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Taguspark exibe nova exposição de pintura onde a conexão com a natureza e a feminidade se cruzam

“Raízes” é a nova exposição da jovem artista Emma Santos. Estará em exibição no Taguspark até ao dia 27 de agosto.

Texto de Mariana Moniz

Emma Santos. Fotografia cedida por Taguspark

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Localizado em Oeiras, o Polo Tecnológico Taguspark inaugurou, no passado dia 7 de julho, a nova exposição de pintura da artista Emma Santos. “Raízes” explora o papel da mulher na sociedade e exibe a conexão que a mesma tem com a natureza, com a sua infância e com experiências relativas ao nascimento e à morte.

Emma Santos é uma jovem de 19 anos que, nesta coleção, explora o tema das raízes no seu sentido literal, mas também alegórico. Para além disso, temas como a própria origem e a identidade culturais são questionados nestas pinturas, uma vez que a artista tem a sua vida repartida entre Portugal e o Reino Unido. Tal como refere Beatriz Palma, responsável pelo Museu de Arte Urbana, “a sua obra trabalha temas tradicionais portugueses, ao mesmo tempo que os conjuga com uma nova cultura”.

A exposição, no seu todo, é direcionada para todo o tipo de público e a entrada é livre. Segundo a memória descritiva que Emma escreveu, nesta coleção de pinturas a artista usa narrativas e imagens de mulheres da história da arte e da literatura como referências para pintar as suas experiências enquanto mulher. Por exemplo, o quadro “Daphne and the Laurel Tree” é inspirado na antiga história grega de Daphne, que se transforma numa árvore para se esconder de Apolo. Por sua vez, “Primavera after Botticelli” alude a ideias do Éden e é baseado na pintura “Primavera” de Botticelli. “Algumas das obras que compõem esta mostra exploram o corpo feminino e são um pouco mais ousadas, no entanto não são explícitas ou evidentes”, explicou Beatriz Palma.

Exposição "Raízes". Fotografia cedida por Taguspark

Emma Santos referiu ainda que a personificação da natureza como uma mulher, em muitas culturas, é um dos seus maiores interesses. Na opinião da artista, tal como o mundo natural é visto como uma fonte abundante de recursos e de livre acesso para o Homem, também a mulher acaba por ser desvalorizada na sua própria sociedade ao ser interpretada como uma fonte de vida e conforto.

Com esta exposição, o Museu de Arte Urbana do Taguspark pretende incluir uma programação versátil, abrangente e acessível a todos os públicos. Para além disso, Palma salientou ainda que um dos principais objetivos é “fortalecer a carreira de artistas e proporcionar novas oportunidades àqueles que colaboram connosco. Somos um museu em crescimento e com grandes perspetivas criativas”.

A exposição está em exibição até ao dia 27 de agosto.

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