projeto”.

Apesar de reconhecer que existe um interesse em investir na acessibilidade à cultura, a fundadora da mostra acredita que os custos podem constituir um obstáculo. “Na questão do cinema, a audiodescrição, a interpretação em Língua Gestual Portuguesa e as legendas descritivas implicam custos, [porque] temos que trabalhar esses recursos e adicioná-los aos filmes”, explica, “acho que existe interesse de muitas pessoas [nas questões de acessibilidade], mas talvez não seja mais feito porque são custos bastante elevados”.

Rita Gonzalez acredita que os próximos anos vão solidificar a notoriedade da Ampla. “No ano passado foi a primeira vez que as pessoas ouviram falar da mostra e acho que este ano e, se calhar, os próximos dois anos, vão ser anos de consolidação da notoriedade”, atesta. Chegar a cada vez mais pessoas é um dos principais objetivos e uma das expectativas da  fundadora para o futuro. “Já tivemos público com deficiência, que é um dos públicos que queremos alcançar, e este ano espero que possamos ter mais pessoas, independentemente de terem ou não deficiência”.

Podes consultar mais informações, ao clicar, aqui.

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