João Afonso nasceu em Moçambique, onde viveu até 1978. A influência da cultura africana, bem como da música popular portuguesa encontram-se patentes na sua carreira musical.
Juntamente com José Mário Branco e Amélia Muge apresentou, em 1995, o projeto “Maio Maduro Maio”, com versões de canções de José Afonso, seu tio.
A solo, João Afonso estreou-se com o álbum “Missangas” (1997), produzido por Júlio Pereira, e com o qual venceu o galardão de Melhor Voz Masculina Nacional, do jornal Blitz. Seguiram-se os discos “Barco Voador” (1999), “Zanzibar” (2002), “Outra Vida” (2006), “Um Redondo Vocábulo” (2009), apenas com canções de Zeca Afonso, e “Sangue Bom” (2014), com músicas de sua autoria para poemas inéditos de Mia Couto e José Eduardo Agualusa.
Ao longo da sua carreira, João Afonso trabalhou com músicos e intérpretes do panorama musical nacional e internacional como Fausto Bordalo Dias, Filipa Pais, Uxia, Luís Pastor, o grupo Mestisay, Pablo Milanés, Paco Ibañez, Pedro Guerra, Javier Ruibal, Kepa Junkera e Juan Carlos Cambas, entre outros.
Para o seu novo projeto, “Livros”, João Afonso decidiu musicar diversas obras de literatura clássica, numa edição livro/CD de 70 páginas, que conta com os contributos de notáveis artistas plásticos, fotógrafos e escritores portugueses.
Esta é a lista de 10 músicas de autores portugueses que o artista partilhou connosco:
José Afonso – "Redondo Vocábulo"
Carlos Paredes – "Verdes Anos"
José Mário Branco – "Queixa das Almas Censuradas"
Fausto – "O Mar"
Jorge Palma - "Só"
Sérgio Godinho – "Parto Sem Dor"
Vitorino – "A Queda do Império"
Dead Combo – "Povo que Cais Descalço"
Márcia + JP Simões – "A Pele que Há em Mim"
Camané + Mário Laginha – "Com que Voz"
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