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Jornalistas freelancer: a precariedade que prejudica a democracia

O jornalismo está a atravessar uma crise estrutural que se reflete na vida dos trabalhadores e trabalhadoras do setor. Como é a situação dos repórteres freelancer em França, Itália e Espanha?

Texto de Francesca Barca

Ilustração de Frederico Pompeu

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 Tradução de Inês Ferreira |Voxeurop

Sara* tem 43 anos, é jornalista e trabalha como freelancer. Como muitos colegas, participa regularmente em concursos europeus de apoio ao jornalismo, como o JournalismFund Europe ou o Investigative Journalism for EU. Sentada à mesa de um parque no norte de Paris, conta-nos um episódio que ilustra bem a situação: ao preparar o orçamento de uma investigação com uma colega de outro país europeu, esta última fez-lhe notar que talvez se tenha esquecido de um “0” na estimativa de custos.

Para a colega, o pagamento pela reportagem num meio de comunicação francês seria de 500 euros. Para Sara, 50. “O meu caso não é isolado”, diz-me. “Recebo um mínimo de 50 e um máximo de 120 euros por artigo”, seja uma reportagem ou uma análise aprofundada. Um artigo de “50 euros pode incluir deslocação, quatro entrevistas e fotos, por exemplo”, diz. “Na prática, trabalhas de graça”, acrescenta.

Sara, como muitos colegas, acaba por apostar bastante nas bolsas dedicadas ao jornalismo. E isso levanta, além do problema económico – que é central –, outra questão: a qualidade, a pertinência e a forma da informação produzida. “Este mecanismo limita muito os temas escolhidos. Se quiseres fazer uma investigação sobre um tema italiano, para concorrer a estas bolsas tens de torná-la crossborder”. O que é que isso significa? Tens de enquadrá-la num tema europeu mais vasto. Isto acrescenta uma perspetiva mais ampla aos artigos, mas, por vezes, dilui o impacto do que poderia fazer se te concentrasses num único país. “Não podes pensar em termos de qualidade e sentido, porque tens de correr atrás das bolsas”, explica.

Isto porque, para um freelancer, ser pago devidamente por uma investigação – para não falar do risco jurídico – é praticamente impossível em Itália. Os jornalistas em Itália, diz Sara, “estão muito preocupados”. “O verdadeiro problema é que, para poderes vender um artigo, muitas vezes tens de deixar de lado temas importantes e investigações incómodas porque os jornais italianos não os querem ou têm medo e tens de tornar as propostas de venda atrativas no dia a dia... Acima de tudo é isto que tem um grande impacto na nossa vida de freelancers e, em geral, no panorama mediático italiano”. Às vezes, acrescenta, “tens a impressão de que o teu trabalho é uma missão”.

De acordo com  dados do Eurostat, em 2023, 868.700 pessoas estavam empregadas como autores, jornalistas e linguistas (pertencentes à mesma categoria estatística) na Europa: a Alemanha liderava (237.600 pessoas), seguida de França (92.800), Espanha (74.200), Itália (72.300) e Polónia (69.600).

Itália, França e Espanha são interessantes para iniciar uma reflexão comparativa e são três países sobre os quais os jornalistas do projeto Pulse puderam recolher testemunhos e dados.

Em França, de acordo com os dados da Commission de la Carte d’Identité des Journalistes Professionnels (CCIJP, que atribui anualmente a carteira profissional de jornalista), em 2023 havia 34.444 jornalistas profissionais: este número corresponde ao número de carteiras de jornalista emitidas e/ou renovadas.

Em Itália, em janeiro de 2024, os jornalistas inscritos na Ordem Nacional dos Jornalistas eram 94.086 (dos quais 26.086 eram os chamados “profissionais”, ou seja, que exercem a profissão de forma contínua, e 68.000 eram “publicistas”, ou seja, que exercem a profissão de forma não contínua), de acordo com os dados da Ordem.

Em contrapartida, não existe uma lista oficial da profissão em Espanha. De acordo com os dados do Eurostat (que, no entanto, reúne mais profissões), em 2023, o setor empregava 74.200 pessoas. O país tem cerca de 49 milhões de habitantes.

França tem hoje cerca de 68 milhões de habitantes, Itália tem cerca de 58. Itália tem três vezes mais jornalistas do que França.

“Temos de ser claros: os jornalistas inscritos na Ordem  são pouco menos de 100 mil, mas não há 100 mil empregos para jornalistas em Itália. Esta situação, devido à lei da oferta e da procura do mercado, está a empobrecer o setor”, afirma Alessandra Costante, da Federação Nacional da Imprensa Italiana (FNSI, o maior sindicato de jornalistas, que contava com 16 mil associados em 2023).

Em Itália, 50 euros por um artigo

“Não só o jornalismo em Itália está cada vez mais pobre e mais velho, como também está mais precário. A precariedade é o maior entrave à liberdade e à independência da informação e ao artigo 21.º da Constituição”, que as garante, diz Alessandra Costante.

O jornalismo em Itália está a sofrer.  De stress, de precariedade e, consequentemente, também em termos de qualidade. A investigação mais completa até à data sobre o tema (558 participantes) foi publicada na IrpiMedia em 2023, assinada por Alice Facchini. “Os fatores identificados como os que mais afetam o bem-estar psicológico são, em primeiro lugar, a instabilidade e a precariedade, seguidos de salários demasiado baixos, da necessidade de estar sempre ligado e disponível e dos ritmos frenéticos”, conta.

Quem são estas pessoas? “46 % têm entre 18 e 35 anos, 31 % estão na faixa etária de 35 a 45 anos, 14 % na faixa de 45 a 55 anos, 6 % na faixa de 55 a 65 anos e apenas 2 % têm mais de 65 anos”. Mais de metade das pessoas que responderam (65 %) definem-se como “freelancers”. A investigação da IrpiMedia destaca uma questão que parece banal: “os salários demasiado baixos são o fator que mais afeta o bem-estar psicológico da categoria”.

Em Itália, “seis em cada dez jornalistas ganham menos de 35 mil euros brutos por ano”, escreve a revista La Via Libera (dados INGP, Relatório sobre as dinâmicas ocupacionais no setor jornalístico) e “quase metade dos jornalistas freelancer – que muitas vezes são colaboradores precários ou a recibos verdes – ganham menos de 5 mil euros por ano, e 80 % não ganham mais de 20 mil euros”.

Alessandra Costante (FNSI) explica que “existia uma tabela de preços da Ordem com indicações dos salários mínimos para aqueles que exercem a profissão de forma autónoma. A partir de 2007, a Autoridade  para a Concorrência e o Mercado solicitou a sua remoção. Com a renovação do contrato coletivo nacional de trabalho assinado pela FNSI e pela FIEG (Federação Italiana de Editores de Jornalistas) em 2014, foi introduzido um acordo específico sobre o trabalho independente que estabelece algumas garantias mínimas, tanto em termos económicos como de proteções e direitos, para os jornalistas com contratos de colaboração coordenada e contínua”.

Na prática, os salários em Itália são aqueles que cada publicação decide aplicar.

Lo spioncino del Freelance é um site inspirado no modelo francês Paye ta Pige, um projeto concebido para trazer transparência ao mundo da imprensa. A plataforma  procura analisar quanto ganham os jornalistas freelancer em Itália. Francesco Guidotti, um dos fundadores, conta que “é um pouco complicado estabelecer uma média que represente eficazmente todo o setor com base nos nossos dados, pois recolhemos colaborações heterogéneas e, por vezes, muito diferentes entre si. Um valor frequentemente referido é o de 50 euros brutos, que pode ser pago por artigos de aprofundamento que podem exigir várias horas de trabalho. Há também notícias curtas pagas entre 2 e 10 euros brutos. Raramente são referidos pagamentos de 200 ou 600 euros brutos, mas muitas vezes trata-se de reportagens ou artigos longos para os quais os jornalistas têm de se deslocar, estudar e trabalhar durante vários dias”.

O site Lo spioncino del Freelance, explica Guidotti, limita-se “apenas a tornar os salários transparentes”.

“Achamos que deveria ser o sindicato a intervir e, em parte, está a fazê-lo, embora certamente ajudasse ter um movimento a reivindicar remunerações mais dignas. Gostaríamos de tentar organizar algo nesse sentido, mas é preciso tempo e energia, bens raros para os freelancers. Entretanto, pensamos que também cabe ao freelancer individual negociar, dizer não a tarifas humilhantes, etc., e esperamos que tornar os salários transparentes possa ser uma ferramenta adicional de consciencialização. Depois talvez digam que os jovens não têm vontade de trabalhar, mas pelo menos ficará claro que há um problema”, diz.

“Não encontrei nenhum meio de comunicação espanhol que pague mais de 100 euros por uma reportagem”

Em Espanha, a situação não parece melhor do que em Itália e os honorários para freelancers são semelhantes: há jornais nacionais que pagam entre 35 e 40 euros por artigo, como mostra esta discussão na rede social X.

Esperanza* tem 36 anos e trabalha como jornalista há 11: “Não encontrei nenhum meio de comunicação espanhol que pague mais de 100 euros por uma reportagem, independentemente do tempo que se dedique a ela. A maioria paga entre 50 e 70 euros. Por exemplo, em 2016, acompanhei a rota dos refugiados nos Balcãs e um grande meio de comunicação pagou-me 70 euros pela reportagem”.

No passado, conta Esperanza, “trabalhei durante sete anos na [televisão privada] Cadena SER. Nos últimos dois anos, pedi aos meus superiores para mudar de secção, devido ao comportamento inadequado do meu chefe (gritos, comentários, ridicularizações). Tudo isto aconteceu num ambiente em que eu ganhava apenas 600 euros por mês como falso recibo verde. Lá era normal passar 10 anos ou mais como falso freelancer, à espera de um contrato regular. Como não consegui obter uma transferência dentro da empresa nem encontrar tempo para procurar trabalho noutro sítio, acabei por sair sem nenhuma perspetiva”.

O salário médio de um jornalista em Espanha é de 22 mil euros por ano. Os dados são do Instituto Nacional de Estatística de Espanha. Um problema adicional é que muitos jornalistas se enquadram na categoria de  “falso recibo verde”, ou seja, trabalhadores independentes que são usados para ocupar posições que deveriam ser permanentes. Este estatuto permite que muitos jornais “contratem”, sem contratar. De acordo com o Serviço Público de Emprego (SEPE), entre setembro de 2022 e 2023, houve um aumento de 6 % para 14 % destes falsos freelancers em relação a 2022.

No jornal especializado Cuadernos de Periodistas, Cristina Puerta escreveu, em 2022, que em Espanha há mais de 73.500 pessoas inscritas no regime de trabalhadores independentes que trabalham como freelancers. Puerta cita o relatório da Associação de Imprensa de Madrid (Apm), segundo o qual 69 % dos jornalistas independentes escolheram essa opção por necessidade, não por opção: “Em Espanha, a proteção dos seus direitos e condições de trabalho ou o acesso a prestações sociais dentro de um quadro jurídico são praticamente inexistentes, muito aquém das medidas regulamentares de outros países europeus, como  França”, escreveu Puerta.

Segundo Ana Martínez, do sindicato Comisiones Obreras (Ccoo): “A insegurança laboral é a principal característica dos trabalhadores dos meios de comunicação social em Espanha. Desde a crise económica de 2008, jornalistas, operadores de câmara, fotógrafos e pessoal técnico ligado aos serviços de informação perderam entre 25 % e 30 % do seu poder de compra: os salários não aumentaram ao mesmo ritmo da inflação”.

Uma investigação de 2016, La precariedad en el periodismo: una historia de largo recorrido, revela que “a precariedade da profissão, que deu origem ao termo ‘precariodismo’, levou a um crescente interesse no mundo académico pela situação laboral dos jornalistas”.

França, um caso à parte?

Em França, o Observatoire des Métiers de La Presse, que analisa a evolução da profissão, publicou um relatório sobre o rendimento dos jornalistas, com base nos dados da CCIJP, órgão que emite a carteira profissional de jornalista. Estes dados dizem respeito apenas aos titulares da carteira. Em 2023, 69,8 % dos jornalistas em França trabalhavam com um contrato a tempo indeterminado com um salário médio bruto de 3650 euros, 23 % eram freelancers (a pige) ganhando 1951 euros brutos e 2,2 % tinham um contrato a termo certo, com 2958 euros brutos.

A remuneração dos freelancers franceses é regulamentada em 60 euros por “cartela”(ou seja, 1500 caracteres). Cada meio de comunicação aplica então os seus próprios honorários de forma autónoma.

Pauline, da associação Profession : Pigiste (“Profissão: freelancer”), explica que, em França, os “honorários variam consideravelmente. Existem mínimos, mas nem sempre são respeitados. Por vezes, os artigos são pagos à peça, mas, se convertidos para o valor por 1500 caracteres, acabam por ser pagos a 20 ou 25 euros. No site Paye Ta Pige, vi uma tarifa de 18 euros por página, paga através de fatura e não como salário, conforme previsto pela lei francesa (o que significa que não só a tarifa é muito baixa, como o jornalista também não contribui para a segurança social, desemprego, pensão, etc.). Quanto ao valor máximo, pelo que sei, ronda os 150 euros brutos por artigo. Talvez outros ofereçam honorários ainda mais elevados. E este valor máximo raramente é aplicado”. Em geral, os casos de honorários extremamente baixos, embora existam, são raros.

A pige é um sistema reservado aos jornalistas freelancer em França. Na verdade, é um “mini-salário”, o estatuto é o de empregado, porque o cliente também paga as contribuições sociais. É definido pela lei Cressard (1974).

Uma situação europeia?

Jana Rick é doutoranda e investigadora associada no Departamento de  Comunicação e Media da Universidade Ludwig Maximilian de Munique. Trabalhou num projeto de investigação financiado pela Fundação Alemã para a Investigação (Dfg), Prekarisierung im Journalismus (Precariedade no jornalismo), realizado de 2019 a 2024, que envolveu mil jornalistas na Alemanha.

De acordo com o estudo, 43 % dos jornalistas consideram a sua situação profissional precária, três em cada cinco referem que as suas condições de trabalho pioraram devido à pandemia do coronavírus e mais de metade (58 %) considera que as condições precárias ameaçam a qualidade do jornalismo. No entanto, mais de dois terços (69 %) dos inquiridos estão geralmente satisfeitos com a sua profissão. O sindicato alemão de jornalistas Deutsche Journalistinnen- und Journalisten-Union (DJU) refere que cerca de dois terços dos seus membros se identificam como jornalistas freelancer.

Alguns deles admitem que a precariedade afeta o seu trabalho: as ameaças existenciais podem ter consequências negativas na criatividade, a falta de tempo leva a pesquisas menos aprofundadas. As condições de trabalho precárias também podem ter um impacto negativo nos temas escolhidos pelos jornalistas, que tendem a preferir assuntos que exigem menos tempo”, explica Rick.

A World Association of News Publishers (WAN-IFRA, organização presente em cerca de 100 países e que conta com mais de 18 mil órgãos de imprensa) publicou, em abril de 2025, um inquérito que revela que 60 % dos jornalistas entrevistados passaram por uma experiência de esgotamento, enquanto 62 % são obrigados a complementar a sua renda com outros tipos de trabalho para chegar ao fim do mês. O inquérito baseia-se em cerca de 400 entrevistas em 33 países da UE, em 13 idiomas, realizado pela Taktak Media/Display Europe.

“Se a indústria da informação continuar a sua transição para um modelo dominado por freelancers, teremos de investir muito mais para proteger estes trabalhadores”, comenta Jeff Israely, diretor da Taktak. “A ascensão do jornalismo freelancer na Europa representa uma mudança estrutural no setor dos meios de comunicação social: a redução dos orçamentos das redações obrigou os meios de comunicação social a depender mais dos jornalistas independentes”.

Este artigo foi realizado no âmbito do projeto PULSE, uma iniciativa europeia de apoio às colaborações jornalísticas transfronteiriças. Foi publicado originalmente em VoxEurop.pt, a 28 de junho de 2025.

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