O editor de fotografia João Porfírio, natural de Portimão, pretende levar cada visitante a ter uma experiência o mais próxima possível da realidade que se vive na Ucrânia, depois da invasão da Rússia àquele território. Patente até 16 de outubro, a exposição "75 dias na Ucrânia" é composta por uma série de instalações imersivas.
Na entrada da exposição, o visitante tem de passar uma espécie de trincheira, um túnel feito com sacos de areia, à semelhança dos utilizados na Ucrânia para proteger as trincheiras.
Durante todo o tempo em que a exposição estiver aberta ao público, há um som ambiente de música orquestral – com a curadoria de Martim Sousa Tavares, fundador e maestro da orquestra Sem Fronteiras – que é interrompida, sistematicamente, pelo som das sirenes de possível ataque aéreo.
Um bunker, onde os ucranianos se refugiam para se protegerem dos bombardeamentos russos, é outras das instalações patentes, nesta mostra inaugurada no dia 16 de julho. Nesse local, ladeado por sacos de areia empilhados em cima uns dos outros, existe uma televisão onde passam todos os vídeos captados pelo jornalista durante as suas reportagens, bem como vários objetos que o autor trouxe do país, como uniformes de militares russos, objetos pessoais dos militares russos e ucranianos, material bélico destruído, insígnias, entre outros.
Também as janelas da Antiga Lota estão tapadas com sacos de areia à semelhança do que acontece com os principais edifícios, como forma de proteção.
Já as fotografias, de diferentes tamanhos, contam a história do que se viveu no país desde o início da invasão da Rússia à Ucrânia, numa exposição que conta com a curadoria do vencedor de dois World Press Photo e fundador da Narrativa, o fotojornalista Mário Cruz.