Através de um modelo itinerante e transversal, arranca este domingo, dia 1 de dezembro, mas uma edição portuguesa d’O Dia Mais Curto. Tendo como inspiração o fenómeno do solstício de inverno, o festival dinamiza, até 22 dezembro, dezenas de sessões de curtas-metragens, o formato mais curto do universo cinematográfico, percorrendo 28 localidades portuguesas.

Este será o sétimo ano consecutivo em que a iniciativa se realiza em Portugal, organizada pela Agência da Curta Metragem. Tendo surgido em França, o modelo é replicado em diversas localidades portuguesas, incluindo os arquipélagos dos Açores e Madeira, com uma programação com obras nacionais e internacionais, dos mais variados géneros, para crianças e adultos. As sessões decorrem um pouco por todo o lado, desde as tradicionais salas de cinema, às bibliotecas, televisões e piscinas, aos museus e transportes públicos.

Em entrevista ao Gerador, Miguel Dias, diretor da Agência da Curta Metragem, explica que O Dia Mais Curto assenta num modelo que vai das salas de cinema aos locais públicos, apresentando uma seleção de curtas metragens organizadas em cinco programas distintos. Para além desses programas propostos, agrega-se ainda a programação própria de várias associações ou cineclubes que aderiram ao evento, sessões especiais para escolas, mas também a exibição televisiva ou online.

À semelhança dos anos anteriores, o festival também passará pela televisão, com programas especiais na RTP2, Canal 180 e nos Canais TvCine & Séries, e pela Internet, com sessões no site da Agência da Curta Metragem e na plataforma Filmin.

Gerador (G.) – Este será o sétimo ano consecutivo em que a iniciativa O Dia Mais Curto se realiza também em Portugal. O que nos podem contar desta edição?
Miguel Dias (M. G.) –Tal como nas edições anteriores, a Agência da Curta Metragem propõe programas distintos, para todas as idades e públicos, com filmes portugueses ou internacionais, que serão exibidos de norte a sul do país.
Para além dos programas propostos pela Agência, agrega-se ainda a programação própria de várias associações ou cineclubes que aderem ao evento, sessões especiais para escolas, mas também a exibição televisiva ou online, e a apresentação em diferentes locais de projeção, dos mais tradicionais aos mais inesperados. Para além das sessões em sala, O Dia Mais Curto vai ser assinalado nos transportes públicos com exibições no Metro do Porto, nos aviões de longo curso da TAP Air Portugal e em espaços culturais como o Museu Nacional dos Coches. À semelhança dos anos anteriores, O Dia Mais Curto também passará pela televisão, com programas especiais na RTP2, Canal 180 e nos Canais TvCine & Séries, e pela Internet, com sessões no site da Agência da Curta Metragem e na plataforma Filmin. O Dia Mais Curto será também celebrado por alunos de diferentes graus de ensino e em instituições de solidariedade social.

G. – Como é que foi feita a seleção de curtas desta edição?
M. G. – A seleção encontra-se distribuída por cinco programas, onde por um lado se apresenta um pouco do melhor que foi produzido nos últimos meses, tanto a nível nacional como internacional, com base no programa do Curtas Vila do Conde mas não só, e de novas aquisições do catálogo da Agência da Curta Metragem, mas também, a propósito dos 20 anos de atividade da Agência, um programa com alguns dos filmes de maior sucesso destas duas décadas, e ainda programas infantis, feitos em colaboração com a associação europeia Short Circuit e com a distribuidora Zero em Comportamento.

G. – O que gostariam de destacar da programação deste ano?
M. G. – Permito-me destacar a sessão “Novas Curtas Portuguesas”, uma oportunidade de conhecer algumas das pérolas mais recentes de autores internacionalmente consagrados mas também de nomes promissores que se vão afirmando no cinema nacional, e que não é fácil descobrir fora do circuito dos festivais de cinema.

G. – Normalmente têm também uma parte da programação direcionada a um público infantil. Qual a importância de ter uma programação neste âmbito?
M. G. – É sempre muito importante. Em todas as atividades que organizamos, seja o Curtas Vila do Conde, as exposições na Galeria Solar ou este O Dia Mais Curto, procuramos sempre integrar o público infantil, em colaboração com instituições de ensino da região, propondo a exploração de uma forma lúdica e didática dos conteúdos dos filmes apresentados, e promovendo o hábito de ir ao cinema, mostrando que há um tipo de cinema diferente daquele a que os mais novos são normalmente expostos.

G. – Podemos esperar que a iniciativa se mantenha nos próximos anos?
M. G. – Conseguir manter esta iniciativa é por si só um desafio permanente, mas a ideia é continuar a organizar O Dia Mais Curto nos próximos anos. Se possível, adicionando sempre mais parceiros, chegando a mais localidades – sobretudo em pontos do país com maior défice de oferta de cinema – e levando os filmes a locais menos habituais, e não apenas a salas de cinema.

Texto de Ricardo Ramos Gonçalves
Fotografia cedida pela Agência Portuguesa da Curta Metragem
O Dia Mais Curto é parceiro do Gerador

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