Apoia o Gerador na construção de uma sociedade mais criativa, crítica e participativa. Descobre aqui como.

Inês Lourenço (HeForShe Lisboa): “O objetivo principal do Arts Week é assinalar o Dia Internacional da Mulher”

Entre 5 e 13 de março, a capital portuguesa acolhe a segunda edição do evento…

Texto de Ana Margarida Paiva

Apoia o Gerador na construção de uma sociedade mais criativa, crítica e participativa. Descobre aqui como.

Entre 5 e 13 de março, a capital portuguesa acolhe a segunda edição do evento global Arts Week, organizado pela HeForShe Lisboa. O festival artístico assinala o Dia Internacional da Mulher, sendo que a principal premissa é primar pela valorização de artistas mulheres, bem como de artistas que desafiem as questões de género através da sua arte.

Foram precisos vários meses para chegar até aqui e voltar a dar vida a esta iniciativa que, desta vez, vive um cenário com menos restrições ao combate da pandemia. O Arts Week é fruto de um trabalho coletivo e apaixonado entre Inês Lourenço, Carolina Jesus, David Almeida, Inês Cardoso e, embora de forma remota, Catarina Calé – membros do Departamento de Eventos da HeForShe Lisboa. Criado pela UN WOMEN, a HeForShe nasce como um movimento global solidário pela igualdade de género. Do resto do mundo para Portugal, a HeForShe Lisboa é um dos muitos núcleos espalhados pelo país.

Numa conversa por Zoom, Inês Lourenço, coordenadora do Departamento de Eventos da HeForShe Lisboa, começou por contar-nos um pouco sobre o projeto por detrás desta iniciativa e partilhou connosco a sua visão sobre a importância deste tipo de movimentos em Portugal. Pôs-nos ainda a par de tudo o que precisamos de saber sobre o festival artístico, Arts Week, que começa já no dia 5 de março.

Gerador (G.) – Para aqueles menos familiarizados com o projeto, vamos começar por descortinar um pouco da sua essência. A HeForShe é um movimento global solidário criado pela UN WOMEN, que pretende fazer frente às desigualdades que existem entre géneros. Como e quando surgiu a HeForShe Lisboa?

Inês Lourenço (I. L.) – O movimento HeForShe já estava estabelecido em Portugal através de vários núcleos, mas esses núcleos estavam muito ligados a faculdades. Eram movimentos académicos que se dedicavam à igualdade de género na sua comunidade. Na Conferência 2020, organizada pela HeForShe UNL (da Universidade Nova de Lisboa), que era um dos núcleos mais ativos e maiores, depararam-se com uma plateia cheia de jovens universitários. E pensou-se: “mas o feminismo não é só para jovens universitários, é para toda a gente, é para toda a comunidade civil”. Então, a partir daí, surgiu a ideia de criar um núcleo regional e não universitário, que abrangesse não só mais faixas etárias, como também mais setores de atividade, não só estudantes. Decidiu-se começar por Lisboa por ser a maior cidade e, portanto, ver como corria, nascendo assim a HeForShe Lisboa. Foi esse desejo de abranger cada vez mais pessoas, não só a nível de trabalho, ou seja, de criar líderes feministas, mas também ao nível do público-alvo da nossa atividade.

G. – Quais as missões e valores por detrás desta iniciativa?

I. L. – Principalmente, atingir um novo público-alvo. Neste caso, a cidade de Lisboa e contar com a sua perspetiva particular na igualdade de género. É uma cidade muito diversa, com um panorama multicultural diferente de qualquer outra cidade em Portugal. Sendo assim, de certeza que tem muito mais histórias para contar sobre diferentes tipos de discriminação e de desigualdade de género. Os valores por detrás são comuns à HeForShe no seu global, que é a igualdade, a união, a diversidade, a tolerância e a inclusão, bem como a solidariedade.

G. – Para ti, qual é a importância de trazer este tipo de movimentos para Portugal?

I. L. – Parecendo que não, nós já nascemos em liberdade e não temos muito bem esta noção… Portugal tem uma herança histórica recente de uma cultura patriarcal, restritiva e impositória de certos valores. Estamos muito atrás em termos de mentalidade. Em termos legislativos, não, mas a legislação move a cultura. Porém, essa cultura demora tempo a adaptar-se e a reajustar-se a novos valores. Então, é preciso que nós, gerações mais novas, que já nascemos com estes valores incutidos, tentemos mudar o máximo e contribuir para esta mudança progressista. Eu penso que estes movimentos são de extrema importância, particularmente em Portugal, por essa carga histórica recente que temos de opressão da mulher e de outros géneros.

G. – Caso alguém queira juntar-se, há a possibilidade de o fazer? Como?

I. L. – Nós somos uma associação já com perfil jurídico, somos uma pessoa coletiva, por isso funcionamos como qualquer outra associação, por mandatos. Sempre que se assinala um novo mandato, há candidaturas para integrar a estrutura. Para a coordenação, normalmente é uma lista interna, ou seja, são pessoas que já estão na HeForShe, mas há sempre vagas para novos membros. Essas candidaturas, este ano, vão abrir no verão. Por isso, as pessoas têm de estar atentas às nossas redes sociais, caso queiram integrar [o projeto], para depois escolherem o departamento com que mais se identificam e quais as competências que gostariam de desenvolver. Mas se quiserem alguma informação mais detalhada sobre o processo de recrutamento, pré-requisitos que são necessários (que não são nenhuns – toda a gente entra para aprender), estão sempre à vontade para nos contactar pelas redes sociais e nós damos informações sobre tudo o que as pessoas perguntarem.

ArtsWeek-HeForSheLisboa
Os membros do Departamento de Eventos da HeForShe Lisboa: David Almeida, Inês Lourenço, Carolina Jesus e Inês Cardoso
G. – Assinalam o dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, com a iniciativa Arts Week. Qual a ideia-chave deste evento que se avizinha?

I. L. – O objetivo principal deste evento, em que temos andado a trabalhar há muitos meses, é assinalar o Dia Internacional da Mulher. Eu digo assinalar e não comemorar, porque para a HeForShe e, particularmente para mim, isto é um dia de luta. Este evento foca-se na luta através da arte e de promover a artista não só mulher, mas também todos os artistas que abordem as questões de género e de desigualdade. Sendo assim, o nosso objetivo máximo é gerar impacto na cidade lisboeta, alertar para as desigualdades, promovendo ao mesmo tempo esta rede artística que é tão forte em Lisboa, para que se partilhe estes valores feministas e para que se mostre a arte que se faz em jeito de luta.

G. – Sendo um evento global, que preocupações tiveram, ao nível da programação, para o adaptar ao público português?

I. L. – Primeiramente, quisemos focar a nossa área de impacto numa zona restrita, central e de fácil acesso. Escolhemos a zona de Arroios, e quem é de Lisboa sabe que é [uma zona] superfervilhante, não só em termos de multiculturalidade e diversidade, mas também de eventos e espaços culturais que apoiam a comunidade de artistas. Por outro lado, nós não restringimos a nossa escola a artistas portugueses. Temos artistas portugueses e lusófonos, porque também temos, por exemplo, curtas brasileiras. Mas tentámos focar, lá está, na comunidade lisboeta e também tivemos uma particular atenção nos locais que escolhíamos. Escolhíamos sempre locais que estivessem em ascensão, também para os promover, e que tivessem atividades que apostassem na comunidade. Por exemplo, vamos ter um evento num espaço de brasileiros emigrados para Portugal e que trouxeram a cultura deles, dão aulas de capoeira lá. Eles apostam na comunidade. Ou então, por exemplo, outros espaços em que todo o lucro que é feito vai para os artistas que lá atuam, como é o caso da BOTA. Então, temos sempre esse cuidado de serem locais já conhecidos do público, mas também que tenham este interesse solidário e atenção com a comunidade onde estão inseridos.

G. – Constam, na programação, uma Sessão Literária Feminista, uma Mostra de Curtas-Metragens Feministas e um Concerto de Filipe Sambado. Podes desvendar-nos mais um bocadinho sobre a programação e o conteúdo das sessões?

I. L. – Claro! Quanto ao conteúdo das sessões, começando pela Sessão Literária, o objetivo é que as pessoas estejam numa conversa livre, que tragam livros que estejam a ler – podem não ser diretamente relacionados com o feminismo, mas que tenham personagens principais feministas, tenham sido escritos por mulheres ou que abordem, lá está, questões de género e falarem sobre elas. A nossa moderadora é a nossa coordenadora de Comunicação [Catarina Carvalho] e temos muito orgulho nela porque tem um canal [Catarina, é a vida] dedicado à crítica literária, então sabe imenso sobre o assunto e estamos certos de que ela irá incitar e despertar, nos participantes, questões sobre as quais, se calhar, nem sequer tinham pensado. Então, vai ser assim uma conversa muito interessante que espero ter adesão e é numa livraria muito gira de livros em segunda mão, em Arroios. A Mostra de Curtas-Metragens conta com sete curtas portuguesas e brasileiras, quer de profissionais, quer de estudantes de cinema, e vai ser no Teatro São Jorge. Quanto ao resto da programação, posso também adiantar que vamos ter uma Feira de Artistas, plásticos e gráficos, todos da rede de artistas Panóplia. É uma associação que faz a curadoria de artistas para os seus clientes, então são todos dessa rede de artistas. Podemos contar com a ilustração, a olaria, e todo o tipo de artes que possam estar representadas. É isso que posso adiantar. É assim que está fechado o programa: Feira de Artistas, Sessão Literária Feminista, Concerto de Filipe Sambado, Encontro de Coros e Sessão de Curtas-Metragens.

G. – Numa open call que decorreu até ao dia 20 de fevereiro, deram a oportunidade a entusiastas de cinema (e não só) de submeterem as suas obras, sendo que as melhores serão exibidas numa Mostra de Curtas-Metragens Feministas. Como foi feita esta seleção?

I. L. – Os parâmetros que tivemos em atenção foram o tema, ou seja, personagens principais mulheres, feminismo, questão de género e/ou desigualdades. Depois, foi também a componente técnica: som, luz, imagem, estética geral e nível de execução. Temos coisas feitas por amadores, como por profissionais e, então, quisemos ter um equilíbrio entre adequação ao âmbito geral do evento, mas também execução e capacidade técnica. São, basicamente, esses os três pilares que tivemos em consideração.

G. – No dia 8 de março, estava previsto decorrer um espetáculo de stand-up comedy com artistas femininas emergentes. Em primeiro lugar, qual o motivo que levou a essa mudança de última hora? Em segundo, tendo vocês idealizado essa sessão, sentes que o público português estaria predisposto a consumir este tipo de produto sob a voz de mulheres, dado que é uma área artística onde encontramos, predominantemente, homens?

I. L. – Eu respondo à tua primeira questão com a última. Nós tivemos de cancelar esta sessão precisamente por isso, não havia pessoas. Nós contactámos n artistas que, por azar, ou não tinham disponibilidade ou não se encontravam em Lisboa, ou não se identificavam com o projeto. Nós fizemos imensos contactos. Se formos a ver, o programa geral foram duas mãos-cheias. As pessoas estavam superinteressadas e queriam ajudar-nos e nós: “OK, então digam-nos mais nomes para contactarmos, pessoas que se enquadrem.” Ou devolviam-nos [o contacto] com nomes que já tínhamos contactado ou com poucos nomes. Então, realmente há muita falta de mercado. Claro que são cada vez mais, mas nós temos de ter noção de que melhor não quer dizer que esteja bom. Está melhor o panorama e cada vez temos mais comediantes mulheres com mais visibilidade e credibilidade, como a Joana Marques ou a Mariana Cabral (Bumba na Fofinha). Montes de pessoas com imenso valor e crédito, mas continuam a ser poucas. Só o facto de eu, aqui em cinco minutos, conseguir lembrar-me de quase todas as que residem, pelo menos, na área de Lisboa, mostra o problema que enfrentamos. Então, é por isso que essa sessão não vai ocorrer, pois não tínhamos artistas suficientes para conseguir sustentar o evento.

G. – Embora tenhamos vindo a presenciar esse aumento de mulheres comediantes, a visibilidade que têm continua muito abaixo em comparação à dos homens.

I. L. – A nível de visibilidade é completamente diferente, porque, lá está, assim de cabeça, nós conseguimos lembrar-nos de, pelo menos, dez humoristas homens de grande dimensão: Diogo Batáguas, Rui Sinel de Cordes, Ricardo Araújo Pereira… E mulheres, lembramo-nos de dois/três nomes, mas não têm sequer uma dimensão semelhante a estes três que eu disse. Posso até dizer pessoas que contactámos que gostaram do projeto e queriam participar, mas não podiam: Beatriz Magano, Catarina Matoa, Joana Santos, Adriana Lopes, Marias Cheias de Graça e Cátia Domingues. Fizemos uma pesquisa exaustiva, falámos com agências que fazem formação de stand-up comedy e, de facto, já estavam em projetos ou em tours. Mas, lá está, tendo em conta o panorama geral, continuam a ser muito poucas.

Cartaz-ArtsWeek-HeForSheLisboa
Cartaz da segunda edição do Arts Week
G. – Com este evento [Arts Week], têm em mente algum público-alvo específico que queiram atingir?

I. L. – Sem ser a população de Lisboa, é basicamente toda a gente que se interesse pelo tema, que queira vir aprender, que ache que não concorda com algo, então tem curiosidade e quer vir falar connosco. Basicamente, todas as faixas etárias, com todas as ocupações, toda a gente é bem-vinda. Tal como no movimento, o feminismo se não for para todos não é para ninguém. Então, o nosso evento também.

G. – Marcada essencialmente pelos tempos agravados de pandemia, a primeira edição do Arts Week aconteceu no ano passado. Sendo este o segundo capítulo (mais perto da normalidade), que previsões tens e que rumo gostarias de ver o evento seguir?

I. L. – Ainda bem que falas na edição anterior, também estive envolvida na organização e, de facto, exigiu muita adaptação, porque nós tínhamos tudo planeado para ser presencial e, depois, foi decretado o confinamento. Mas, mesmo assim, conseguimos assinalá-la através das nossas redes sociais e os materiais estão ainda lá disponíveis, nomeadamente, o nosso Instagram tem várias lives com artistas portugueses. Para o próximo mandato, espero que o próximo coordenador de eventos pegue no trabalho que foi feito e nas parcerias que foram estabelecidas e que eleve o evento ainda mais. Este ano, apostámos em coisas próximas da comunidade, locais emergentes, mas o próximo coordenador pode ter uma visão diferente e querer fazer um evento de grande dimensão, com palcos ao ar livre. Acho que o ar livre, uma coisa que não conseguimos fazer este ano, seria ótimo ter no próximo e ir de degrau a degrau, elevando cada vez mais o nome HeForShe Lisboa e tornando este num evento staple na agenda cultural de Lisboa, ou seja, as pessoas saberem que em março há a Arts Week da HeForShe. Era essa a visão que eu gostava que fosse levada a cabo nos próximos anos: que fosse mesmo uma coisa fixa, que as pessoas sabem que acontece, com que estejam a contar e que venham.

Texto de Ana Margarida Paiva
Fotografias da cortesia de Inês Lourenço

Publicidade

Se este artigo te interessou vale a pena espreitares estes também

26 Janeiro 2026

Alexandre Alaphilippe: “Mentir e espalhar desinformação já não é penalizado nas eleições”

12 Janeiro 2026

Pedro Jerónimo: “Se não existirem meios locais, que informação as pessoas terão [sobre as suas regiões]?”

22 Dezembro 2025

João Bernardo Narciso: “Grande parte dos alojamentos locais está na mão de grandes proprietários” 

10 Novembro 2025

Mckenzie Wark: “Intensificar o presente é uma forma de gerir a nossa relação com o tempo”

3 Novembro 2025

Miguel Carvalho: “O Chega conseguiu vender a todos a ideia de que os estava a defender”

6 Outubro 2025

Carlos Eugénio (Visapress): “Já encontrámos jornais [em grupos de partilha] com páginas alteradas”

15 Setembro 2025

Chisoka Simões: “Há que sair desse medo do lusotropicalismo”

13 Agosto 2025

“Queremos que o Ocupar a Velga crie uma cadência na comunidade”

25 Junho 2025

A Budapest Pride está marcada para 28 de junho, mas o governo húngaro procura impedi-la

9 Junho 2025

Hugo Cruz: “A cultura e a arte dão um contributo muito importante para fortalecer as democracias”

Academia: Programa de Pensamento Crítico Gerador

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Desarrumar a escrita: oficina prática [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Criação e Manutenção de Associações Culturais

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Jornalismo Literário: Do poder dos factos à beleza narrativa [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Financiamento de Estruturas e Projetos Culturais [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Clube de Leitura Anti-Desinformação 

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Oficina Literacia Mediática

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Oficina Imaginação para entender o Futuro

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Curso Política e Cidadania para a Democracia

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Comunicação Cultural [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Autor Leitor: um livro escrito com quem lê 

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Fundos Europeus para as Artes e Cultura I – da Ideia ao Projeto [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Jornalismo e Crítica Musical [online]

Duração: 15h

Formato: Online

Investigações: conhece as nossas principais reportagens, feitas de jornalismo lento

17 novembro 2025

A profissão com nome de liberdade

Durante o século XX, as linhas de água de Portugal contavam com o zelo próximo e permanente dos guarda-rios: figuras de autoridade que percorriam diariamente as margens, mediavam conflitos e garantiam a preservação daquele bem comum. A profissão foi extinta em 1995. Nos últimos anos, na tentativa de fazer face aos desafios cada vez mais urgentes pela preservação dos recursos hídricos, têm ressurgido pelo país novos guarda-rios.

27 outubro 2025

Inseminação caseira: engravidar fora do sistema

Perante as falhas do serviço público e os preços altos do privado, procuram-se alternativas. Com kits comprados pela Internet, a inseminação caseira é feita de forma improvisada e longe de qualquer vigilância médica. Redes sociais facilitam o encontro de dadores e tentantes, gerando um ambiente complexo, onde o risco convive com a boa vontade. Entidades de saúde alertam para o perigo de transmissão de doenças, lesões e até problemas legais de uma prática sem regulação.

Carrinho de compras0
There are no products in the cart!
Continuar na loja
0