Cafetra é um coletivo de músicos sediado em Lisboa, que andam a celebrar a música e a amizade com uma nova digressão de Norte a Sul do país. Ourém, Caldas da Rainha, Viseu, Guimarães e Castelo Branco são os próximos destinos de Noite Fetra e Amigos.
Em meados de 2010, nasceu a Cafetra, uma editora e coletivo musical lisboeta, cuja origem remonta a uma vontade partilhada entre um grupo de amigos para fazerem música juntos. Não foi preciso muito mais do que um ano para as primeiras edições verem a luz do dia e, desde então, tem vindo a destacar-se pela sua consistência e independência. Na Cafetra, tanto há espaço para projetos a solo, como também há espaço para projetos em grupo. Os Passos em Volta, Kimo Ameba e Pega Monstro ou, ainda, Go Suck a Fuck, Iguanas e P**** Bêbadas foram as primeiras bandas a dar vida a Cafetra. Contudo, os rostos que representam agora o coletivo são, nomeadamente, a Maria Reis, a Júlia Reis, o Éme, o Lourenço Crespo, o Leonardo Bindilatti (Rabu Mazda), o João Dória, o Miguel Abras, o Francisco Correia (Smiley Face), o Hugo Cortez Fernandes, o Pedro Saraiva, a Francisca Salema (Sallim) e a Moxila.
Para dar um empurrão a esta Cafetra, levaram a cabo a primeira iniciativa, intitulada Noite Fetra e Amigos. Em declarações ao Gerador, Sallim explicou que é "um evento que a Cafetra realiza desde os seus primórdios e consiste numa matiné/noite de concertos com atuações de artistas da Cafetra e atuações de artistas convidados". Em 2011, o Teatro A Barraca, em Lisboa, recebeu a estreia de Noite Fetra e Amigos, "cujo objetivo seria angariar fundos para a primeira edição da Cafetra – o álbum "Até Morrer" d’Os Passos em Volta". Desde então, expandiu-se para outros cantos lisboetas, como a Casa Independente ou a Galeria Zé dos Bois.

Uns anos depois, os objetivos da Cafetra ganharam um novo contexto, querendo levar Noite Fetra e Amigos de Norte a Sul do país – e assim o fizeram (e estão a fazer). Devido à situação pandémica, a Cafetra pediu e conseguiu apoio da DGArtes para financiar uma digressão, que levasse o evento a percorrer o território nacional. "Os nossos objetivos passam pela vontade de descentralizar um evento que julgamos ser uma oportunidade privilegiada para divulgar o nosso trabalho como um todo, a públicos que estão menos familiarizados com ele, e, sobretudo, de estabelecer redes com espaços, artistas e técnicos de outros lugares - sendo que, nesta tour, cada noite conta com a atuação de um ou mais artistas, bandas ou grupos locais. Estes artistas que convidamos são, por vezes, pessoas cujo trabalho já conhecemos e de que gostamos, ou então partem de sugestões dos promotores ou associações que nos recebem e que ficamos a conhecer", esclarece. O primeiro ciclo fora de Lisboa teve início entre outubro e novembro do ano passado.
Entretanto, já arrancaram com a programação da Primavera 2022, sendo que, durante o mês de março, passaram por Leiria, Cadima e Barreiro. Daqui em diante, há encontro marcado em Ourém (Associação ARPO) no dia 23 de abril, com Vrdasca, nas Caldas da Rainha (Céu de Vidro) no dia 24 de abril, com Amador, e em Viseu (EMDIREITA) no dia 15 de abril, com a dupla Deputada e Lou e os DJ sets de Mafalda Mais e Pedro Marques. Depois, há encontro marcado em Guimarães (Grupo Recreativo 20 Arautos de D. Afonso Henriques) no dia 7 de maio, com Santa Lúcida, e em Castelo Branco (Mãos de Horta) no dia 8 de maio, com Maria Roque. Para além destas datas, a Cafetra ainda tenciona programar mais um ciclo de concertos em torno da região Sul, em meados de junho.