O festival que desde 2011 tem vindo a afirmar-se como “uma plataforma experimental devotada ao desenvolvimento do formato conferência-performance e das suas diferentes relações entre corpo, matéria e texto” está de regresso. O Atos de Fala de 2022 é dedicado ao tema Materializar os Impossíveis e decorre de 19 de janeiro a 6 de fevereiro.

Na edição deste ano - resultante de uma parceria que liga o Teatro Bairro Alto a Santiago do Chile (NAVE) e ao Rio de Janeiro (Centro Coreográfico) - a programação vai ser apresentada em formato digital. A seleção de obras resulta de uma open call que decorreu em novembro do ano passado e que incidiu especialmente na região ibero-americana. 

De acordo com comunicado enviado ao Gerador, a call resultou em 107 inscrições de artistas oriundos de 10 países diferentes. Originalmente, estava prevista a seleção de apenas 6 trabalhos, mas, “a partir de um esforço conjunto, vai ser possível contemplar 8 criações nesta edição”, diz a nota enviada pelo Teatro do Bairro Alto (TBA).

Foram escolhidas quatro palestras-performances realizadas por artistas brasileiros (Wellington Gadelha, Carolina Nóbrega e Bruna Lessa, Francisco Mallmann e Miro Spinelli, Idjahure Kadiwel e Lucas Canavarr), duas por artistas de Portugal (Rogério Nuno Costa e Rita Natáli), uma da Colômbia (de Yenny Paola Agudelo e Any Correa) e uma do México (o Coletivo MUTANTE interlab). A comissão de seleção foi composta por Ana Bigotte Vieira (TBA), Cristina Becker (Atos de Fala), Felipe Ribeiro (Atos de Fala), Marcelo Mucida (Atos de Fala) e María José Cifuentes (NAVE). 

As datas concretas da transmissão de cada espetáculo estão descritas na página oficial do TBA. Os conteúdos estarão disponíveis online entre as 21 horas do dia de início e as 21h do dia de término da exibição.


Fotografia cedida pelo TBA

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