Entre os dias 14 e 17 de outubro o Family Film Project regressa com a sua 9ª edição. O Festival Internacional de Cinema de Arquivo, Memória e Etnografia estará dividido em 4 locais diferentes: Cinema Passos Manuel, Cinema Trindade, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e no Coliseu Porto Ageas.

Cartaz do Festival

O programa dedica-se essencialmente a: um Foco e uma Masterclass da obra do cineasta alemão Harun Faocki, sessões de cinema competitivas, das quais estreias, performances, um concerto, um lançamento de uma publicação e uma oficina infantil.

É com esta diversidade e bagagem que o Family Film Project embarca numa viagem ao passado e ,consequentemente, ao presente.
Segundo o comunicado do festival, “o Family Film Project reforça a sua missão, presenteando-nos com um mundo confinado no reduto dos espaços familiares, mas também um mundo pautado cada vez mais pela distância, que por sua vez reverte para uma maior aproximação ou proximidade das imagens.”

Foi com esta base que a programação foi escolhida detalhadamente, “surge a escolha do cineasta em foco na edição de 2020: Harun Farocki (1944-2014) que iniciou a sua trajetória artística no campo do cinema ativista e, mais tarde, a partir dos anos 90, voltou-se também para o universo das videoinstalações”.

Harun Farocki, fotografia de MJFeger

O “artista-arqueologista”, destaca-se pela forma como explora os modos de representação social e política e, não ausente, a sua atenção à materialidade histórica das próprias imagens.
A organização do festival selecionou quatro longas-metragens de diferentes momentos da vida profissional do artista, entre 1978 e 2009, das quais ” Entre duas guerras (1978)”, “Peter Lorre: A Dupla Face (1984)“, “Imagens do Mundo e Inscrições da Guerra(1988)” e “Em Comparação (2009)”.

A Masterclass presente na programação também será dedicada ao cineasta, que conta com a presença da professora e investigadora Susana Nascimento Duarte.

Tal como nas edições anteriores, o festival apresentará também uma vertente competitiva. São cerca de filmes presentes no concurso, entre curtas e longas-metragens de várias partes do mundo.

No que toca às performances, o ciclo Private Collection, conta com intervenções de Tânia Dinis e Flávio Rodrigues, no Museu da Faculdade de Belas Artes do Porto. E ainda, com um concerto de Alexandre Soares, no Passos Manuel. A entrada é gratuita, mas com lotação limitada.

Cartaz Private Colletion

O festival apresentará igualmente o livro Memory and Aesthetic Experience – Essays on Cinema, Media and Cognition, editado por Filipe Martins, focado no cinema, nos novos media digitais e na reflexão sobre as imagens.

A oficina Imagens lá de Casa, dedicada ao público juvenil, está também presente no Family Film Project, e permitirá realizar atividades criativas, alusivas à temática do festival, através de imagens e das artes performativas.

No caso do programa de Roy Andersson, será um “momento especial, que ocorre na sequência da retrospetiva que a Cinemateca Portuguesa vai realizar e em parceria com a Alambique Filmes. Será um momento de destaque”, de acordo com o comunicado do Festival.

Todas as sessões do festival são gratuitas para estudantes.
Os bilhetes para as sessões de cinema variam entre os 3,00 euros (Passos Manuel) e os 6,00 euros (sessão de encerramento no Cinema Trindade).
O passe geral, que garante o acesso a todas as sessões, está à venda por 10,00 euros.

Para fazeres a reserva dos bilhetes e acederes a mais informações sobre os mesmos basta clicares aqui.

O Gerador é parceiro do Family Film Project.
Texto de Patrícia Silva
Fotografia de World_HFarocki_Still
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