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Nimas celebra Dia da Poesia com sessão dedicada a Manuel Gusmão

Esta segunda-feira, data em que se celebra o Dia Mundial da Poesia, o Cinema Medeia…

Texto de Isabel Patrício

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Esta segunda-feira, data em que se celebra o Dia Mundial da Poesia, o Cinema Medeia Nimas, em Lisboa, promove uma sessão especial dedicada a Manuel Gusmão, “um dos nomes mais importantes da poesia portuguesa”. Serão lidos, neste âmbito, poemas que dialogam com o cinema, além de serem exibidos dois filmes que estão ligados, de alguma forma, ao poeta em causa.

A sessão “Página a página, abre-se um écran – diálogos de Manuel Gusmão com o cinema” contará com a participação de Maria Filomena Molder, filósofa e escritora, Diogo Dória, ator, e Marta Chaves, poeta. Os intervenientes vão ler “uma escolha de poemas de Manuel Gusmão que dialogam com o cinema (de realizadores como Joris Ivens, Wong Kar Wai, Bergman, Dreyer, Bresson, Straub/Huillet, Buñuel e Kurosawa, entre outros”, explica o Medeia Nimas, numa nota publicada no seu site.

Além disso, serão exibidos dois filmes, nesta sessão especial. “Exibiremos os filmes Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço – Um provérbio cinematográphico, de João César Monteiro, no qual poderemos ver Manuel Gusmão naquela que é a sua única aparição num filme, e Une Histoire de vent, de Joris Ivens e Marceline Loridan sobre o qual escreveu um poema no livro Pequeno Tratado das Figuras (2013)”.

De notar que Manuel Gusmão é considerado, nota o Medeia Nimas, “um dos nomes mais importantes da poesia portuguesa das últimas décadas”. Na obra deste autor, o cinema tem uma forte presença, “quer pela evocação de imagens e diálogos de filmes, quer pela adoção na sua escrita de técnicas do cinema, como a montagem”. Em entrevista ao Público, Manuel Gusmão chegou mesmo a frisar: “Interessa-me a relação possível entre a imagem literária e cinematográfica. Fascina-me esta ideia de que temos todos um cinema metido na cabeça. Um cinema que implica a produção do filme, a câmara que filma, o projector que envia uma torrente de luz para o ecrã, os espectadores que estão entre o projector e o ecrã. Temos isto tudo na cabeça, e quando olhamos para o mundo, tudo isto se põe em movimento, a funcionar. O cinema é a nossa maneira natural de criar imagens sobre o mundo.”

O Dia Mundial da Poesia comemora-se todos os anos a 21 de março, data consagrada na 30.ª Conferência Geral da UNESCO. Nesta ocasião, várias são as atividades que se realizam por todo o país. Por exemplo, e conforme já escreveu o GERADOR, nesta data,  a Casa Fernando Pessoa estará, ao contrário do que é costume, aberta e terá entrada livre, havendo poemas para “ler ou levar de recordação”. “De manhã e de tarde, haverá visitas orientadas com leituras, além das histórias sobre Pessoa e as peças do museu”, explicou a instituição.

Texto por Isabel Patrício
Fotografia de Erik Witsoe via Unsplash

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