Apoia o Gerador na construção de uma sociedade mais criativa, crítica e participativa. Descobre aqui como.

Matilde Travassos: “A intuição é a minha única verdade”

Para ficares a saber mais sobre a obra fotográfica da Revista Gerador 43.

Texto de Amina Bawa

©Pedro Alfacinha

Apoia o Gerador na construção de uma sociedade mais criativa, crítica e participativa. Descobre aqui como.

Natural de Lisboa, Matilde Travassos é uma fotógrafa apaixonada cuja jornada artística a levou a explorar diferentes perspetivas visuais e conceituais pela Europa, tendo iniciado a sua jornada após o mestrado na renomada Speos Paris. Este marco impulsionou a sua carreira e ajudou-a a desenvolver um compromisso com a expressão visual e a narrativa através das lentes.

Vivendo em Londres, teve a oportunidade de imergir profissionalmente na Spring Studios, onde pôde colaborar com alguns dos fotógrafos mais talentosos da capital britânica.

Com um olhar atento e uma sensibilidade artística, Matilde Travassos continua a desafiar os limites da fotografia, explorando novas técnicas e abordagens para traduzir a sua visão pessoal em imagens que inspiram, provocam e encantam.

De volta a Portugal, tem utilizado a câmara como ferramenta para extrair verdades essenciais dos objetos que fotografa. Por conta disto, foi convidada para fazer apresentar os seus trabalhos nesta edição. Aproveitamos para conversar com a fotógrafa sobre as suas inspirações.

« of 4 »

Depois de ter vivido em Portugal, França e Reino Unido como caracteriza a sua visão sobre as verdades que tenta captar através das lentes?

A intuição é a minha única verdade. Talvez a minha experiência no mundo da moda, na França e no Reino Unido, me tenha dado uma capacidade de decisão rápida daquilo que funciona, ou não, para mim. E essa tem sido a minha bússola enquanto fotógrafa: a procura de objetos, lugares ou pessoas que me suscitem interesse.

Como é que o seu trabalho fotográfico está relacionado com a arquitetura e com a museologia?

Na arquitetura e na museologia, áreas sobre as quais me tenho debruçado mais recentemente, encontrei um terreno fértil que conjuga simbolismo e subtileza estética. Talvez por serem lugares cuja conceção está, à partida, intimamente ligada com o cuidado visual e estrutural, eu me tenha sentido inclinada a procurá-los.

Por que razão escolheu fotografar a Biblioteca Nacional para esta edição da Revista Gerador?

A Biblioteca Nacional foi sempre um destes espaços que, intuitivamente, me encantou, não sei se pela sua austeridade, se pelas histórias que contém.

Acredita que uma sinopse pode interferir na forma como as pessoas consomem, interpretam ou absorvem as suas obras fotográficas?

Diria que é extremamente importante notar que, em última instância, a interpretação de qualquer obra é subjetiva e pessoal. E por isso mesmo, sim, acredito que uma sinopse pode interferir. O contexto que o fotógrafo propõe pode alterar totalmente a perspetiva com que várias pessoas sentem e julgam as imagens. A mesma fotografia pode chocar, num determinado contexto, ou passar totalmente despercebida noutro. Vem-me à mente a Sophie Calle, cujos trabalhos são genialmente amplificados pelas suas deambulações autobiográficas e contextuais.

Se este artigo te interessou vale a pena espreitares estes também

27 Março 2026

Tempos livres. Iniciativas culturais pelo país que vale a pena espreitar

24 Março 2026

Um mergulho na Manosfera

23 Março 2026

Natalia Sliwinska: “A perspetiva 3D pode desbloquear certas memórias”

20 Março 2026

Tempos livres. Iniciativas culturais pelo país que vale a pena espreitar

16 Março 2026

Fazer jornalismo dentro das prisões

13 Março 2026

Tempos livres. Iniciativas culturais pelo país que vale a pena espreitar

10 Março 2026

Depois vieram os trans

9 Março 2026

“Singularidades de Guimarães”: o ciclo de conversas que desafia a comunidade a olhar para a cidade

9 Março 2026

Torres vazias: por dentro do ‘boom’ desenfreado da construção em Tirana

6 Março 2026

Tempos livres. Iniciativas culturais pelo país que vale a pena espreitar

Academia: Programa de Pensamento Crítico Gerador

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Curso Política e Cidadania para a Democracia

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Autor Leitor: um livro escrito com quem lê 

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Criação e Manutenção de Associações Culturais

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Fundos Europeus para as Artes e Cultura I – da Ideia ao Projeto [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Oficina Literacia Mediática

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Financiamento de Estruturas e Projetos Culturais [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Desarrumar a escrita: oficina prática [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Oficina Imaginação para entender o Futuro

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Jornalismo e Crítica Musical [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Jornalismo Literário: Do poder dos factos à beleza narrativa [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Clube de Leitura Anti-Desinformação 

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Comunicação Cultural [online]

Duração: 15h

Formato: Online

Investigações: conhece as nossas principais reportagens, feitas de jornalismo lento

16 fevereiro 2026

Com o patrocínio do governo, a desinformação na Eslováquia está a afetar pessoas, valores e instituições

Ataques a jornalistas, descredibilização da comunicação social independente, propagação de informação falsa, desmantelamento de instituições culturais. A desinformação na Eslováquia está a crescer com o patrocínio dos responsáveis políticos, que trazem para o mainstream as narrativas das margens. Com ataques e mudanças legislativas feitas à medida, agudiza-se a polarização da sociedade que está a prejudicar a democracia e o sentimento europeísta.

17 novembro 2025

A profissão com nome de liberdade

Durante o século XX, as linhas de água de Portugal contavam com o zelo próximo e permanente dos guarda-rios: figuras de autoridade que percorriam diariamente as margens, mediavam conflitos e garantiam a preservação daquele bem comum. A profissão foi extinta em 1995. Nos últimos anos, na tentativa de fazer face aos desafios cada vez mais urgentes pela preservação dos recursos hídricos, têm ressurgido pelo país novos guarda-rios.

Carrinho de compras0
There are no products in the cart!
Continuar na loja
0